domingo, 25 de outubro de 2009

Castigos

A Thaís, do Aprendiz de Mãe, me perguntou como é o lance dos castigos da Luísa. Como eu não tenho nenhum problema em falar sobre isso, em vez de mandar e-mail só pra ela resolvi fazer um post.
Nós procuramos, eu e o Luiz, ser bastante firmes na educação da Luísa sempre na base da conversa, e temos também a sorte de nossa filha ser uma criança calma e, na maior parte das vezes, bem educada. Não tiramos nenhum enfeite da sala, por exemplo. Só aqueles que ofereciam algum risco à segurança. Foi um trampo falar milhões de 'nãos' (educar dá um baita trabalho, nossa senhora), mas hoje ela respeita e não mexe em nada. A casa não é só dela, e ela tem que aprender a respeitar os espaços de cada um. Insisto o dia inteiro no "por favor", "desculpas" e "obrigada" e ela já sabe bem para que serve cada uma dessas palavrinhas (mesmo se recusando em usá-las algumas vezes).
Procuro ser tolerante e ter paciência com as birras e manhas, o que não é nada fácil, mas algumas questões, na minha concepção e do meu marido, são intoleráveis e inquestionáveis. Desrespeito ao próximo (seja ele quem for) é uma delas. Luísa já tem 2 anos e tem muita noção das coisas. Se destratar ou bater em alguém (seja eu, o pai, a babá, a diarista ou quem quer que seja), dou bronca (sem gritar, falando abaixada na altura dela) e exijo que ela peça desculpas. Não pediu desculpas ou repetiu a agressão, fica de castigo pra aprender a respeitar as pessoas.
Mas felizmente foram raras a vezes em que precisei fazer isso.
Na prática, o castigo é aquele lance do "cantinho" (no meu tempo as professoras na escola colocavam a gente atrás da porta, lembram-se que horror?!!). Eu simplesmente a coloco sentada no sofá da sala, TV desligada e sem brinquedos. Explico o motivo do castigo, falo pra ela pensar no que fez e digo que ela só vai sair dali quando eu for lá tirá-la. E ela fica ali chorando, sentadinha. Se sair antes de terminar o castigo, levo de volta quantas vezes for preciso. Deixo em geral uns 2 minutinhos. Quando volto lá, relembro o motivo do castigo e digo que ela tem que pedir desculpas a quem tenha agredido. Se não pedir, volta ao castigo de novo, para que ela realmente aprenda.
Às vezes ela me desafia. Eu falo "se você fizer isso de novo vou te colocar de castigo" e ela responde, enfrentando: "qué castigo". Então eu coloco. E ela logo se arrepende e começa a chorar. Mas fica ali pra aprender.
Eu ainda não sei se a Luísa hoje é uma criança (na maior parte das vezes) educada porque agimos assim ou por ser da própria personalidade dela. Pode ser que, no futuro, eu tenha outro filho e as mesmas regras tenham efeitos diferentes. Mas eu acredito na minha forma de agir (como cada mãe tem a sua forma de pensar) e, mesmo não acertando sempre (lógico que tenho milhares de dúvidas e inseguranças), procuro fazer o meu melhor - e estou sempre por perto, dando todo o amor do mundo.
Se alguém tiver alguma experiência sobre esse assunto para acrescentar, será bem-vinda.

11 comentários:

Tchella disse...

amei o assunto do post!! muito legal!

Nanda disse...

Oi, Roberta. Achei seu blog numa das minhas "andanças" pelo mundão virtual e já venho aqui há um mês, mas nunca comentei. Que bom que a Luísa obedece na maioria das vezes. Educar não é fácil mesmo. Minha filha tem 1 ano e meio e está entrando numa fase bem complicadinha...rs.
Bjs.

Thaís Rosa disse...

valeu, querida!! realmente é um tema que anda me rondando, mas nunca coloquei o Caio de castigo, ainda. Mas outro dia soube que puseram ele no tal do "cantinho" no lugar onde ele passa as manhãs, e fiquei meio mals... acho ele tão novinho para isso... com que idade você começou a colocar a Luísa de castigo?
Outra coisa que uma amiga me disse outro dia, e achei que fazia sentido: que não seria legal associar "castigo" e "pensar" (tipo chamar de cantinho do pensar, por exemplo, ou falar, vai pensar, quando for por de castigo) porque a criança poderia associar o "pensar" a algo negativo... enfim, tô entrando nessa história agora, e toda experiência é benvinda. Valeu mesmo!!!
beijo

Roberta disse...

Olha, Thaís, não me lembro exatamente quando coloquei a Luísa de castigo pela primeira vez, mas foi provavelmente entre um ano e meio e dois anos, mais próximo de dois. Foi quando ela começou com essa história de bater, e que eu cortei logo logo.
Eu não chamo de "cantinho pra pensar", não. Falo castigo, mesmo, pra ela saber que está sendo punida. Não sei se é errado chamar assim, é? Falo que ela está de castigo para pensar no que fez de errado.
Acho que, no seu caso, vale ver com a professor o que foi exatamente que o Caio fez, quais foram os limites que ele ultrapassou. Mas entendo sua posição. Uma coisa é a gente ter a decisão de colocar de castigo, outra é isso ser feito pela escola, né? Acrescentei outra perguntinha agora no final pra ver se outras pessoas podem contar suas experiências. bjs.

Lu (Força no bouquet!) disse...

Oi Flor!
Ai... esse assunto é tão difícil, né? Tenho uma enteada de 3 anos que passa os finais de semana de 15 em 15 dias conosco. Fico muito tempo com ela e ela apronta bastante. É comer meleca, pular no sofá, subir no encosto, dependurar na janela, entre outras coisas.
É difícil, porque tentamos educá-la, mas não depende só de nós. No início o castigo surtia efeito, agora, não mais. Parece que 'alguém' disse a ela que a Lu não pode bater, e então ela resolveu que pode fazer o que quer comigo. Ponho de castigo e ela simplesmente fica mas parece que não se importa.
Agora deu para dar respostas mal educadas e eu simplesmente comecei a ignorá-la, pois percebi que isso a afeta mais que o castigo. E tem que pedir desculpas das coisas erradas que faz.
O fato é que cada criança é de um jeito, o importante é que eduquemos.
Beijos

Roberta disse...

Putz, Lu, que situação essa sua. Realmente essa questão de tentar educar no fim de semana é complicada, né. Uma amiga passou a mesma coisa que você. A filha do marido chegava na casa dele aprontando todas e ele, como só via de 15 em 15 dias, não queria arrumar encrenca com a filha. Difícil mesmo.
E concordo com você. Cada um tem que fazer a sua parte, né. Se a mãe dela não fizer, fica difícil...
bjos

Roberta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberta disse...

Oi Ro
ameeei o post... já preciso começar a saber como vai ser os proximos anos ;)
Hoje mesmo senti que nao deve ser fácil... levei 10 minutos pra tentar colocar o Gabriel na cadeirinha do Carro... pela primeira vez tive que falar sério com ele, falei mais alto e segurei firme nele... só tem 9 meses e eles ja tem uma força absurda... chorava, esperneava pra nao sentar na cadeirinha!!!!
Afff tao bom saber das Mamis mais experientes pra irem me ajudando!!!
Beijocas queridaaa

Letícia Volponi disse...

Eu não tenho muito a acrescentar, apenas dizer que aqui em casa a coisa funciona mais ou menos do mesmo jeito que acontece com a Luiza. Na escola ela também já ficou de castigo porque bateu no coleguinha e não quis pedir desculpa. Eu não fiquei chateada porque, na verdade, achei que o motivo era justo e eu teria feito o mesmo em casa.

Carol Pascual disse...

Roberta,
Adorei seu post!
Eu acho super importante educadar os filhos e acredito que e uma tarefa dura e repetitiva, mas tem que seguir firme e nao desistir.
Ainda nao cheguei messa fase mas ja estou me preparando....
Bjs

Si Collet disse...

ei roberta.. tb adorei o post sobre castigos.. vou até linkar ele lá no meu blog entre os meus favoritos.. Essa questão d educação é um tema complicado.. DEPENDE muiiiiito dos pais, da familia q convive com a criança. Colocar limites, educar.. são tarefas para quem está dia a dia com a criança. Antes da Bia tb tive momentos com o filho do ex. Era tb d 15 e 5 dias.. complicado educar assim, se a outra familia não coloca limites, ela nao obedece mesmooo! Espero não ter problemas com a educação da Bia.. mas se ela passar a conviver com o pai longe de mim.. nao sei não. Ser mãe solteira é complicado nisso tb. Eu sei o q farei, como educar, essas coisas. mas e aí? e ele? complicado né!! Ahhh tem um tempo q nao comento pq ando taoo atarefada.. mas adorei a ideia dos bilhetinhos q vc deixou pra luisa quando viajou!