terça-feira, 30 de junho de 2009

Meu Meme

Existe uma prática simpática entre blogueiros que eu só conheci recentemente, navegando por outros blogs, que é o "Meme". Como bem definiu uma blogueira (que eu me esqueci qual, por isso não posso dar o link, outra 'regra' da boa conduta dos blogs), o Meme é como se fosse aquele caderno de perguntas que circulava na escola quando éramos adolescentes. O objetivo é fazer com que as pessoas falem um pouco sobre si mesmas.
E hoje eu fui convidada pela querida Isa, do Motherholic (adoro o nome desse blog) a fazer o meu primeiro Meme!!
Então preciso responder 5 coisas que não sou, gostaria de ser mas arrisco. Então lá vai:

Mais organizada – Eu juro que tento, e até melhorei bastante depois que passei pelo mundo corporativo e me enquadrei um pouco mais às regras. Mas confesso que ainda estou longe do que gostaria. A mesa do meu escritório, por exemplo... eu faço a arrumação e dois dias depois já está toda cheia de papelada, jornais, revistas... As fotos digitais, então, nem se fala... estão lá gritando por um mínimo de ordem...

Gostaria de ter uma memória melhor – Acho que nem curso de memorização funciona comigo. Nem sei como virei jornalista. Bom, sei: eu anoto tudo. Mas falho horrores em uma argumentação muito cabeça porque minha memória não consegue resgatar informações relevantes que eu gostaria...Inveeeejo aquelas pessoas que têm uma memória incrível. Não sei se essa questão tem conserto. Se bem que, se alguém pisar feio na bola comigo, pode deixar que meu lado escorpião vai se encarregar de guardar isso direitinho... em detalhes...

Esportista – Nossa, mas que esforço que eu tenho que fazer pra entrar em forma... queria ser daquelas animadas, que participa de corridas e maratonas, vai quatro vezes por semana para a academia.... Se bem que, depois que eu engravidei, melhorei bem. Antes eu não fazia nada de nada. Já na gravidez, acordava às 6h da manhã duas vezes por semana pra fazer hidro (uhuuuu, que superação) e depois que a Luísa nasceu eu passei a fazer caminhadas e faço bicicleta na academia do prédio. Mas é pouco ainda, né....

Natureba – Vejo aquela Cinthia Howlett na TV (a mulher do Du beijomeliga Moscovis, que apresenta um programa sobre saúde no GNT, lançou um livro sobre gravidez saudável e vive aparecendo nas revistas de fofocas) e fico pensando: “olha que beleza de vida...”. A mulher se alimenta direitinho, não come nada de porcaria, faz yoga e exercícios todo dia, troca o carro pela bicicleta... Eu até que como direitinho durante a semana, quase não como frituras, evito refrigerantes... mas adoooooro baboseiras e não consigo dizer não para uma torta mil folhas, um pedaço de bolo, um sonho de creme, uma cervejinha gelada....

Costureira/estilista – Adoraria poder reformar ou fazer as minhas próprias roupas e as da Luísa. Depois que virei mãe, essa vontade de fazer trabalhos manuais e artísticos deu uma aflorada mais ou menos. Por enquanto só fiquei nas fivelinhas de cabelo e aplique nas camisetas. Mas... quem sabe eu ainda invento moda?

Outras coisas que adoraria ser: fotógrafa (amo fotografia e até que tenho boa noção, mas nunca me aprofundei); cozinheira daquelas que faz banquete em casa para os amigos; super poliglota (amo idiomas e tenho facilidade para aprender, mas não fui além do inglês. Adoraria falar francês, espanhol e não portunhol, italiano...)

A lógica do Meme é como se fosse uma corrente, mas cujo conteúdo não se repete, e você convida outros cinco blogs para participar da brincadeira. Vou repassar o convite para os amigos, mas não se sintam obrigados a seguir o Meme se não quiserem, ok? Não vou ficar chateada!! rsrs
Maurício, do Vida de Frila, pai do Lauro e da Lígia
Cris, do Outlander, mãe do Pedro
Mimi, que está lá na Espanha, mãe do Lucas
Cris Fontinha, fotógrafa mãe do Lauro e da Lígia
A Lu, do Nhoc, sei que já recebeu um Memê, mas é uma blogueira querida, então aqui vai minha homenagem rsrs

Enquete - o segundo round

A pedido de uma super amiga, vou fazer mais uma enquete aqui. Por favor, se manifestem!

Situação: Domingão, família passa o dia todo fora de casa passeando e se divertindo junta, sem babá. Às 18h, voltam pra casa. Hora de descansar, certo? Não, hora do segundo round. Na sua casa, como a coisa funciona?

a) Maridão coloca o short e vai pra frente da TV ou vai fazer as coisas dele porque está cansado e amanhã tem que acordar cedo. A mãe, igualmente cansada, parte para o segundo round: trocar os filhos, dar banho, preparar o jantar, brincar um pouco e colocá-los para dormir. Vai tomar seu banho às 11 da noite.

b) O casal divide IGUALMENTE as tarefas do segundo round: um dá banho enquanto o outro prepara o jantar, depois brincam juntos e colocam os filhos pra dormir.

c) O maridão fala pra você descansar porque ele vai assumir o segundo round com a criançada. Você vai tomar seu banho porque está exausta.

d) O pai coloca água na banheira para o banho das crianças e vai assistir TV achando, do fundo do coração, que já ajudou bastante.

e) Como os pais são separados, a mãe ou o pai fazem tudo sozinhos mesmo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Luisices

Luísa já se acha gente grande, não aguento. Hoje de manhã pegou um saquinho cheio de brinquedinhos, colocou no braço como se fosse uma bolsinha, pegou na mão da dona Nicinha, que trabalha aqui em casa, e veio puxando a mão dela até a porta do elevador: "qué descer" (descer lá na marquise no prédio). Na mesma hora ela já gritou um "tchau, mamãe, descer".
Aí eu, como boa mãe que sou, solto um: "filha, vamos colocar um casaquinho? você não está com frio?"
"Não, mamãe, ête sol", e se mandou.

Papelão, hein, dona TAM

Vejam só a situação. Voo da TAM, São Paulo-Rio, sexta-feira às 18h.
Luísa ainda pode viajar como bebê de colo até completar dois anos, então como o voo era curto até o Rio, não compramos passagem pra ela e ela viajou no meu colo. Ok, estava indo tudo muito bem.
Depois da decolagem, a Luísa deu uma cochilada no meu colo. Mas como eles estavam servindo como lanchinho um cachorro-quente gostosinho, pedi para que a comissária de bordo (Nívea, o nome da fulaninha) deixasse um pra Luísa também, porque ela provavelmente já iria acordar.
Eis que a tal mulher SE RECUSOU a deixar um lanche para a bebê porque ela não estava pagando passagem!!! Eu não acreditava naquilo que estava vendo. Na mesquinharia que significava aquele ato. Num grãozinho de areia que acabava de arruinar com a imagem da TAM perante dois clientes. Se o sanduíche era contado exatamente de acordo com o número de passageiros pagantes, que a comissária fosse no mínimo preparada para dar uma explicação educada!! Ou que se esforçasse para trazer um lanche rapidinho assim que um passageiro recusasse! Que v... (preciso me conter aqui no blog, mas na hora eu xinguei muuuuito para o meu marido). Ela somente disse que, depois que passasse todo o serviço (nós estávamos na segunda fileira), se sobrasse, ela traria um para a bebê. Ainda assim, nada... Somente quando o avião apagou as luzes internas pra pousar no Santos Dumont, a simpática apareceu com uma caixinha pra me dar. Lóoogico que eu falei que não precisava mais (até porque eu não comi o meu pra deixar pra Luísa) e quase fiz ela engolir aquela salsicha.
Eu não dependia daquele lanche para alimentar a minha filha, porque tinha bolachinhas e suquinhos na sacola. O problema foi essa pequenês, a falta de atitude.
Gente, vocês não tem noção de como o meu sangue de mãe italiana entalou no pescoço. Eu queria voar na garganta daquela mulher. Ainda bem que eu tenho esse blog pra manifestar um pouco da minha indignação.
Na volta, ontem à noite, eu iria fazer o mesmo teste pra ver se o problema era a atendente ou o procedimento mesquinho da companhia aérea. Mas eles serviram uma sopa pronta horrorosa que nem eu tive coragem de experimentar.
PS. Só uma observação posterior: quando eu disse que quase fiz a moça engolir a salsicha, me referi à minha vontade. Eu não armei nenhum barraco no avião, viu?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Encontro Internacional da Canção para Crianças

Para quem vai ficar em São Paulo neste fim de semana, está rolando no Sesc Pompéia o Encontro Internacional da Canção para Crianças, programa de excelente qualidade. Tem muita gente bacana do Brasil e América Latina.
Hoje às 20h: Julio Brum com Los Pajanos Pintados (Uruguai) e Palavra Cantada (BRA)
Amanhã, sábado, às 20h: Cantoalegre (Colômbia) e Hélio Zinskind (BRA)
Domingo, às 18h: Na Casa da Ruth (BRA),concebido e interpretado pela cantora Fortuna.
Mais informações no site do Sesc.

Mapa do Brincar


O caderno Folhinha, da Folha de S.Paulo, lançou recentemente uma iniciativa bem bacana: o Mapa do Brincar. O objetivo é descobrir como andam se divertindo os meninos e meninas de norte a sul do Brasil, e também descobrir se existem diferenças regionais no próprio nome ou no jeito de pular amarelinha ou jogar bolinha de gude, por exemplo.
Crianças que quiserem participar contando quais são suas brincadeiras, podem mandar até o dia 3 de julho a sua contribuição. Todos os trabalhos enviados serão analisados e a divulgação acontece no dia 3 de outubro.
Mais informações no blog da Folhinha (www.blogdafolhinha.blog.uol.com.br). Por ali é possível também postar fotos, áudios e vídeos das brincadeiras.
Vale descrever como se joga as brincadeiras abaixo ou outras que não estão nessa lista:
Amarelinha (ou academia, avião, macaca, sapata)
Bolinha de gude
De construir (avião, barco, boneca, carro, casinha e outros)
De palmas
De roda (cantadas)
Elástico
Pião
Pipa (ou barraca, cação, capucheta, jerequetinha, raia, rabiola)
Pula corda
De pegar
De esconder
De faz-de-conta
Fórmulas de escolha (exemplos: par ou ímpar e jokenpô)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O meu parto

10 de agosto de 2007, sexta-feira. Dormi bem à noite, apesar de não ser muito fácil lidar com uma barriga aos 9 meses de gravidez. Precisava de pelo menos quatro travesseiros pra ajudar a movimentação e apoio na cama. Mesmo assim, me sentia bem.
Foram nove meses de uma gestação que posso chamar de perfeita. Sem complicações, com muita energia e calma, apesar da correria de fazer mil coisas ao mesmo tempo (o que acontece com praticamente todas as grávidas que eu conheço). Nos últimos dias de gravidez, a tensão aumentou um pouco. Expectativas de como seria o parto, se eu sentiria muitas dores, se conseguiria mesmo ter parto normal, se o Luiz estaria próximo no dia, se eu estaria sozinha na hora de ir pra maternidade e todo o "depois" completamente novo que eu iria enfrentar.
Quando acordei, senti um pouco de cólica. Nada exagerado. Estava com 39 semanas de gestação. Naquele dia, graças a Deus, o Luiz trabalharia em São Paulo. Depois que ele saiu de casa, minhas cólicas aumentaram um pouco. Por volta das 10h da manhã, liguei para o Dr. Ricardo, explicando que estava sentindo contrações seguidas de uma dor que se estendia até as costas – eu havia lido que estes eram os sintomas do trabalho de parto, e é mesmo batata! Ele então pediu que eu monitorasse as contrações e ligasse em uma hora pra dizer a freqüência. Tive cerca de 5 em uma hora. Como eu teria consulta às 14h, o Dr. Ricardo disse que daria para nos encontrarmos no consultório porque as contrações ainda não estavam no ritmo suficiente para eu ir ao hospital. Perguntei se eu poderia ir à manicure (!), porque não havia feito a mão naquela semana. Ele falou que sim, porque seria até uma forma de controlar minha ansiedade. Pois então fui fazer a mão e o pé no salão perto de casa. Fui andando. Sentia contrações enquanto as moças cuidavam das minhas unhas, mas elas nem perceberam que algo acontecia. Dr. Ricardo depois me disse que nunca mais vai mandar alguma paciente dele pra manicure quando ela estiver em trabalho de parto.
Quando voltava para casa, senti a freqüência das contrações aumentar (deu aquela travadinha básica no meio da rua) e decidi ligar pro marido pra dizer que achava melhor dar uma passada na maternidade (que é vizinha de casa) antes de ir para o consultório (que ficava em outra região da cidade). Eram mais ou menos 11h40 da manhã. Quando liguei pro Luiz, ele largou o que estava fazendo no escritório e veio correndo pra me levar para o hospital. Estava mais nervoso do que eu. Fiquei deitada na cama com toda a calma do mundo. Arrumadinha pra sair, sem desespero, respirando mais fundo quando sentia as contrações.
Cheguei na maternidade por volta de 12h30. Na recepção, eu disse que queria apenas monitorar um possível trabalho de parto, no sossego. Ficamos ali no sofazinho esperando para sermos atendidos. Quando a enfermeira foi medir minha dilatação, arregalou os olhos: eu estava com sete centímetros de dilatação!! Minha filha estava quase nascendo!! Correria geral pra preparar a papelada da internação, enquanto minha irmã tirava meus brincos, colar e badulaques e a outra enfermeira trocava minha roupa por um avental. A enfermeira ligou para o Dr. Ricardo imediatamente e já veio com a notícia: “então... o Dr Ricardo já falou com um médico amigo dele e pediu pra ele vir pra cá, porque ele está vindo de Santo André e está preso no trânsito na Anchieta”.... pensei... ‘legal’, não vai dar tempo de o meu médico chegar e vou parir com uma pessoa desconhecida...
Me colocaram na maca e me levaram pra uma salinha de pré-parto enquanto preparavam a sala chamada de Delivery, especial para “partos humanizados”. A sala é ampla, com luzes no teto imitando estrelas, música ambiente, banheira de hidromassagem, bolas grandes para exercício e tudo mais. Ali você pode ficar quantas horas forem necessárias até o nascimento do bebê. Ali são realizados apenas partos normais - das poucas mães que o preferem, infelizmente, nesse país da indústria da cesárea. Quando não é possível o parto normal e há necessidade de se fazer a cesariana, a mãe é transferida para o centro cirúrgico. Como eu cheguei já com dilatação bastante avançada, entrei na sala e fui direto para a anestesia (eu queria parto normal, mas do jeito menos doloroso, com anestesia). Eu estava bastante calma e tenho certeza que isso ajudou muito. De repente abre a porta, esbaforido, o Dr. Ricardo. Ele contou que veio quase voando pelo acostamento, escoltado por um carro de polícia. Ufa! Deu tempo.
O Luiz não precisou se paramentar, porque naquela sala Delivery não é preciso. E a minha irmã, única que chegou em tempo, também pôde ficar na sala pra assistir ao parto. Não passei por aquilo que via naqueles programas de TV mostrando um parto normal. Não fiz caretas, não mordi o lençol, não gritei, não chorei. Apenas respirava fundo quando vinham as contrações e só. Depois da anestesia, nem as contrações eu sentia mais. O anestesista é que me avisava pra fazer força para empurrar quando minha barriga endurecia. Nada de dores ou desespero. Até falei no celular com a minha mãe em pleno trabalho de parto – para explicar o caminho pro taxista (ela veio voando de Sorocaba pra SP) e para tranquilizá-la. Como eu estava encarando tudo numa boa, acalmava também o Luiz, que ficou junto de mim o tempo todo. O nascimento de Luísa foi lindo e tranqüilo, como tudo estava sendo desde o início da gravidez. Fiz um pouco de força pra empurrar e ela simplesmente saiu de dentro de mim - como diz a música Luísa do Tom Jobim, “como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores, revelando então os sete mil amores que guardei somente pra te dar Luísa...” Ela nasceu às 15h20, super saudável, 3 horas depois que cheguei ao hospital. Vocação total pra parideira.
O Dr Ricardo chamou o Luiz, que estava ao meu lado, pra ver a bebê nascendo de frente (e olha que não achávamos que ele teria coragem). O Luiz foi correndo e viu a Luísa nascendo, privilégio que eu não tive por esse mesmo ângulo. Ele chorou tanto que emocionou até ao médico. Depois trouxe a Luísa nos braços, embrulhada como um pacotinho, e a colocou junto de mim... ali ela ficou por quase uma hora. Junto do meu peito, sentindo o calor do meu corpo e se aproximando ainda mais de mim, que a carreguei na barriga por nove meses.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dica do anel

Uma das dificuldades que eu tinha quando amamentava era lembrar qual era o último peito que eu tinha dado na mamada anterior, para poder intercalar. Por isso achei interessante uma dica do livro da Maria Mariana sobre isso: colocar um anel que você mude de mão cada vez que amamentar, justamente para lembrar qual foi o último lado. Você sincroniza o lado da mão com o lado do peito, ou seja, peito direito, anel na mão direita. Desde que seja um anel do tipo aliança (ou de repente a própria aliança), que não vá machucar o bebê, lógico.
Parece interessante, não? Se alguém tentar e der certo, me avise! O problema é esquecer de trocar o anel, o que eu acho que acabaria acontecendo comigo também, do jeito que eu sou desligada. Mas de repente, se fizer disso um hábito, pode ser que não esqueça mais. Pelo menos me parece mais prático do que anotar.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Confissões (?) de mãe


A Lu, do Nhoc, tem uma prática super bacana de repassar seus livros já lidos para outras pessoas. E ela, fofíssima, me mandou o "Confissões de Mãe" (ed. Equilíbrio), da Maria Mariana (aquela que fez o maior sucesso com o Confissões de Adolescente nos tempos da nossa adolescência). Eu não tinha intenção de falar sobre o livro aqui no blog, até porque o assunto já foi mais do que batido por aí. Mas é impossível não comentar, juro!!
Respeito a Maria Mariana por sua história e por ter a coragem de abandonar a carreira por dez anos para assumir seu papel de mãe integral de quatro filhos. Legal a campanha que ela faz pelo parto normal. Também acredito, como ela, que ser mãe passou a ser a atividade número 1 da minha vida, acima de qualquer outra.
Mas acho que ela se equivocou ao tratar suas opiniões como verdades absolutas, além de dar dicas que os médicos e especialistas já consideram ultrapassadas. Vou listar abaixo algumas passagens do livro para que as pessoas que não leram entendam do que estou falando:
1. "Descobrimos que é possível se sentir linda mesmo estando há anos sem entrar em um salão de beleza. É possível se sentir sedutora usando xampu de jacaré e perfume de bebê. É possível ficar poderosa sem usar salto alto. Se sentir uma leoa com a unha cortada no sabugo. Ter confiança na própria aparência sem nem lembrar que existe um espelho".
Geeeeeente!!! Uma coisa é ganhar auto-confiança com a maternidade. Isso, sim. Creio que as mulheres se sintam mais maduras, mais fortes, mais seguras. Não sou das mais peruas ou excessivamente vaidosas, mas... se sentir linda e sedutora usando xampu de jacaré e estando há anos sem entrar em um salão de beleza? Será que ela se sentia sexy usando aquela calcinha bege enorme a la Bridget Jones?
2. "A responsabilidade do pai é outra. Cabe à mãe ensinar filho a gostar de si mesmo.(...) Cabe à mãe ensinar o filho a aprender. Cabe à mãe oferecer sempre colo certo. Cabe à mãe abrir os canais de amor na percepção emocional do filho."
É lógico que, quando uma mãe fica em casa com o filho e o pai vai trabalhar, a mãe passa a ter muito mais responsabilidade sobre essas questões. Mas não acho que se pode generalizar e dizer que nada disso é papel do pai. Mesmo que seja por um número menor de horas por dia, acredito que o pai tem, sim, parte importante na transmissão desses valores. Não acho assim tão fácil separar: a mãe ensina X, o pai ensina Y. Até porque depende de como é a mãe, depende de quem é o pai, depende da dinâmica do casal...
3."A mulher precisa ser mãe entre os 20 e 30 anos de idade. Antes é cedo e depois é tarde. É possível administrar este cedo e este tarde, porém será mais trabalhoso."
Eu tive minha filha aos 31, e acho que foi muito melhor do que se tivesse tido aos 22. Esse comentário parece aqueles ultrapassados do livro do Rinaldo De Lamare...
4."As mulheres que passam a gestação com medo de engordar, medo de o peito cair, medo de perder a sensualidade, medo de perder o marido somatizam estes medos em enjoos, pressão alta etc..." Nem dá para comentar essa generalização.
5."Penso que para a mulher que dá o devido valor ao lugar de mãe, amamentar possa ser mais fácil". Também não vou comentar essa. Então quem tem dificuldade de amamentar é porque não dá o devido valor ao seu lugar de mãe?
6. Agora.... a parte mais sensacional de todas, em que ela fala sobre 'alcançar a maturidade no casamento': "Quando você encontrar uma cueca usada do seu marido no chão, ao lado do cesto de roupa suja, agradeça a Deus a oportunidade de aumentar a paciência, evoluir. Depois de um dia inteiro ralando com seu filho e seu amado lhe perguntar "Tá cansada de quê?", respire fundo e agradeça: que bela oportunidade!"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Enquete - amamentação

Quando eu engravidei, o meu ginecologista/obstetra, pessoa que eu confio bastante, me disse que não precisava passar nada no bico do seio, porque não havia nenhuma comprovação científica de que aqueles artifícios normalmente realizados (bucha, mamão, esfregar toalha etc) funcionam. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, 71% das mulheres sofrem com fissuras durante a amamentação e a grande causadora das fissuras é na verdade a "pega" errada da criança no peito da mãe. Meu médico falou apenas pra tomar um pouco do sol da manhã sempre que possível. Como eu moro em apartamento em que não bate quase sol e eu não ia dar esse mole para os vizinhos e para os paparazzi (rsrs) deitadona de peito de fora na sacada, não fiz nada.
O fato é que a Luísa deu bastante trabalho pra pegar o peito na primeira semana e o meu bico rachou, sim. Não muito, mas fissurou. E eu senti muita dor para amamentar até cicatrizar (afinal, o bebê mama de 3 em 3 horas!!). A pomada Lansinoh ajudou bastante a cicatrização depois da fissura (essa pomada não tem problema em ser 'absorvida' pelo bebê) e logo parou de doer. Na segunda semana já estava bem melhor.
O que eu queria saber, aproveitando a facilidade do blog, é: vocês fizeram alguma coisa para "preparar" o bico do seio quando estavam grávidas? E acham que isso fez a diferença, ou seja, o bico de vocês não doeu ou não teve rachaduras?

domingo, 21 de junho de 2009

Depoimento de pai

Fazia tempo que o Luiz queria fazer um depoimento aqui para o blog, e hoje ele cumpriu a promessa. Escreveu essa mensagem tão querida expressando um pouco da experiência de ser pai pela primeira vez aos 44 anos de idade.

Ser mãe depois dos quarenta é uma experiência muito relatada pela mídia, mas ser pai maduro nem tanto. Eu sou e posso dizer que é realmente maravilhoso.

Aproveito tudo. Vi a minha filha nascer na sala do parto super hiper normal da Roberta ao som (não planejado) de Andrea Bocelli. Tive sorte de estar na cidade quando a Roberta foi para o hospital, participei de todo o parto junto da mãe e vi quando a Luísa chegou ao mundo. Fui a primeira pessoa a pegá-la no colo para levar para a Roberta.

Há algum tempo, viajo o mundo em função do meu trabalho, mas consegui fazer isto sem abrir mão de ver e ficar com a Luísa nestes primeiros quase dois anos de vida.

Ela parece já entender a minha rotina, mas não me cobra e aproveita muito quando estamos juntos. É parceira, mas parece pedir para que eu defina seus limites para que consiga ser uma pessoa legal.

Sou mais feliz e completo. Tiramos uma recente semaninha de descanso e fomos para Alemanha - e Luísa sempre junto. Nessa viagem, ouvi novamente aquela mesma música do Andrea Bocelli, tocada por um jovem músico austríaco em frente à Catedral de Salzburg, na Áustria, com a Luísa correndo no pátio da praça. Quanta emoção.

Ser pai maduro é não ter tempo a perder. Aproveitar tudo mesmo. Mesmo trabalhando 13 a 14 horas por dia, dou um jeito. Final de semana, por exemplo, faço tudo para ficar colado nelas, mãe e filha.

Deixando bem claro e finalizando minha primeira participação aqui no “Meu projetinho de vida”, a mãe a qual me referi é a da Luísa, que continua sendo a minha amada.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quer ou não quer?

Criança adora testar nossa paciência. Ou essas coisas só acontecem comigo?
1. Acabou de mamar e fala: "Mãmãe, qué mais". Aí você, já descolada, pergunta: "Filha, você tem certeza que quer mais? Depois eu vou fazer o leite e você não vai tomar". "Qué mais". Aí você vai lá, faz, esquenta e quando entrega o leite: "não qué".
Ou ela fala que está com fome, você coloca a comida toda no prato e ela simplesmente perde a fome. Ou ela pede Danoninho, você abre o potinho e ela não dá uma bicada sequer. Nessas horas, você faz o que? Conta até dez e come você mesma o Danoninho pra não ter de jogar fora.
2. Ela pede pra colocar o DVD do Cocoricó. Aí assiste dois minutos e pede outro. Daí você mostra o do Palavra Cantada e fala: "quer este?". Ela faz que sim e você põe no aparelho. Começa a tocar a primeira música e ela reclama que não quer aquele. Assim se vão todos os DVDs possíveis e ela não queria nenhum daqueles.
Dá vontade sei lá do quê!!!

Brincando de massinha


Cada vez que eu abro uma embalagem nova de massinhas de modelar é uma briga lá em casa. Minha mãe tira sarro porque eu pareço mais criança que a Luísa. Eu a-d-o-r-o ficar brincando com as massinhas, faço bichinhos, comidinhas, essas coisas. E a Luísa a-d-o-r-a misturar todas as cores das massinhas num bolo só. É uma piada. Ela amontoa as massinhas, eu vou lá e separo. Daí ela briga comigo e mistura tudo de novo. Como diz a Cissa, acho que eu preciso mesmo de ajuda psicológica.... rsrsrs
Mas eu acho mesmo uma delícia isso tudo. É bom voltar a ser criança, e me faz perceber o quanto somos muito mais estimulados a ser criativos nesta fase da infância. Depois, vamos sendo tolidos e padronizados (exceto quem segue uma carreira artística). Ser mãe me trouxe de volta muita coisa interessante. Eu não via a hora que a Luísa chegasse nessa fase de pintar, desenhar etc, e até que chegou mais rápido do que eu imaginava. Esses bichinhos aí da foto foram feitos na semana passada, na viagem, com a ajuda do livrinho de instruções e apetrechos que eu comprei pra levar (Massa Mania - Safari na Selva, editora Girassol).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mamando no peito alheio?

Uma amiga (vou omitir os nomes para preservar a vida do tal marido traidor rsrs) me contou uma história que quase me matou de rir, mas se estivesse no lugar dela eu acho que matava meu marido (e também a tal mulherzinha atrevida, talvez?). Não tenho palavras! Vou reproduzir aqui do jeito que ela contou (e me autorizou a reproduzir) para ficar mais fiel, e vocês por favor façam seus comentários. O Guy da história é o filho dela, de 3 meses.

“Meu marido saiu com o Guy e vi que eles estavam demorando muito, porque ele nunca fica muito tempo sem mamar. Quando chegam, o Guy estava tranquilão, dormindo no colo.
Daí eu perguntei: “ele não chorou de fome? Tá dormindo, como?”
E ele me disse que eles estavam em um projeto cultural lá da cidade. E aí seguiu: ‘Ele (Guy) chorou, mas tinha uma menina lá com um filho de 8 meses e ela disse que tinha leite e podia dar pra ele’. O patzo achou suuuuuper normal, o Guy mamou um peito e meio nela e dormiu.
E ele veio depois todo orgulhoso me contar... e eu.... fiz greve de sexo. Ele e meu irmão ficaram dizendo que eu é que era tonta, tava exagerando. Eu fiquei pensando, tentando achar normal e nada demais, mas não consegui.... fiquei com ciúme mesmo. Era melhor o meu marido ter me traído do que o Guy. Era só ele ter trazido pra casa, uai.... Para o meu marido foi tudo muito simples: tá com fome, vai e come... resolvido... nós, mães, é que temos que ter nossas crises filosóficas, neuróticas e histéricas... Meu marido é baiano, e o baiano é primitivo, preocupa-se em resolver as necessidades básicas do corpo: comer, beber, trepar e descansar...”

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Como se fala fralda, mesmo?

Por mais que você conheça bem um idioma estrangeiro (a não ser que seja totalmente fluente), é sempre bom fazer uma listinha com a tradução de alguns termos básicos da língua local quando vai fazer uma viagem internacional com criança. Vale lembrar que alguns termos específicos da vida infantil não faziam parte do nosso vocabulário até então, por isso você pode ser pego desprevenido. E são palavras que não costumam estar naquelas dicas básicas de guias de viagem. Eu comi bola dessa vez, crente que falo bom inglês (e na Alemanha é bem fácil se comunicar em inglês), e passei um apuro para comprar simples fraldas!! Gente, eu não me lembrava de jeito nenhum como se falava fraldas em inglês! Em alemão, então, nem se fala, porque só sei falar eisbein e chucrute.
Eu levei um estoque de fraldas na mala, espalhadas por todos os espaços vazios possíveis, justamente para não depender de comprar lá. Mas teve um maldito dia em que saímos para passear e eu só coloquei uma fralda extra na mochila. E, lógico, essas coisas se atraem: você nunca se esquece de levar determinado item extra, e normalmente não precisa dele, mas naquele dia que você esqueceu certamente vai precisar (aconteceu com a fralda e também no único dia em que esqueci de levar uma troca de roupa e o xixi vazou na calça). Eis que, nesse dia, eu tinha acabado de trocar a fralda cheia da Luísa e ela me faz um cocozão daqueles na sequência (porque eu já disse que criança adora esperar a fralda limpinha pra fazer um cocô mais à vontade). Além de ouvir uma bronca irritante do meu marido (por que só eu tenho que lembrar de tudo, alguém pode me explicar?), tive que sair à procura de um lugar que vendesse fraldas. E não foi fácil. A gente pensa que todo lugar é como o Brasil, que tem uma drogaria ou um supermercado em cada esquina e ali tem todos os itens de emergência necessários. Mas não é bem assim. As farmácias na Alemanha (pelo menos em Munique) não vendem fraldas, somente as drogarias especializadas, e estas são poucas. Supermercado? Acho que não vi nenhum, não sei onde se escondem.
O lance é que, quando entrei na primeira farmácia para perguntar se eles tinham fraldas...putz! A palavra fugiu completamente da minha cabeça. Fiquei parecendo uma louca, fazendo movimentos em volta das partes íntimas pra explicar o que eu queria. Fazia sinais e tentava explicar qual era a utilidade daquilo que eu estava buscando. Tentei jogar um "baby pants" e o farmacêutico me mandou para uma loja de roupas. Por sorte me ocorreu a palavra mágia "Pampers" e aí ele compreendeu. Acho que me achou uma louca, mas pelo menos me explicou onde ficava a drogaria mais próxima.
Ah, para constar, aí vai o serviço: fralda em inglês é diaper e em alemão é windel.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Não é linda?



Não resisti em colocar essa foto aqui. Ilustra bem o astral da viagem.

Um bebê na Alemanha

Eu já conhecia o país e sabia que os alemães estão muito longe daquela imagem de gente dura e séria que temos deles aqui no Brasil. É um povo super amigável, agradável e prestativo, especialmente na região da Bavária e nas cidades pequenas em qualquer canto. Mas desta vez tinha o agravante de levarmos junto um bebê, o que mudaria tudo. Mas não. Na verdade, tudo o que eu já achava continuei achando depois dessas férias por lá com a Luísa.
1. O idioma não é uma barreira tão grande. Nas grandes cidades, especialmente em hotéis, restaurantes e pontos frequentados por turistas, quase todo mundo fala inglês. E, quando não falam, eles geralmente se esforçam bastante para tentar se comunicar com a gente. Uma graça. Até a minha mãe, que não fala nem inglês, no final da viagem já entrava em lojas sozinha e conseguia se comunicar. Eu só passei apuros no dia em que precisei comprar fraldas, mas vou contar isso num outro post.
2. Bebês são muito bem-vindos por lá, conforme eu já tinha lido em um guia. Praticamente todos os restaurantes que fomos tinham cadeirão para bebê e muitos deles tinham cardápio infantil. Mais que isso, diversos ofereceram lápis de cor e papel pra Luísa desenhar enquanto nós terminávamos de comer. E me refiro a restaurantes normais, nada especificamente recomendado para famílias.
3. Em relação à acessibilidade para carrinhos nas ruas, nem se fala. Calçadas planas, todas rebaixadas, uma maravilha. Metrôs têm elevadores para chegar até o subsolo. Mas há dois pontos a se destacar:
a) Os malditos dos banheiros. Não sei o que se passa, acho que é porque as construções são muito antigas, mas em quase todos os restaurantes da Alemanha é preciso descer ou subir uma escadaria para chegar aos banheiros. Além disso, são poucos os que oferecem trocador. Então dá-lhe a nossa habilidade de mãe para trocar o filho de pé, no colo, no carrinho, ou onde conseguir deitá-lo.
b) Os museus, especialmente os palácios ou antigas residências de famílias reais ou figuras relevantes, que conservam a estrutura original. Muitos deles demandam um sobe-e-desce de escadas que às vezes dá pra superar, às vezes não. No Residenz, em Munique, a antiga residência dos reis da Bavária, até deu pra carregar o carrinho quando tinha escada, e a Luísa ia no colo. Mas no Neuschwanstein, o lindo castelo inspirador do Walt Disney que fica no início da rota romântica, em Schwangau, não tem a mínima condição de subir com um carrinho de bebê. Nem adianta insistir. Por sorte o Luiz não estava a fim de entrar e ficou de fora com a Luísa. Mas se ele tivesse entrado, algum de nós teria que voltar e esperar lá fora. São muitas, mas muitas escadas pra subir e descer. E os grupos são fechados, com pouca flexibilidade. Já no Deutsche Museum, em Munique, um museu de ciências super legal, não há qualquer problema. O museu tem inclusive uma área específica para as crianças terem suas experiências com a física, a química e outras ciências. Dá pra andar na boa pelos elevadores. Bom, só fomos a esses museus, porque senão a coitada da Luísa ia surtar. Quem tem filho muito serelepe, melhor pensar bem antes de fazer esses programas que exigem um mínimo de bom comportamento. A não ser aqueles especificamente recomendados para a idade, como este museu de ciências (que é muito legal, especialmente para crianças acima de 3 anos)e um outro museu específicode crianças que fica dentro da estação central de trem, a Houpbanhof (neste eu não fui, não posso opinar).
3. Os parques são sempre uma excelente opção para levar e soltar as crianças. Em Munique, o English Garten é um espetáculo (fora que lá dentro do parque descobrimos um biergarten (os famosos jardins de cerveja) maravilhoso, junto da Torre Chinesa, que numa tarde de sexta-feira parecíamos estar na Oktoberfest). Ali, a musiquinha alemã ao vivo e as charretes com aqueles cavalos lindos foram suficientes para entreter a Luísa enquanto nos esbaldávamos com aquela cerveja irresistível e uma sardinha assada espetacular que tinha numa barraquinha.
4. Nas cidades pequenas, conseguíamos deixar a Luísa mais à vontade, porque geralmente tem menos tumulto e ela pode ficar mais soltinha. Em Garmish-Partenkirchen (cidade maravilhosa no meio dos Alpes), por exemplo, tem um parque (Kur alguma coisa) lindo, delicioso. Ela ficou horas ali brincando com as pedrinhas, molhando as mãos no riozinho de água gelada. As fontes também são sempre uma diversão à parte pra ela. Em Salzburg, na Áustria (fomos para lá de trem, duas horas de viagem, e deu tudo certo), não vimos nenhum programa específico para crianças, mas também tem grandes espaços pra criançada sair correndo sem se perder. E tem muitos cavalos naquelas carroças que parecem dos tempos medievais. Muito linda a cidade.
5. Ah, para quem tem crianças maiores, tem um parque de diversões da Lego perto do município de Ulm, na Bavária. Deve ficar a uma hora e meia de Munique, mais ou menos. Informações www.legoland.de

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rotina nas férias?

Se tem coisa que decidi não esquentar a cabeça durante as férias é com rotina de criança. Ainda mais em uma viagem ao exterior. Cheguei a ficar preocupada sobre como os horários e a qualidade da alimentação da Luísa na semana da viagem estavam uma zona. Mas depois relaxei. Férias não são feitas justamente para quebrar rotina? E acho que as crianças merecem. Até porque no dia-a-dia eu procuro ser bastante rigorosa com os horários, desde que ela nasceu, e vejo excelentes benefícios nisso.
Para começar, o fuso de 5 horas de diferença entre o Brasil e a Alemanha já bagunçou tudo. Nos dois primeiros dias, a Luísa ficou meio virada por causa do jetleg. Dormia mais que o normal de dia, não queria comer com a gente na hora do almoço etc. Mas resolvemos seguir o ritmo dela. Se comia pouco no café da manhã, fazíamos um sanduíche e deixávamos na bolsa para quando ela quisesse comer. Se não comia direito no almoço, comia quando tivesse fome. À noite, também dormia mais tarde do que o habitual. No terceiro dia, já estava melhor, mas é lógico que não tinha aquele arrozinho com feijão, brócolis e carninha ao meio-dia...
Como ela já tem quase dois anos, me permiti ser mais relaxada com isso, coisa que até 1 ano de idade é mais complicado. Mas, quer saber? Minha filha se desenvolve tanto nessas viagens que não é possível que estejamos fazendo algum mal para ela (opiniões contrárias podem se manifestar). Até porque existem limites, lógico, e ela não comeu eisbein nem tomou cerveja, ok? Pensa bem:
1. Ela passa uma semana toda, 24h por dia, com pessoas que ela ama de paixão: a mãe, o pai e a avó (desculpem a falta de modéstia, mas eu sei que ela me ama de paixão). E também tem a pepê (a chupeta), que não é uma pessoa mas ela também ama de paixão.
2. Enquanto numa semana rotineira ela passa a maior parte do dia em casa, nas férias ela passeia o dia inteiro, vê lugares e pessoas diferentes, ouve pessoas se comunicando em idiomas diferentes, come quando quer e o que quer, dorme tarde...
3. Tudo bem que tem a parte chata que é visitar museu e não poder brincar com nada (muito menos subir na cama que pertencia ao rei Ludwig II, ok, filha? Por favor, entenda, você já é uma mocinha). Mas depois tem a compensação de correr à vontade em um parque diferente, tomar sorvete fora de hora, ser paparicada o dia inteiro...
4. Quando estamos em lugares públicos, faço o possível para evitar birras ou pitis, o que significa ceder mais que o normal. E, numa viagem dessas, em que passamos a maior parte do dia em lugares públicos, a garotinha fez a festa. Chupeta, então, era aquela manha. Cada vez que era contrariada, começava aquele choro sem lágrimas que as mães conhecem bem: "pepêeeeeeee, mamãaaaaaaaae, pepêeeeeee, buáaaaaa" (lágrimas, por favor, para dar mais veracidade à cena!). Se rola uma dessas no meio de um museu, o que a gente faz? Bota a rolha para acalmar. Uma combinação que fizemos com ela era a seguinte: ou colo ou pepê. Se quisesse ficar no colo em vez de ficar no carrinho, não podia de jeito nenhum ficar de chupeta. E funcionava direitinho, essa criançada é muito esperta. (Eu sempre preguei que nunca aceitaria esse tipo de negociação com filha minha, mas tô aqui pagando a língua). Quando ela queria a chupeta, ficava no carrinho sem reclamar e poupava bastante as nossas colunas. Só teve um dia em que ela teve um piti no meio da rua em Munique porque queria ficar no colo e de chupeta. Lugar aberto, maior barulho. Pois colocamos ela no chão na marra e a bichinha ficou berrando, roxa, se agarrando nas minhas pernas, ajoelhando no chão... (sabe aquela história da criança se jogando no chão do shopping?). Como estava na rua, deixamos chorando até acalmar. E não cedemos. Ela se cansou, foi para o carrinho e dormiu em um minuto. Na verdade, o showzinho era puro sono.
Mas hoje acabou a farra. Voltamos aos horários habituais de alimentação, banho e sono - este, na medida do possível por causa da recuperação do fuso (sem bem que a volta é bem mais fácil de recuperar). E pepê só na hora de dormir. Sem grandes traumas. Eu estava receosa se ela iria voltar a comer direito, mas já entrou no eixo rapidinho (também, com aquele feijãozinho da dona Nicinha...). E agora, se chorar porque quer a chupeta, fica chorando até acalmar e se distrair com outra coisa. Em casa poooooode espernear à vontade. Ela sabe que agora não está mais no comando. Porque se deixar, aquele serzinho lindo, encantador e muito inteligente se espalha, cresce e toma conta da casa.

11 horas no avião

O voo de ida era a minha maior preocupação em relação à viagem. O avião saía de SP às 13h, e chegaria em Munique (no nosso horário) por volta de meia-noite. Só que, na Alemanha, já seriam 5h da manhã. Para ambientar os passageiros, as companhias aéreas costumam regular o horário do jantar de acordo com o horário do país de destino. Então, quando ainda eram por volta de 5 da tarde, eles já estavam servindo o jantar e preparando o pessoal pra dormir. Mas eu tinha certeza que não seria tão fácil enganar o organismo da Luísa. E, de fato, não foi. Das 11 horas de viagem, ela ficou acordada umas 9 horas, mais ou menos. Quando ela dormiu, achei que iria ficar bastante tempo, mas acordou toda animada como se fosse aquele cochilo da tarde. Mas não deu trabalho algum, ficou apenas brincando. Alguns pontos relevantes:
- O pessoal da alfândega é bastante flexível quando se viaja com bebês. Meu marido queria que eu deixasse em casa o leite em pó, Toddynhos, sucos de caixinha e biscoitinhos que eu tinha separado, certo de que não iriam passar na alfândega. Mas eu resolvi arriscar e eles deixaram passar tudo, até a garrafa de água (desde que eu deixasse dentro da bolsa para que ninguém visse). Na volta, na Alemanha, foi a mesma coisa. Me deixaram até passar com as uvas que eu tinha me esquecido de tirar da sacola. Se bem que, quando eu fui para a Argentina, uma mãe disse que não a deixaram passar com papinhas da Nestlé. Não sei se eu dei sorte ou ela é que deu muito azar.
- Me preparei muito para esse voo, pensando em atividades para entretê-la. Comprei um livro de bichos que vinha com massinha de modelar e fiquei fazendo os bichinhos da selva pra ela brincar (ela amou aquilo e brincou com ele a semana toda). Só dei lá dentro do avião, pra não perder a novidade. Levei também o DVD portátil, giz de cera e papel pra desenhar, pratinhos, panelinhas e itens de cozinha que ela adora.
- Inicialmente, reservamos apenas três passagens (para mim, meu marido e minha mãe), e a Luísa iria como bebê de colo. Meu marido estava certo que a Luísa ficaria bem no colo e dormiria no bercinho. Mas eu estava bem preocupada. Insisti que ela não caberia naquele bercinho, porque é realmente para bebês, e no final ligamos na companhia aérea e eles confirmaram que o bercinho é só para bebês de até 9kg, parece. Como nós viajaríamos com milhas, resolvemos comprar então um assento para a Luísa. E foi a melhor coisa, porque senão ela não teria espaço pra brincar e seria muito complicado para dormir no colo. Como eu já disse em dicas anteriores sobre viagem de avião, é muito importante ficar em poltronas que tenham espaço na frente. Se for viajar de classe econômica, reserve os assentos da primeira fileira. Porque se o bebê ficar preso na poltrona e não tiver muito espaço pra se movimentar (e poltrona de avião às vezes é mais apertada do que de ônibus), ele vai dar mais trabalho, vai querer ficar circulando no corredor o tempo todo. Se for de executiva, o espaço é bem melhor e ainda tem TV individual (e controle remoto com muitos botões) pra ajudar a distrair. Quem viaja muito e tem milhas acumuladas, vale muito a pena dar um upgrade para a executiva.
- Como a minha filha já saiu da fase das papinhas da Nestlé, pedi antecipadamente para a cia aérea que fosse providenciada comida para criança (isso tem que ser feito por telefone, antes da viagem) e o cardápio infantil funcionou bem (fomos de Lufthansa, ótima empresa). Mas eu tinha as bolachinhas, sucos e etc para os momentos de fome extra-jantar. Os comissários de bordo também costumam ser bem prestativos quando levamos bebês e crianças pequenas. Ás vezes tem até presentinhos.
- Na volta, como o voo era por volta de 22h, foi tudo uma maravilha. O avião mal tinha decolado e a Luísa dormiu. Acordou uma hora e meia antes de chegar no Brasil quando eles acenderam as luzes para o café da manhã. Melhor impossível. Ou seja, se eu pudesse ter evitado voo de dia, seria o melhor dos mundos. Mas não tivemos escolha, então ok. Eu só fiquei preocupada à noite porque a Luísa se mexe muito e por duas vezes ela quase caiu da poltrona.
- Na volta, meu marido continuou na Europa a trabalho e eu voltei sozinha com a minha mãe, a Luísa, as malas, as sacolas de mão, as inevitáveis sacolas com compras e o carrinho. Aí deu pra sentir o que seria a viagem só em dois adultos. O trabalho não é a Luísa em si, mas sim carregar toda aquela tralha e mais ela (e com isso tudo ainda tentar fazer comprinhas no freeshop). No Brasil, um funcionário do aeroporto de Guarulhos se ofereceu pra nos ajudar e foi com a gente até a esteira de bagagem - foi literalmente uma mão na roda. Aliás, essa é uma dica importante para quem viaja sozinha com bebê. Quando eu viajei sozinha com a Luísa de colo, quando ela tinha dois meses, também pedi ajuda no aeroporto (Congonhas) e um funcionário foi carregando uma sacola minha e o bebê conforto até dentro do avião.

Primeira longa viagem

Confesso que, apesar de já ter viajado várias vezes com a Luísa, desta vez eu estava com um pouco de medo. No ano passado, quando ela tinha acabado de fazer 1 ano, passamos uma semana em Buenos Aires (publiquei vários posts aqui com dicas) e foi tudo ótimo. Mas a viagem era curta, cidade e idioma amigáveis, e além disso ela ainda não demonstrava tanto suas próprias vontades. Desta vez seria diferente. Uma semana na Alemanha (Munique e região dos alpes bávaros), viagem muito mais longa de avião (11 horas, sendo que a ida seria durante o dia e com um fuso de 5 horas) e a dona Luísa com quase 2 anos, praticamente outra criança. A única coisa em comum é que em ambas as viagens minha mãe foi junto, o que não tem preço.
Hoje chegamos de viagem e eu só tenho a dizer que foi óóóótimo. Luísa foi uma super companheira, não deu trabalho (quer dizer, só aquele trabalhinho previsível de uma criança nessa idade), se comportou como uma lady no avião e graças a Deus não ficou doente.
Vou falar um pouco sobre a viagem em posts diferentes, da mesma forma que eu fiz com a viagem a Buenos Aires, separando por temas. Mas, em resumo, é possível sim fazer uma viagem divertida com uma criança pequena pela Europa se tomarmos alguns cuidados, tivermos paciência e bom humor e, lógico, se não dermos algum grande azar.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Férias

Amanhã viajaremos de férias. Uma semaninha de descanso - quer dizer, se a Luísa deixar. Acho que não vou conseguir passar aqui pelo blog. Mas, na volta, certamente terei muitas histórias pra contar.

Os dentes e as manhas

Quando me falavam que bebê fica chatinho quando nascem os dentes, eu não me atentava a um fato: os dentes não nascem todos de uma vez. Nasce um, depois mais um, depois mais dois, depois mais dois, e por aí vai. Nisso, pelo menos no caso da Luísa, se vai um ano e tralalá. Ou seja, essas chatices vão e voltam toda hora. E cada vez que aparece uma canjiquinha nova é uma chatice tão chatinha, tanta manha, tanto chororô, que às vezes a gente se esquece que a coitadinha pode estar sentindo um baita incômodo. Tem que ter muuuuita, mas muuuuita paciência.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Parto orgástico

Coisa doida, esse assunto. Hoje tem uma matéria no caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo, sobre mulheres que garantem que tiveram orgasmo durante o parto normal. Olha que tem gente séria que fala sobre isso e até um documentário americano chamado "Orgasmic Birth", exibido no festival de cinema do Rio de Janeiro em 2008.
O que eu fiquei pensando, cá pra mim e agora aqui no blog, é como é possível essa relação tão maluca entre maternidade, parto, dor e... orgasmo? Tudo bem que a gravidez é um período incrivelmente interessante para muitas mulheres do ponto de vista sexual. A maior parte das mulheres com quem já conversei sobre isso diz que é coisa de subir pelas paredes (e não o contrário, como muita gente pensa) - infelizmente no período em que os maridos costumam perder um pouco a vontade de transar (loucamente, então, nem pensar!), como se tivesse uma criança ali assistindo tudo.
Mas voltando à questão do parto. Eu tive um parto normal super rápido e tranquilo (conto depois em outro post), mas não consigo imaginar essa história de "parto orgástico". A coisa deve ser totalmente sem controle, mesmo, puramente hormonal, porque tudo o que NÃO se pensa naquele momento é em prazer sexual. Talvez nossas mentes estejam condicionadas a ligar o orgasmo ao sexo, e aí pode estar o erro (na visão de quem defende o assunto), mas ainda me parece incoerente pensar em orgasmo ligado ao nascimento de um filho!! Vários médicos ouvidos na matéria dizem que realmente não cabe essa denominação ao parto, alegando que o orgasmo é o ponto culminante do ato sexual, e só. Uma coisa é ter uma sensação gostosa depois que o filho nasce, de alívio e felicidade, como descrevem algumas mulheres na reportagem, outra é ter um orgasmo, não?!!
Para finalizar, trecho de um depoimento: "No início, a jornalista (não sou eu, juro!) sentiu-se relaxada. 'Fiquei isolada e quieta', conta. A quietude deu lugar à euforia quando a bolsa estourou. Na companhia do marido e de uma parteira, Kalu chegou ao êxtase. "Senti a cabeça do bebê encaixando na minha pelve. Depois, ele vez uma rotação e senti como se fosse um orgasmo." Crazy, crazy!!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A maravilha do livro magnético


Eu sempre tive em mente, mesmo antes de a Luísa nascer, que a única coisa que eu compraria sempre que ela pedisse seriam livros. Acho que o estímulo à leitura na infância é fundamental para que a pessoa adquira o hábito no futuro. Por isso, ela frequenta livrarias desde pequena e tem uma coleção de livrinhos em casa. É claro que são livros adequados para a idade, já que ela ainda não consegue se concentrar em histórias mais longas. Não tem jeito: se eu começo a contar qualquer história, ela já vai mudando as páginas e não me espera terminar de falar.
Tem alguns que eu comprei e ela não dá a mínima bola. Mas comprei um recentemente que já está todo destruído de tanto que ela carrega pra lá e pra cá. O grande lance desse "Casinha de Bonecas" é que os personagens são todos ímãs, que grudam nas páginas e podem ser manipulados conforme a história. Cada página representa um ambiente da casa. Aquilo rende que é uma beleza!! Ela pega a xicara e dá café na boquinha da boneca, muda os brinquedos de um ambiente para outro, é realmente muito legal. É o meu coringa em restaurantes ou quando sei que ela vai ter que ficar parada em algum lugar por muito tempo.
Recomendo muito, mesmo correndo o risco de alguém seguir minha dica, comprar o livro e o filho não dar nenhuma bola... hehehe....

terça-feira, 2 de junho de 2009

Fraldas de pano


Eu tenho mudado bastante meus hábitos nos últimos anos, na tentativa de me tornar uma consumidora mais consciente e colaborar com o nosso querido planetinha. Mas tem algumas coisas que eu acho que vão ter que ficar para a próxima encarnação (se ainda houver planeta habitável até lá): as fraldas de pano, por exemplo, coisa que voltou à moda entre as mulheres mais "verdes" especialmente nos EUA e Europa.
Ok, as fraldas descartáveis são um problema ecológico: cada uma leva 450 anos para se decompor nos lixões. Ok, a quantidade de fraldas descartáveis que usamos em um bebê é absurda (dizem que são mais de 5 mil em dois anos de vida). Ok, as fraldas de pano também evoluíram e já existem em formato moderninho (diferentemente daqueles panos que as nossas mães dobravam em formato de triângulo e fechavam com um alfinete de joaninha).
Mas elas ainda são de pano. Isso significa que precisam ser lavadas. Isso significa que cada bebê suja em média 8 a 10 fraldas por dia e que você fica com todas elas sujas acumuladas para lavar na máquina. Isso significa que precisa morar em casa pra ter varal suficiente pra esticar e tempo bom pra secar tanta fralda. Isso significa que você continua não sendo 100% ecológica porque precisa usar a máquina com muito mais frequência (e aí vai um turbilhão de água e energia). Isso significa que, se você viaja ou vai fazer um passeio de um dia fora, você tem que ficar carregando todas as fraldas sujas dentro da sacola pra poder lavar quando chegar em casa.
Não, não dá. Definitivamente não dá.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Escultura de mãe



Acho o máximo quem tem talento para as artes. Um dia eu ainda hei de descobrir nas minhas veias um tequinho do talento dos meus avós maternos para a pintura, escultura e música. Pensei nisso quando vi a delicada escultura de bronze que a Maysa Adaime fez para a irmã, minha amiga Mimi, para dar de presente quando ela engravidou. Linda, não?
Ah, e caso alguém se interesse, a Maysa tem uma igual a essa para vender (ela fez só três exemplares). A coisa é chique mesmo. O contato dela é maysa_adaime@uol.com.br.