terça-feira, 28 de julho de 2009

Fala mais do que a boca

Adoro as crianças tagarelas (especialmente as dos outros haha). Hoje, no voo de volta para São Paulo, sentaram-se ao meu lado uma mãe, mais ou menos da minha idade, e a filha de 6 anos. A menina, toda vestida de Barbie, já começou a puxar papo e não parava mais.
"Oi, quer ver a minha camiseta cor de rosa do Betinho Carreiro? (levanta o casaco e me mostra a camiseta) É que nós acabamos de voltar do Beto Carreiro. É muito legal lá. Agora meu pai está voltando de carro e eu e a minha mãe estamos voltando de avião. Porque meu pai tem medo de avião, sabe. Ele também tem medo de andar de bondinho. E isso e aquilo...." Eu ria mas ficava imaginando quando a menina iria contar alguma coisa constrangedora do pai dela. Ela não parava de falar, mas foi um barato a conversa. A mãe, super simpática, disse que o pai morre de vergonha porque a menina sempre fala mais do que deve. Também já ouvi várias histórias de pessoas que falaram mal de outras na frente dos filhos e depois passaram o maior carão porque a criança depois repassou a informação na maior inocência...
Luísa ainda não está nessa fase de contar histórias, porque ainda está aprendendo a falar, mas eu já tenho que tomar cuidado com o que falo na frente dela por causa dessa fase "papagaio" (ou "cagaio"). O pai, então, carioca que adora falar palavrão (acho que isso é quase um pleonasmo), tem que se segurar ainda mais. Especialmente em dias de jogo do Flamengo. Porque tenho que dizer: acho horrível criança falar palavrão. Acho uma agressão isso. Não combina com crianças. Pode até ser engraçado quando eles falam pela primeira vez, mas eu me sinto constrangida quando vejo crianças falando coisa feia e os pais achando divertido. Ninguém consegue impedir que eles aprendam besteiras na escola ou com os amigos, mas incentivar isso é outra história.
PS. Mudando de assunto, é bom demais voltar pra casa. É muito chato jantar sozinha num restaurante e ver famílias fazendo bagunça na mesa ao lado. Também é chato dormir sozinha num hotel, ainda mais naquela baita friaca que estava em Curitiba. Geralmente quem passa por isso é o Luiz, coitado. Confesso que fiquei com saudade da Luísa fazendo "pocotó" em cima de mim às 6h38 da manhã.

4 comentários:

Si Collet disse...

ahh eu adoro quando a bia me esquenta!! amamentar nesse frio, deitada.. durmo logo!! hihihihih!
boa volta pra vc!

Paloma, a mãe disse...

Também acho, todo cuidado é pouco. Seja com palavrão seja com coisas que não podem ser repetidas (fofocas etc.).
Beijos pros três (eu também sou flamenguista!)

Cissa disse...

Podia ser pior. Luiz podia ser corintiano. rsrs

Roberta disse...

Cissa, é bom que você saiba que corinthianos na minha casa são muito bem-vindos, tá? Mas acho que com a Luísa não vai ter jeito. Ela já grita "gooool Mengoooo"...