segunda-feira, 30 de março de 2009

Balada em aniversário de criança

Ou eu sou conservadora e antiquada demais ou as coisas estão acontecendo muito fora do seu tempo nesse mundo infantil. Nas duas últimas festas de aniversário de criança que eu fui, ambos completando dois anos de idade, em um determinado momento as luzes se apagaram e as músicas do Cocoricó e afins foram substituídas por música de balada, Latino, dança do quadrado e tudo mais. Criançada, enlouquecida, fica dançando na pista com as luzes piscando e estrobo no centro. Uma amiga me contou esses dias que se revoltou e foi embora no meio da festa da filha de uma amiga dela, no Rio, porque em uma certa hora ela olhou e estavam a avó, a mãe e a criança dançando Créu no meio da pista. Não dá, definitivamente não dá.

A mãe da Luísa na festa do Caio

A vida social independente da Luísa começou na semana passada, com um convite para a festa de aniversário do Caio. Caio? "É um amiguinho lá da pracinha", explicou a babá. Ah, tá. Minha irmã estava em casa naquele dia com o João Vitor (3), e a babá falou que ele poderia ir também. Então fomos levar a Luísa e o João na festa do tal Caio. Estava com roupa de guerra e ia apenas deixar a babá com a Luísa na porta da festinha (as amiguinhas da Lulu do nosso prédio também iam para a balada). Era quinta-feira, às 17h30, vai ser festa simples, pensei. Pois bem. Quando cheguei na porta do prédio, resolvi entrar só para fazer um reconhecimento do local (estava vestida de jeans, All Star, camiseta polo, nada de maquiagem, cabelo preso). Eis que chego lá e era uma mega master blaster superfesta, maravilhosa, com milhares de barraquinhas de comida, decoração linda do Mickey, mulherada super arrumada, crianças idem, espaço enooorme, cheio de gente. E como é que eu ia deixar a Luísa e o encapetado do João Vitor sozinhos com a mocoronga da babá? (eu ainda não tinha demitido a moça porque estava esperando a outra se liberar pra começar, o que fiz hoje, depois conto). Então tivemos que ficar (eu, minha irmã, a babá e as crianças). E onde eu queria chegar é que, além maltrapilha, eu me sentia totalmente de bicão na festa!! Afinal, o convite era para a Luísa e eu nem sabia quem era a mãe do Caio!! Bom, fui lá e me apresentei, me desculpando pelos trajes, apresentei minha irmã, e acabamos ficando, meio escondidinhas, na festa mega master blaster do Caio. (PS: a "lembrancinha" da festa, um pacote enorme com milhares de coisas, deve ter custado 3x o que gastei no presente). Mico total.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dica para dias chuvosos

Fim de semana com chuva é sempre um dilema. O que fazer para tirar a criança um pouco de casa? Sempre fomos avessos a ir a shoppings nos fins de semana, porque são lotados e um tanto sufocantes. Mas descobri recentemente uma opção bastante agradável aqui em São Paulo para passar parte do domingo: o shopping Market Place. Apesar de eles terem transformado aquela parte enorme de brinquedos em lojas e restaurantes, é um shopping menos lotado e com algumas opções interessantes. Dois restaurantes, por exemplo, têm um espaço para crianças com brinquedos, mesinhas e monitor: o Badebec e o Poddium Steak Burger. O Badebec, onde nós fomos duas vezes com a Luísa, tem comida muito boa (buffet, o que agiliza o almoço), ambiente super agradável (tem um terraço com bastante verde, o que tira a sensação de shopping fechado), além do espaço para crianças pequenas, que é patrocinado por uma loja de brinquedos do shopping, a Happy Town - bela sacada, aliás. Todas as lojas de brinquedo poderiam investir nisso e facilitar o almoço da gente. A parte do shopping reservada para crianças agora não é muito grande, mas tem um brinquedo grandão com piscina de bolinhas e escorregador pra criançada pequena. A Luísa adorou.
PS. Essa loja Happy Town também tem um espaço bacana pra criança pequena brincar. A loja é bem legal, mas vale destacar que os preços não são dos melhores.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Toda organizada

A Luísa tem uma característica muito engraçada, que eu não sei de quem ela puxou. De mim e do pai dela que não foi. Ela é extremamente organizadinha, metódica. Junta todos os lápis de cor depois de desenhar, pega coisas caídas no chão, separa a comida, limpa as sujeiras que faz... tô adorando isso!! Hahaha!! Tomara que não mude essa característica quando crescer! Hoje ela derrubou água no chão do meu quarto. Depois de me mostrar a sujeira (ela aponta e fala "ó"), ela pegou papel higiênico do banheiro e voltou lá pra enxugar a água, sem que eu tivessse falado nada. Como não conseguiu secar tudo, ela voltou, pegou mais papel e terminou de secar. Morri de rir.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Nascimento entre os índios

Estou lendo um livro sobre a história do Brasil, do Jorge Caldeira, e encontrei uma pérola que merece ser compartilhada. Antes do descobrimento do Brasil, o costume dos índios que viviam aqui quando havia um nascimento na tribo era o seguinte: no momento do parto, o pai cortava o cordão umbilical com os dentes ou com uma pedra afiada. Até que caísse o resto do cordão (em geral, no oitavo dia de vida do bebê), o PAI permanecia de resguardo na oca, seguindo uma dieta rigorosa, protegido da luz e do vento. Isso porque os índios acreditavam que a criança era fruto apenas do pai (e o ventre materno era um mero recipiente para o desenvolvimento da criança), que por isso deveria se proteger. A coitada da mãe, depois de nove meses de gravidez e um parto (moleza), ia se lavar no rio e retomava suas atividades. É mole ou quer mais?

terça-feira, 10 de março de 2009

Primeiro, segundo e terceiro filhos

Hoje recebi um email engraçadíssimo e não resisti em colocar aqui uma parte. Me desculpe o autor pela falta de crédito, mas é que chegou a mim sem identificação.

O 1º filho é de vidro, o 2º é de borracha, do 3º para frente é de ferro.

A ordem de nascimento das crianças
- Irmãos mais velhos têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados. Já os caçulas penam para achar fotos do primeiro aniversário e mal sabem a circunstâncias em que chegaram à família
O que vestir
*1º bebê - Você começa a usar roupas para grávidas assim que o exame dá positivo
*2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder
*3º bebê - As roupas para grávidas SÃO suas roupas normais
Preparação para o nascimento
*1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente
*2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram
*3º bebê -Você pede a anestesia peridural no oitavo mês
O guarda-roupas
*1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta
*2º bebê -Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas com manchas escuras
*3º bebê - Meninos podem usar rosa, né?
Preocupações
*1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo
*2º bebê -Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho
*3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço
A chupeta
*1º bebê - Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la
*2º bebê - Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê
*3º bebê - Se a chupeta cair no chão, você limpa na camiseta e dá novamente ao bebê
Saídas
*1º bebê -Na 1ª vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa para saber se ele está bem
*2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone de onde vai estar.
*3º bebê - Você manda a babá ligar só se vir sangue
Engolindo moedas
*1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x
*2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair
*3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele

Maus pensamentos

Conversando hoje com uma amiga sobre nossas Luísas, ela me perguntou se eu tinha pensamentos ruins em relação à minha filha, porque ela de vez em quando fica imaginando besteiras do tipo a filha cair do berço de cabeça... ela diz que ouve até o barulho, vê a cabeça abrindo... Comentei com ela que também me pego às vezes com pensamentos ruins, sim. Acho que essas coisas estão relacionadas ao medo de que algo de ruim aconteça com nossos filhos, somadas inconscientemente às coisas que de vez em quando ouvimos sobre bebês e crianças que morrem em algum tipo de tragédia. Também já se passaram cenas horríveis na minha cabeça em relação à Luísa, já tive até pesadelos de que ela tinha morrido e acordei chorando. O que faço nessas horas em que me pego alimentando maus pensamentos (porque o problema é esse, quando eu me dou conta já estou imaginando a história em detalhes) é parar, respirar fundo e rezar, pedindo pra que Deus me afaste desses pensamentos ruins.
Antes de escrever esse post fui dar uma pesquisada na internet, pra ver se encontrava algo sobre isso, uma explicação psicológica ou algo do gênero. Mas acho que a única saída é mesmo rezar!! Olha só a única coisa que eu encontrei (confesso que achei um tanto engraçado):
O Escudo do Sagrado Coração de Jesus
Medo da criminalidade? Preocupações com os filhos? Temor de acidentes? Conheça esta devoção protetora, aprovada pela Santa Igreja.
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Saída da maternidade

Ontem eu estava passando em frente à Maternidade São Luiz, onde a Luísa nasceu, e quando vi uma moça saindo com seu bebê no colo passou um flashback pela minha cabeça. A Luísa nasceu no dia 10 de agosto de 2007, e eu fui pra casa no Dia dos Pais, 12 de agosto. A saída da maternidade foi provavelmente o momento mais emocionante da minha vida. Mais até do que o parto. Nos dois dias em que fiquei no hospital ela já era minha, mas ao mesmo tempo não era. Era um pouco dos médicos e das enfermeiras também, que a levavam o tempo todo pra dar banho, trocar de roupa, tomar vacina... Mas, a partir daquele momento em que eu deixava o hospital, todo aquele agito dava lugar à realidade. Cheguei com ela na barriga e estava saindo da maternidade com o meu "pacotinho" no colo (era assim que eu a chamava). Chorei muito naquela hora. Foi ali que eu me dei conta de que a minha vida recomeçava e que, mais do que nunca, eu e o meu marido nos completávamos e formávamos uma verdadeira família.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Supernannies?

Definitivamente essas babás estão se achando as rainhas da cocada preta. Infelizmente eu não dou sorte e estou eu, mais uma vez, tentando encontrar uma babá (será a quinta). Surtei com a minha (a Luísa é mil vezes mais esperta que ela) e, antes que eu perca as estribeiras, resolvi enfrentar a insuportável etapa de contratar uma nova funcionária. Pois bem. Resolvi desta vez testar uma agência. E juro que fiquei indignada. Eu pago R$ 1000 pra minha babá e já acho muito. Pago isso porque senão não arrumo ninguém no bairro onde eu moro. Quando falei que este era o valor que eu pretendia pagar, a moça da agência (Prendas Domésticas) me disse que as babás estão pedindo entre R$ 1200 e R$ 1500 pra dormir no emprego. E depois ainda me disse que não conseguiu ninguém que aceitasse meu esquema de folgas. Além disso, a maioria não quer fazer nenhum tipo de serviço da casa. Essas moças fizeram faculdade de que??? Falam quantos idiomas? E vou dizer, as babás que vêm por agência não são melhores que aquelas que conhecemos por indicação. Em muitos casos, elas sequer passaram por curso de babá, nunca fizeram curso de primeiros socorros e têm experiência duvidosa no ramo (empregadas domésticas que olhavam crianças maiores se dizem babás experientes). Elas apenas fazem ficha lá e pronto. Uma amiga pegou uma vez uma babá indicada por agência que bebia não apenas as bebidas alcoólicas da casa mas também, quando acabou com elas, foi para o álcool de limpeza.
Mundinho surreal, esse.

terça-feira, 3 de março de 2009

Quem ama, educa

Uma amiga tem um filho de três anos que anda dando um trabalho danado. Ele sempre foi um bebê muito bonzinho, super carismático, mas nos últimos tempos deu pra bater em outras crianças, fica muito agitado, quer chamar a atenção quando tem muita gente em volta (especialmente quando a mãe está junto), não para quieto um segundo. A psicóloga disse pra ela que o problema é puramente educação (mimo) e que ela teria que agir rápido. Recomendou que ela lesse o livro "Quem ama, Educa", do Içami Tiba. Eu tinha esse livro em casa mas não tinha lido ainda. Resolvi dar uma olhada e garimpei dali questões realmente interessantes no que diz respeito à educação dos filhos. Logo já me deparei com atitudes erradas que ando tendo em relação à Luísa (o lance de deixar ela brincar com a comida, por exemplo). A questão é que as crianças vão nos envolvendo, envolvendo, e quando percebemos elas já nos dominaram.
Essa minha amiga vive aquele dilema de culpa por criar o filho sozinha e acabava dando tudo o que ele queria. Achava que, dando todo esse carinho, ela estava dando o que ele mais precisava. E, quando falou com a psicóloga, ela caiu na real de que o que ela pode dar de melhor para o filho é a educação, que envolve disciplina e especialmente limites.
Uma das coisas que leio muito é que não se deve prometer à criança algo que não vamos cumprir. Se você disser "se você fizer isso de novo, não vai mais brincar com esse brinquedo" e ele repetir o que estava fazendo, NÃO deixe mais ele brincar com o brinquedo naquele momento. Mesmo que ele chore e esperneie. Porque, por mais novas que sejam, as crianças sabem muito bem como usar e chantagear os pais. Se nós cedermos, pronto. Ele ganhou.
Uma das coisas mais interessantes desse livro do Içami Tiba é que ele dá exemplos de situações reais e de como deveríamos agir. Vale a pena.