quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mocoronga?

Vejam bem como são as coisas. Quando eu chamava a antiga babá da Luísa (toc, toc, toc na madeira) de mocoronga, eu falava isso porque achava que o único problema dela era esse mesmo: era uma mocoronga. Mas vejam só o que se passou e fiquem alerta quando for contratar uma funcionária, especialmente se for a babá dos seus filhos. Menina novinha, sem experiência mas boazinha e carinhosa com a criança, a gente acha que dá pra treinar e dar uma força. Olha só.
Ela foi registrada em dezembro e demitida no final de março. Eu paguei tudo direitinho e fiz com que ela assinasse a devida carta de rescisão e o recibo do pagamento. Ficou só faltando a carteira de trabalho pra dar baixa, que ela ficou de trazer depois. E nada. Eu liguei algumas vezes pra cobrar, ela falava que iria trazer aqui e nada. Para não ter o trampo de ir ao Ministério do Trabalho para abrir uma ação contra ela, resolvi fazer uma pressão mais forte. Liguei pra ela hoje de manhã e falei que, se ela não me trouxesse a carteira ainda hoje, amanhã meu advogado iria até o novo trabalho dela pra pegar a carteira. Funcionou e agora à tarde ela deixou aqui na portaria pra eu assinar. Ufa, estou livre.
Mas vejam só o que eu descobri. A moçoila aprontou tanto aqui em casa e saiu tão queimada que, para não ter que dar o meu telefone como referência para a nova empregadora, ela inventou que nunca tinha sido registrada e... pasmem! Ela tirou OUTRA carteira de trabalho, que inclusive já está assinada pela nova patroa (Como eu fiquei sabendo? Duas babás aqui do prédio mantém contato com ela e uma delas foi quem arrumou o emprego novo. Bela corja).
E a mocoronga estava enrolando pra me trazer a carteira antiga porque estava com medo de tomar bronca pelo presentinho que ela me deixou quando foi embora: 170 reais de ligações para celulares na minha conta telefônica. Soube também que ela conseguiu referências de trabalho para a nova patroa. Sabe de quem? Das amigas dela, que se passaram por ex-patroas. E sabe onde ela está trabalhando? Em um prédio quase em frente ao meu, na mesma rua.
Gente, não dá pra bobear. De mocorongas, pessoas desse tipo não têm nada.

COMENTÁRIO POSTERIOR: Só um esclarecimento, caso tenha passado uma má impressão o que eu escrevi. Quando eu disse "pessoas desse tipo", não me referi de forma alguma à categoria das babás, e sim às pessoas que se passam por bobinhas e agem de má fé - e tem dessas em qualquer profissão, inclusive na minha.

4 comentários:

Isa disse...

Vamos?
http://motherholic.blogspot.com/2009/07/convite.html

Lia disse...

Credo. É por isso que tenho fobia de gente na minha casa, e passei dois anos casada sem nem uma diarista, mesmo trabalhando 40h/sem e cursando uma graduação ao mesmo tempo. Vamos ver se consigo viver sem babá.

Glauco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rescator disse...

Olá Roberta,
Me solidarizo com você em sua indignação quanto as pessoas que trabalham próxima a nós e no entanto nos tratam como otários, burros e safados muitas vezes desde o primeiro dia de trabalho.
Gostaria apena de fazer uma crítica construtiva:
Mocoronga é quem nasce em uma região específica do Rio Tapajós e é aceito como gentílico de quem nasce em Santarém cidade do Estado do Pará (o gentílico oficial é Santarense, mas eles aceitam serem chamados com muito orgulho de Mocorongos).
Espero ter contribuido de forma positiva ao seu post.
Um forte abraço!
Jorge Costa
www.bairrodocatete.com.br