quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ok, podem mudar de canal

O que eu vou dizer agora pode abalar toda a reputação que me resta. Alguns vão parar de falar comigo, outros vão riscar o meu telefone da agenda, algumas queridas leitoras do meu blog podem deletar o Projetinho de Vida da lista de favoritos para sempre. Mas a questão é a seguinte: eu assisto A Fazenda, prontofalei. Na verdade, já que é pra chutar o balde, assisto Big Brother também, quando dá. O fato é que eu tenho um certo fascínio pelo comportamento humano e gosto de ver alguns programas trash na TV pra ver até que ponto chegam as pessoas comuns, as subpseudocelebridades e até mesmo as celebridades.
Ok, agora continuo falando para aqueles que não mudaram de canal. Eu tive que fazer essa confissão sobre o meu lado trash obscuro porque queria comentar um episódio que vi ontem na Fazenda (que, honestamente, acho um programa lento, fraco de edição e acho o Britto Jr uma mala gigante, mas assisto mesmo assim). A edição de ontem mostrou uma sessão de cinema na casa em que foi passado algum filme (não revelado) sobre relação entre pais e filhos. Me pareceu que era especificamente sobre os pais (homens). E as subpseudocelebridades que assistiram ao filme ficaram profundamente abaladas, choraram copiosamente. E depois passaram a comentar sobre a relação que têm, tiveram ou não tiveram com seus pais. A tal Mulher Samambaia chorou muito e depois confessou, num determinado momento, que ela é hoje uma pessoa muito carente porque os pais dela se separaram quando ela tinha 2 anos de idade e ela não teve carinho de mãe nem de pai quando criança. Um outro "habitante" da Fazenda, o Carlinhos (o Mendigo, ex-Pânico na TV), revelou um tempo atrás que foi abandonado pelos pais e cresceu em um abrigo. Entre outras histórias bem tristes, ele contou um episódio em que a mãe dele o chutou pra fora do ônibus quando ele era bem criança. Ele não tem família, só amigos.
A história de ontem me emocionou bastante, sabe. Até chorei. Ok, sobrou alguém aí lendo ou todos se retiraram agora? Pois é, chorei. Primeiro, porque talvez a falta de amor explique o fato de uma garota virar a Mulher Samambaia, um objeto, uma pessoa que precisa expor o seu corpo e a sua sensualidade pra sobreviver. Segundo, porque lembrei do meu pai, que morreu de câncer aos 52 anos. E terceiro, porque hoje eu tenho a minha própria família e prezo muito por ela.
Não consigo imaginar o que é uma família sem amor, o que são filhos sem carinho. O amor sempre foi a minha maior referência de infância e a família é o que eu trago de mais forte na minha personalidade. Minha família sempre foi tudo pra mim, com todos os defeitos que cada um possa ter. A relação que eu tenho com a minha mãe é algo muito especial, acredito que seja uma forte ligação espiritual. E, talvez por isso, o que mais me preocupa na minha relação com a Luísa são os valores que podemos e devemos transmitir a ela. É o amor que eu e o Luiz podemos dar, o que inclui a disciplina e os limites que acreditamos ser necessários para educá-la.
Não consigo imaginar uma mãe que não dá carinho para os filhos. Uma mãe que não dá atenção, que não abraça. Entendo que as adversidades da vida tornam algumas pessoas mais duras. Mas não dar amor? Não dar carinho? Estas são das poucas coisas na vida para as quais não precisamos de dinheiro para ter e para transmitir. Por isso eu me emociono, sim, quando escuto a história de alguém que não teve ou não tem amor dentro de casa. Prontofalei.

7 comentários:

Alê disse...

olá! Descobri teu blog a pouco tempo! Tenho lido seus posts!
Ri muito com esse.Sou q nem vc.Gosto de assistir esses programas tb pelo mesmo motivo, e tb pq sou extremamente curiosa!
Normalmente assisto as 4as e domingos para ver quem vai sair(rsrs),mas ontem não assisti.Perdi esse lado catarse das figuras da fazenda!
Não é só vc que assiste aquela "bizarrice" não viu???rsrsrs
beijos

Isa disse...

Adooooooooooooro a Fazenda. prontofaleitambém. bjo

Cath disse...

Nunca vi a fazenda... mas adorei o post, pois realmente família é a melhor coisa que podemos ter. Sou como você e prezo minha família acima de tudo.
Bjs e chutinhos para vocês

mimi disse...

Ro.. aqui da espanha só posso me perguntar: "O que será que é essa tal de fazenda?".. pelo contexto acredito que muitas dessas historias são todas inventadas pq esse povo só quer mesmo aparecer.. De qualquer forma, na minha opinião familia é o pilar para qualquer um ... acredito que sem ela não somos NADA!!
bjs
mimi

Roberta disse...

Ufa, ainda bem que sobrou alguém por aí! hahahaha

Luíza Diener disse...

e eu cheguei e fui lendo, lendo e daqui a pouco reviro o teu blog :D

gostei mto do jeito que você escreve, do nome da sua filha (minha xará :) e até desse post.

até pq qd era mais nova eu condenava quem assistia big brother e reality shows em geral.
mas a verdade é que eu A-DO-RO!
e achei bastante pertinente o q vc escreveu

mas aí fiquei encucada: quem filme foi esse? eheheh!
só consigo pensar naquele do will smith, alguma coisa da felicidade que é lindo e já chorei horrores.

bjos

Josy disse...

Conheci seu blog hoje...e amei!
Amei sua sinceridade. Adorei sobre a análise do que a falta de amor e carinho podem trazer de "malefícios" para o ser humano...também sofro por isso.
Beijos, Josy e Sofia