sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vaidade desde cedo

Ando impressionada em como a Luísa é vaidosa desde bebê. Eu já sabia que, leonina que é, ela tinha grande tendência de ser assim. Porém, eu imaginava que certas coisas despontassem apenas quando a menina é maiorzinha, lá para os 5 anos de idade. Mas essa Luísa é uma figura!!! Nós morremos de rir com ela. Primeiro, a tal da bolsinha pink da Hello Kitty, presente da avó, que ela não larga. Fica com a bolsa de manhã até a noite, se deixar. O cômico é que ela pendura no braço e fica firminha segurando, andando pra lá e pra cá, como se fosse gente grande. E quando ganha uma roupa nova, então? Fica eufórica!! Agora ela vai completar um ano e seis meses, mas esses sinais de vaidade ela tem desde bebezinha, antes mesmo de completar um ano. Quando ela fica arrumadinha depois do banho, ou quando a gente vai sair, basta elogiar e dizer que ela está bonita que a figura se derrete, fica dando voltinhas e dando risada!! Escolhe o sapatinho que quer sair, adora pendurar meus colares no pescoço e sair desfilando, adora ser paparicada e faz um charme que só. Ou seja, só aumenta a nossa responsabilidade em não mimar demais, porque essa Luísa é mesmo uma sem-vergonha linda e encantadora.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Criança em apartamento

Ando com muito medo de que a minha filha seja uma daquelas típicas "crianças criadas em apartamento" que a gente zoava quando morava no interior. Eu já sabia, evidentemente, que ela infelizmente não teria a mesma infância que eu tive, morando em chácara, quando ficava livre o dia inteiro brincando com as crianças das chácaras vizinhas e filhos dos caseiros. Mas é duro quando percebo que tem dias em que ela não sai de dentro do apartamento. E também comecei a notar que justamente esses dias são os mais chatos, em que ela faz mais manha e fica grudada em mim reclamando e choramingando. Quando o tempo está bom, é mais fácil. Agora, quando chove... Por sorte, ela tem duas amiguinhas no prédio e com alguma frequência elas brincam juntas, uma vai à casa da outra etc. Minha irmã também tem deixado meu sobrinho de 3 anos aqui pelo menos uma vez por semana, o que é melhor ainda.
Nos dias em que passamos fora com ela, é uma maravilha. A Luísa fica um amor, não dá trabalho algum. Ela precisa simplesmente de espaço, precisa correr, brincar com outras crianças, olhar coisas novas. Por isso até tenho pensado em colocá-la numa escolinha. Por mais que eu quisesse esperar mais um pouco, já que estou trabalhando em casa, estou me vendo sem saída.
Ou, talvez, esteja chegando a hora de arrumar um irmãozinho... bom, esse é outro assunto...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A felicidade completa

Quando ela enche a boca pra falar mamãe e papai
Quando ela faz cara de porquinho
Quando ela dorme fazendo carinho
Quando ela me abraça e dá um beijo estalado
Quando ela descobre sozinha uma coisa nova
Quando ela dança
Quando ela dá gargalhada
Quando ela brinca de fugir da gente
Quando ela aprende uma coisa nova que ensinamos
Quando ela aparece com alguma novidade que a gente não sabe de onde surgiu
Quando ela se exibe com uma roupa nova
Quando ela vibra com alguma coisa
Quando ela se comporta como uma menina grande
Quando ela come sozinha e se lambuza toda com a comida
Quando ela coloca aquela bolsinha da Hello Kitty no braço e sai andando que nem uma mocinha
Quando ela pega o celular e fica conversando
Quando ela pisa na areia da praia
Quando ela dorme no meu colo

O lado difícil

- Quando ela fica doente.
- As birras.
- Quando eu estou morrendo de sono, dia de folga da babá, e a Luísa acorda às 6h30 da manhã e quer brincar, assistir TV.
- Chegar em casa cansada de um dia todo de passeio, sem babá, e partir para o segundo round: dar banho, jantar, brincar mais um pouco, agüentar as manhas...
- Quando ela faz um escândalo porque quer comer com as mãos no restaurante

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Birras

Luísa entrou na fase das birras. Às vezes ela reage a um “não” como se estivesse prestes a tomar uma surra. Se joga pra trás, ajoelha no chão, joga no chão o prato de comida ou outra coisa que estiver pela frente... Situação dificílima de lidar. Um dia cheguei a ter uma conversa séria com o meu marido pra tentarmos entender como agir nesse momento. Sabemos que as birras são normais e fazem parte do desenvolvimento das crianças, e a pediatra já havia me alertado sobre isso várias vezes. Mas nada como viver na pele essa situação. Dá vontade de chorar ou até mesmo de dar uns tapas. É horrível falar isso, mas tem horas em que é preciso sair de perto de tanta raiva que dá.

OK, as birras fazem parte do aprendizado e da auto-afirmação das crianças de 1 a 3 ou 4 anos, da sua procura pela autonomia e teste dos próprios limites. Mas como devemos agir, o que fazer nessas situações? Comecei a ler sobre isso nos livros e na internet e vi que as estes são momentos importantes de nós, pais, colocarmos em prática algumas regrinhas de educação que acreditamos ser importantes. A maior dificuldade é conseguir o equilíbrio entre a firmeza e a compreensão.

O que eu li é que é possível, sim, praticar a disciplina sem ignorar os gostos da criança. Não precisamos nos tornar generais, mas ter razões para dizer determinados “nãos” e nos mantermos firmes na decisão. Agora, como fazê-lo parar de dar escândalo?
Em primeiro lugar, recomenda-se que os pais não se oponham se não tiverem a certeza que serão capazes de ir até ao fim. Se decidirem enfrentar a birra, terão de lidar com ela com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, e sim aliar firmeza à suavidade.
Se ele continuar berrando mesmo após as suas explicações e seus carinhos, tente ignorá-lo ou distraí-lo com alguma outra coisa. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. “É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará”, diz um especialista.

Se a birra ocorrer durante a refeição, a recomendação é não insistir ou valorizar demais a situação. Quando a criança tiver fome, vai comer certamente. Não caia em tentação em dar outro alimento mais atraente, pois assim ela terá vencido a batalha.
Para os especialistas, os pais têm de ser firmes e fazerem respeitar as suas regras. As crianças assim aprendem que tudo tem limites, e aprendem a viver em sociedade. “Ficar firme diante da pirraça, sem perder a cabeça nem revogar os limites combinados exige uma enorme paciência. Mas os resultados valem a pena: essa fase acaba, e seu filho sai dela mais independente, consciente e comportado.”