quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mãe empreendedora?

Quanto mais eu fuço na internet e leio matérias sobre mães nas revistas, mais eu descubro histórias de mulheres que empreenderam depois de ter filhos. Descobriram alguma necessidade que ninguém ainda supria em relação à gravidez ou filhos e resolveram montar seu próprio negócio.
Às vezes eu tenho vontade de fazer isso também. Só ainda não identifiquei um negócio que seja a minha cara. Mas quem sabe qualquer dia me dá um estalo e eu me torno empreendedora também, juntando o trabalho com o prazer de lidar com esse novo mundo em que estou vivendo. Pode ser aproveitando a minha experiência de jornalista ou não, quem sabe?

Mala de mão

Complementando o que falei no último post sobre terceirizar a arrumação da mala do bebê:
No começo do ano, fiz uma viagem com o Luiz e a Luísa para a Costa do Sauípe (BA). O Luiz teve que ir depois, por causa do trabalho, então fui sozinha no avião com a Lulu. Ao meu lado se sentou um pai na mesma situação. Ele viajou sozinho com a filha, um pouco mais nova que a Luísa, e a esposa iria encontrá-lo também lá em Sauípe. Paizão, daqueles que a esposa viaja 20 dias a trabalho e ele fica numa boa cuidando da filha.
Estávamos tricotando sobre coisas de filhos e eu comentei esse lance do trabalho que é a arrumação das malas. Ele falou que a babá dele era ótima e que ela tinha arrumado tudo. Pois bem. Dali a algum tempo ele percebeu um cocozão à vista e começou a olhar na sacolinha da bebê, revirava e revirava. Daí ele olhou pra mim e falou: "Você tinha razão. A babá não esqueceu de nada, mas ela colocou todas as fraldas e "kit troca" na mala maior, que foi despachada". Por sorte dele eu estava ali e emprestei fralda, lenço umedecido e pomada da Luísa.

Inteligência de mãe

Coisa que as mães já sabiam, os pesquisadores agora comprovam. Na revista Claudia deste mês tem uma matéria que fala que a maternidade torna as mulheres mais espertas, mais eficientes, menos estressadas e profundamente habilidosas para interpretar os sentimentos alheios.
Se não fosse assim, a gente não daria conta de tanta coisa pra fazer e pensar ao mesmo tempo!
Exemplos:
- Em casa: administrar filho, trabalho, marido, empregada, babá... (as coisas da casa se tornam muito mais importantes depois do nascimento do filho, porque não pode faltar nada na geladeira, tudo tem que estar sempre em ordem, tem muito mais roupas para lavar...). Vou ao supermercado pelo menos três vezes por semana, fora pediatra, vacinas...
- Em uma viagem: só quem tem filhos tem noção do que é pensar em tanta coisa antes de uma viagem com o bebê. Se antes eu já levava um tempão para arrumar as minhas malas (a mala perfeita, como eu digo), agora preciso começar três dias antes a arrumar a minha e da Luísa (pior coisa é terceirizar para a babá, mesmo com lista e tudo. Sempre vai faltar alguma coisa importante e você vai querer matar quando perceber). Fora quando o marido chega em cima da hora e pede para arrumar a mala dele. Ter uma listinha pronta de viagem das coisas do bebê ajuda muito na hora do "check list", mas ela não funciona com as roupas do bebê, que são sempre um dilema. Separar roupas é gostoso, mas eu sempre exagero com medo de faltar alguma coisa. E tem que pensar em quantidade, em roupas de frio e de calor, em combinações fáceis....

Mas o mais incrível de tudo isso é que, apesar de tanta coisa para fazer e para pensar, eu hoje sou uma pessoa muito mais leve, mais feliz e mais completa. Incrível mesmo o que a maternidade faz com a gente.

terça-feira, 28 de abril de 2009

500

Hoje meu blog atingiu pela primeira vez a marca de 500 acessos num mês. Estou super feliz, porque ele é divulgado apenas no boca-a-boca. Saber que tem gente que acompanha o blog e gosta dos meus comentários, dicas e histórias me dá ainda mais vontade de escrever. Muito bacana!

Ho ho ho

Vou registrar uma pérola pra não esquecer.
Acho que foi em fevereiro que isso aconteceu. Eu estava sentada na minha cama conversando com a minha mãe pelo telefone. A Luísa estava no meu quarto, no chão, fuçando nos meus sapatos. Para “fuçando” entenda-se tirando tudo do armário e "colocando cuidadosamente" no chão. Mas, como em alguns momentos tudo vale a pena para uma criança ficar quietinha, deixei ela ali zoando a sapateira. Eis que, de repente, eu olho para o lado e vejo a porta do guarda-roupa do Luiz aberta e a Luísa parada, em pé, olhando para dentro do armário e dizendo “ho ho ho ho”. Falei “mãe, espera aí” e fui olhar. Não é que, dois meses depois, a menina reconhece o maldito braço da roupa do Papai Noel que o Luiz usou no Natal?? Não acreditei naquilo. Morri de dar risada, ao mesmo tempo em que me senti culpada por talvez ter transformado a Luísa em um 'case': a criança que descobriu mais cedo que não existe Papai Noel, com apenas 1 ano e meio.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Refém da babá

Eu sei que não é fácil engolir determinadas coisas que temos que engolir nessa relação com as babás. Mas tenho ouvido algumas histórias de pais que se tornaram totalmente reféns dessa relação, um verdadeiro inferno.
Uma amiga está com a mesma babá desde que a filha dela nasceu, há três anos, e me disse que esta é a relação de ódio mais duradoura que ela já teve até hoje. Ela chora de raiva e conta os dias para chegar a folga da mulher, mas não consegue mandá-la embora porque a filha a adora e, como ela trabalha fora, depende dessa pessoa (a filha vai para a escola meio período, e o restante do tempo fica com a babá). Diz que a mulher é uma excelente babá, da linha "educadora super experiente", mas ela é mandona e arrogante. A mulher manda não só na filha como nela própria.
Como ela trabalha muito e confiava na experiência da babá, ela admite que acabou terceirizando para a babá parte do seu papel de mãe, delegando a ela todos os cuidados e as rédeas da criança. O problema é que, quando fazem a linha das "espertas", as babás acabam criando essa relação de total dependência com os pais inseguros, que acham que não conseguiriam achar outra pessoa tão experiente quanto elas. A consequência é que as moças deitam e rolam enquanto os pais se sentem obrigados a conviver dentro da própria casa com pessoas que não suportam.
Essa amiga se deu conta que o erro dela foi lá no comecinho, quando a filha nasceu. Ela confessa que deveria ter mantido o controle da situação desde o primeiro dia, por melhor que a babá fosse (se bem que depois que o tempo passa é mais fácil enxergar isso do que quando estamos vivendo uma fase inicial de total insegurança com o primeiro filho). Ela sente que deveria ter tido voz firme na casa desde o início, porque agora não consegue mais reverter a situação com esta pessoa. O grande risco, dizem os livros e especialistas, é que sem perceber os pais estejam também delegando para a babá e para a escola um papel que deveria ser deles, que é o de educar e transmitir os seus valores.

Comidinhas

Um dos presentes mais úteis que compramos para a Luísa até hoje foi um fogãozinho que demos no Natal. Eu achava que depois de um tempo ela iria enjoar, mas é incrível como ela brinca com ele absolutamente todos os dias. Faz "nham nham" para as bonecas, para a mamãe, para o papai, pra vovó, coloca feijão e arroz dentro, um barato.
É um móvel grande, do tamanho dela, que tem forno, 4 bocas, panelinhas, garfinhos, facas, escumadeira, etc. Esse, particularmente, tem um detalhe que ela ama: duas bocas "acendem" quando se vira o botãozinho. E se você coloca a panela sobre a boca do fogão, ele faz barulhinho de ovo fritando e água fervendo. Este que compramos é da Chicco, e não foi muito barato, mas a brincadeira vale para qualquer marca, é fácil de achar. Até os meninos gostam (e como os pais de meninos jamais vão comprar um fogão para eles, eles se esbaldam na casa das meninas).
O outro presente que também foi super útil foi uma mesinha com cadeira, tudo do tamanho dela. Também adora sentar ali e servir as comidinhas. Bem coisa de menina mesmo. E, nesse caso, nem é imitação da mãe, porque a mãe dela não é muito de ficar na cozinha...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Travel for kids

Fuçando na internet, encontrei um site bem legal sobre dicas de viagens com crianças em diferentes lugares do mundo. Vale a consulta!
http://www.travelforkids.com/main.htm

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Viajando sem ela pela primeira vez

Eu bem que já desconfiava que eu sofreria muito mais do que ela. Dito e feito. Sofri a semana toda antes da viagem. No dia anterior e no dia D, o nó ficou na garganta o tempo todo. Me preocupava menos a questão prática, porque deixei tudo super organizado, com todos os telefones úteis, carteirinha de convênio, supermercado feito, dinheiro para extras etc. E, além de tudo, ela ficaria com a minha mãe (melhor impossível) e com a babá (que daria todo o apoio). O difícil mesmo é a saudade, a ruptura, o efeito psicológico.
Antes de ir, quando eu falava que iria viajar e que ela ficaria com a vovó, ela choramingava e falava "não, mamãe". E eu me acabava por dentro. Mas, na despedida, ela falou um simples "tchau, mamãe" e fechou a porta. E eu entrei no elevador me acabando de chorar. Mas foi só naquela hora, porque depois de um tempo eu me recuperei e não chorei mais.
Foram quatro dias inteiros fora, e que correram super bem por aqui. Ela não sofreu, não ficou chorando e me chamando, nada. Falava, sim, de mim e do papai, e minha mãe dizia que estávamos viajando de avião. Ela achava graça e imitava o avião. E eu também consegui relaxar e aproveitar. Lógico que tem horas que dá muita saudade, vontade de abraçar, beijar. Mas nada incontrolável (se bem que a viagem de volta parece que é eterna).
Enfim, tudo correu nos conformes. E hoje, quando cheguei, ganhei um beijo e um abraço maravilhosos. Ela também ganhou muitos beijos e muitos presentes. Delícia.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mania de bater

De umas semanas para cá, a Luísa anda com uma mania de bater. Quando é contrariada, ela fica brava, vem e dá um tapinha em mim, na babá ou no pai. Evidentemente, eu a repreendo todas as vezes e faço ela pedir desculpas, mesmo que ainda não entenda direito (às vezes ela vem e dá um abraço, às vezes ela ignora e continua brava e aí eu saio de perto). O que me intrigou foi por que motivo ela começou a fazer isso de repente, e a resposta não demorou a chegar. Conversando com a babá, ela me disse que as amiguinhas da Luísa aqui do prédio (ambas são mais velhas, uma tem 2 anos e outra 2 e meio) estão com essa mania. Talvez por ciúme umas das outras, ficam assim bravinhas. E a Lulu, menorzinha, só copiando.
E eu vou fazer o quê? Proibir de brincar com as amigas? Acho até que é um bom preparo psicológico pra mim, porque quando ela for para a escola, no meio do ano, tende a ser bem pior. Sei que é assim que funciona o convívio social. Mas tenho que dizer que é muito chato quando nosso filho aprende coisa errada com outras crianças.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Emoções indescritíveis

Existem algumas sensações na vida que definitivamente só descobrimos quando temos filhos. Ontem, levamos a Luísa mais uma vez ao teatro. Fomos ver Saltimbancos, em cartaz no teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Montagem bem simples, simpática, ingresso barato, teatro pequeno. A Luísa curtiu tanto, mas tanto, que até chorou quando acabou, pedindo pelo "au au". Interagiu a peça toda. Gritava "cocóóóóó" pra galinha, "au auuuuu" quando aparecia o cachorro, chorava e chamava "neneeeem" quando as crianças do espetáculo saíam de cena. Ela dançou, riu, se assustou, cantou. Para mim e para o Luiz, foi uma sensação inesquecível. Nós dois só ficávamos olhando pra ela e curtindo toda essa felicidade. Eu cheguei a me emocionar de verdade. É a sensação de ser plenamente feliz somente pela felicidade do filho. Fico só imaginando como vai ser quando a Luísa participar do teatro da escola, imóvel vestida de árvore ou de margarida, e eu chorando horrores na platéia achando a coisa mais linda do mundo.

domingo, 12 de abril de 2009

Quando vocês vão ter o segundo?

Quando a gente namora, a pergunta é: quando vocês vão casar?
Quando a gente se casa, a pergunta é: quando vocês vão ter um filho?
Logo depois que nasce o primeiro filho, a pergunta é: quando vocês vão ter o segundo? Já perdi as contas de quantas vezes eu ouvi essa pergunta. E o pior é que a resposta é sempre seguida de um outro questionamento ou opinião. "Mas, como assim, vocês não sabem se vão ter outro? E não espere muito, tem que ser logo, para que eles possam crescer juntos e blablablá..."
Não é que tenha algum grande problema nisso, e acho até que eu já fiz esse mesmo comentário para outras pessoas. Mas quando o lance é com a gente, é bem diferente. Especialmente se estamos realmente inseguros em relação a esse assunto. A pressão parece que fica ainda maior, tenho que ficar me justificando o tempo todo. Acho que, em vez de ser sincera e dizer que tenho muitas dúvidas, vou encontrar uma resposta mais fácil, do tipo: "vou engravidar de novo no ano que vem". Assim eu ganho tempo. E prometo que vou pensar melhor antes de fazer esses comentários para outras amigas.

Como distrair um bebê em uma viagem de avião

Hoje fiquei feliz porque recebi um comentário no blog de uma brasileira que mora na Austrália, que me achou por acaso e se identificou com as coisas que escrevo. A Alessandra vai viajar de avião com a filha de 1 ano, bastante ativa, de Sidney até São Paulo, e ela pediu dicas do que pode ajudar a fazer a viagem passar mais rápido.
Vou listar algumas experiências (que eventualmente podem ser diferentes para outras pessoas, já que as crianças são diferentes também). Mas vamos lá.
Descobri que é bem mais fácil viajar de avião com um recém-nascido do que com um bebê que já anda ou engatinha. Viajei várias vezes quando a Lulu era pequenininha e, talvez por sorte, ela nunca deu trabalho. Mamava e dormia. Eu colocava a chupeta ou o peito durante pouso e decolagem, por causa da pressão, e ela nunca teve dor de ouvido. Já na última viagem que fizemos, para a Bahia (ela com 18 meses), a ida foi bem tranquila mas a volta foi um sufoco. Ela teve ataques de choro e impaciência que foram meio estressantes (porque além do stress normal a gente fica numa pilha porque sabe que está incomodando os outros, né!). Se para nós, adultos, já é cansativa uma longa viagem, imagine para eles, que não têm como gastar energia.
- Faça tudo o que for possível para fazer um vôo noturno, já que a criança vai dormir o equivalente a uma noite e são menos horas para entretê-la. (No caso de uma viagem como a da Alessandra, de quase 24h, não vai ter muita escapatória). Então o lance é ter criatividade e paciência.
- Tente, com todas as forças, conseguir assento na primeira fileira do avião. Além do bercinho que eles disponibilizam, ali tem mais espaço para o bebê caminhar durante o vôo (nem que seja pelas pernas dos passageiros vizinhos), é mais perto do banheiro e do trocador e também da cabine das comissárias, bom espaço pra ficar quando elas não estão trabalhando).
- Leve brinquedinhos variados, papel e giz de cera pra desenhar, DVD portátil (esse eu não tenho, mas dizem que é uma maravilha porque vc pode colocar os desenhos preferidos), enfim, tudo o que você tiver de recursos para entreter.
- Tenha muita paciência para distrair a criança ao máximo. Se você estiver com o marido ou com outro adulto, já ajuda muito.
- Se houver outras crianças pequenas no avião, coloque seu filho pra brincar com elas, isso distrai bastante. Se for o caso, peça para alguém trocar de lugar para que essa outra criança possa sentar perto de vocês.
- Quando não é momento de serviço de bordo, quando os carrinhos ficam passando pelos corredores, deixe a criança solta. Sempre vai ter gente que adora bebê e vai ficar brincando com ela, distraindo (quando a Luísa tinha uns 6 meses uma moça quis carregá-la no colo e ela deu uma golfadona na blusa dela!! hahahaha!! bom, ela estava ciente do risco...)
- Leve comida, sucos e muitos lanchinhos. Nem sempre o que o avião serve vai ser legal pra criança comer e nem sempre estará disponível quando ela tiver um surto de fome. Não se preocupe em seguir a rotina de horários de comida ou sono num vôo desses. Depois você conserta. O importante é deixar a criança o mais tranquila e distraída possível.
Bom, Alessandra, espero que ajude!! Depois você me dá o seu depoimento que eu publico aqui no blog. Boa sorte e boa viagem!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fala

Coisa engraçada essa história da fala. A Luísa está agora com 1 ano e 8 meses. Até um mês atrás, ela tinha um repertório bem básico de palavras que não saía do lugar há um tempão. Mamãe, papai, titi, vovó, cocó, auau, caiu, "ête" (este) e outras do gênero. Ficou um tempão sem falar nada novo. Eu via outras crianças da idade dela bem tagarelinhas. Se bem que eu nunca me preocupei muito com isso porque ela é super esperta e sempre se comunicou muito bem. Mas, de repente, a menina disparou. Só hoje falou três palavras novas: pão, carro e batata. Foi só falar a palavra pra ela e ela repetiu, com a maior facilidade. Simplesmente assim. Nas duas últimas semanas, foram muitas palavrinhas novas. Uma delícia. Acho que agora desembesta de vez...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ser mãe é...

...enfiar a cara na fralda do filho e cheirar pra ver se está suja de cocô.
...comer toda a comida que a filha desperdiça, inclusive aquela que ela tirou da própria boca e colocou na sua mão.
...ficar louca da vida quando alguma criança esnoba o seu filho.
...ficar um tempão sentada em frente ao cadeirão esperando ela decidir comer, com a maior paciência do mundo.

1001 utilidades do lenço umedecido

Quem pensa que lenço umedecido serve unicamente para limpar o bumbum do bebê é porque ainda não descobriu a maravilha que foi essa invenção da modernidade.
- Por ser úmido, é ótimo para limpar as mãos quando a criança se suja de comida ou de areia e não há pia por perto para lavar.
- Limpar os pés sujos quando ela chega em casa dormindo e não deu tempo de dar banho ou lavar os pés.
- Limpar tapetes, roupas, tecidos etc. Minha cunhada me disse outro dia que lenço umedecido na casa dela já virou produto de limpeza. Testei outro dia que a Luísa derrubou suco de uva no tapete e não é que saiu tudo?
- Limpar os "excessos" depois do sexo... (essa utilidade do lencinho eu descobri antes mesmo de ter um bebê em casa... olha que é uma mão na roda ter um pacotinho no criado-mudo!!)
Se alguém tiver mais alguma dica de uso, é só acrescentar à lista!!

Mudanças de tempo e doenças

Liguei para o consultório da pediatra da Luísa esta semana para marcar uma consulta de rotina, aproveitando o fato de que ela anda com uma tosse seca já faz um tempinho e não sara. A secretária me disse que a médica me retornaria a ligação. Como não era nada tão urgente, até esqueci. Quando eram 22h30, eu já na cama, o telefone tocou e era a doutora. Ela me disse que, além de atender no consultório das 8h às 21h, ela estava naquela hora retornando as 52 ligações que havia recebido ao longo do dia de mães preocupadas com seus filhos. A grande razão dessa criançada doente são essas loucas mudanças de tempo, que resultam em gripes, febre, alergias respiratórias, tosses e viroses. Uma loucura.

Abaixo reproduzo uma parte da matéria da revista Crescer deste mês que fala sobre viroses.
- Por que o primeiro diagnóstico dos médicos é sempre virose?
R: É mesmo difícil aceitar que todo mal-estar, febre, vômito, diarreia, coriza e dores no corpo seja virose. Mas os médicos têm razão. Há milhões de vírus espalhados pelo ar que causam infecções. Os mais conhecidos são a gripe e o rotavírus, mas não é possível conhecer e denominar todos que existem. Ao examinar a criança, o médico é capaz de perceber o estado geral e identificar se há sinais de doenças mais complicadas. Quando essa possibilidade é descartada, ela constata que se trata de uma virose, já que a possibilidade de se contaminar pelo ar é grande.
- Os exames laboratoriais são dispensados, em geral, porque o organismo da criança costuma se livrar do vírus em poucos dias, em geral antes de os resultados ficarem prontos.
- Para os vírus mais comuns (gripe, catapora, sarampo, hepatite A e B e rotavírus) existem vacinas, mas para a maioria ainda não existe.
- Como agir assim que se apresentarem os primeiros sintomas?
R: Antes de mais nada, converse com o pediatra. Os primeiros cuidados variam conforme a idade. Se a criança já tem 1 ano, o ideal é observá-la por 48 horas antes de levá-la ao consultório.
O tratamento pode incluir desde a adoção de um antitérmico até lavar o nariz com soro fisiológico e fazer inalação. Ofereça bastante água. Evite levar a criança correndo ao pronto-socorro sem antes consultar o pediatra, porque o ar dos hospitais está cheio de vírus e, com o sistema imunológico mais fraco, seu filho pode piorar. Agora, se a criança tiver menos de um ano, não dá para esperar. Como eles não expressam a dor e o mal-estar com clareza, é melhor consultar o pediatra logo e, se não conseguir, levar a um pronto-socorro pediátrico.
- As viroses duram, em média, entre quatro e sete dias. No segundo dia, a febre costuma baixar.
- Dos 6 meses aos 2 anos de vida, é comum ter até seis viroses por ano. Bebês não sofrem tanto porque são protegidos pelos anticorpos que recebem da mãe na placenta e pelo leite materno. Crianças que ficam em creche podem ter viroses com mais frequência.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mãe insegura puxando papo

Eu estava mexendo na agenda do meu celular essa semana e achei gravados vários nomes de mulheres que eu não me lembrava quem eram. Depois fui me dando conta e comecei a rir sozinha. Quando a Luísa nasceu, eu puxava papo com qualquer mãe de bebê que eu encontrava pela frente, fosse na rua, no parque, no supermercado... Quando eu ia passear com a Lulu no Ibirapuera, eu praticamente ia seguindo as mães que passavam com um carrinho de bebê, só pra bater papo e fazer um milhão de perguntas. Eu pedia o telefone achando que elas me ligariam algum dia pra irmos juntas ao parque novamente, mas nunca ligavam, hahahaha!!! Teve uma, mãe de gêmeos, que eu fiquei tentando ficar amiga mas ela nem me deu bola, apesar de ter me dado o telefone da casa dela. Hoje, quando eu a encontro pelo bairro, finjo que nunca a conheci... rsrsrs. Mas teve uma muito bacana, a Flora, que me convidou naquele dia mesmo pra conhecer a brinquedoteca que ela tinha feito na casa dela para o filhinho, pouco mais velho que a Luísa. E eu fui!! Até hoje cruzamos de vez em quando pelo bairro e trocamos figurinhas. Meu marido não acreditava quando eu contava essas histórias das "amigas" que eu fazia pela rua, acho que ele me achava meio maluca. Hoje eu melhorei bastante, porque me sinto mais segura em relação à maternidade: só puxo papo quando a pessoa me dá bola ahahahaha!!!!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A nova babá

Demiti a mocoronga da babá na segunda-feira e na terça começou a nova moça. Incrível como, depois de quase seis meses em casa, a outra não fez nenhuma falta para a Luísa (pra mim, nem se fala). Depois de algumas tentativas com meninas mais novinhas, na faixa dos 20 anos, achei que seria melhor tentar uma pessoa mais velha, mais madura, pra ver se dava mais certo. Nem estou acreditando, tenho que bater na madeira. A Vera, essa nova babá, é irmã de uma amiga da minha diarista (desisti das agências). Tem 48 anos, uma filha e uma netinha de 10 meses. Enfim, outro nível de maturidade, experiência, tudo. A Luísa simplesmente a adorou. Desde o primeiro dia, pega na mão dela e chama "titi" (titia) pra lá e pra cá. Não chora pra nada, enquanto com a outra era uma choradeira pra escovar os dentes, pra tomar banho... A outra era calma, falava baixo, mas ela não interagia. Percebi que a grande diferença é que a Vera brinca com a Luísa, entretém, tem muito mais jeitinho e experiência. E o melhor de tudo: eu só preciso falar as coisas pra ela uma vez. Deus queira que esta tenha vindo mesmo pra ficar.