terça-feira, 16 de junho de 2009

Um bebê na Alemanha

Eu já conhecia o país e sabia que os alemães estão muito longe daquela imagem de gente dura e séria que temos deles aqui no Brasil. É um povo super amigável, agradável e prestativo, especialmente na região da Bavária e nas cidades pequenas em qualquer canto. Mas desta vez tinha o agravante de levarmos junto um bebê, o que mudaria tudo. Mas não. Na verdade, tudo o que eu já achava continuei achando depois dessas férias por lá com a Luísa.
1. O idioma não é uma barreira tão grande. Nas grandes cidades, especialmente em hotéis, restaurantes e pontos frequentados por turistas, quase todo mundo fala inglês. E, quando não falam, eles geralmente se esforçam bastante para tentar se comunicar com a gente. Uma graça. Até a minha mãe, que não fala nem inglês, no final da viagem já entrava em lojas sozinha e conseguia se comunicar. Eu só passei apuros no dia em que precisei comprar fraldas, mas vou contar isso num outro post.
2. Bebês são muito bem-vindos por lá, conforme eu já tinha lido em um guia. Praticamente todos os restaurantes que fomos tinham cadeirão para bebê e muitos deles tinham cardápio infantil. Mais que isso, diversos ofereceram lápis de cor e papel pra Luísa desenhar enquanto nós terminávamos de comer. E me refiro a restaurantes normais, nada especificamente recomendado para famílias.
3. Em relação à acessibilidade para carrinhos nas ruas, nem se fala. Calçadas planas, todas rebaixadas, uma maravilha. Metrôs têm elevadores para chegar até o subsolo. Mas há dois pontos a se destacar:
a) Os malditos dos banheiros. Não sei o que se passa, acho que é porque as construções são muito antigas, mas em quase todos os restaurantes da Alemanha é preciso descer ou subir uma escadaria para chegar aos banheiros. Além disso, são poucos os que oferecem trocador. Então dá-lhe a nossa habilidade de mãe para trocar o filho de pé, no colo, no carrinho, ou onde conseguir deitá-lo.
b) Os museus, especialmente os palácios ou antigas residências de famílias reais ou figuras relevantes, que conservam a estrutura original. Muitos deles demandam um sobe-e-desce de escadas que às vezes dá pra superar, às vezes não. No Residenz, em Munique, a antiga residência dos reis da Bavária, até deu pra carregar o carrinho quando tinha escada, e a Luísa ia no colo. Mas no Neuschwanstein, o lindo castelo inspirador do Walt Disney que fica no início da rota romântica, em Schwangau, não tem a mínima condição de subir com um carrinho de bebê. Nem adianta insistir. Por sorte o Luiz não estava a fim de entrar e ficou de fora com a Luísa. Mas se ele tivesse entrado, algum de nós teria que voltar e esperar lá fora. São muitas, mas muitas escadas pra subir e descer. E os grupos são fechados, com pouca flexibilidade. Já no Deutsche Museum, em Munique, um museu de ciências super legal, não há qualquer problema. O museu tem inclusive uma área específica para as crianças terem suas experiências com a física, a química e outras ciências. Dá pra andar na boa pelos elevadores. Bom, só fomos a esses museus, porque senão a coitada da Luísa ia surtar. Quem tem filho muito serelepe, melhor pensar bem antes de fazer esses programas que exigem um mínimo de bom comportamento. A não ser aqueles especificamente recomendados para a idade, como este museu de ciências (que é muito legal, especialmente para crianças acima de 3 anos)e um outro museu específicode crianças que fica dentro da estação central de trem, a Houpbanhof (neste eu não fui, não posso opinar).
3. Os parques são sempre uma excelente opção para levar e soltar as crianças. Em Munique, o English Garten é um espetáculo (fora que lá dentro do parque descobrimos um biergarten (os famosos jardins de cerveja) maravilhoso, junto da Torre Chinesa, que numa tarde de sexta-feira parecíamos estar na Oktoberfest). Ali, a musiquinha alemã ao vivo e as charretes com aqueles cavalos lindos foram suficientes para entreter a Luísa enquanto nos esbaldávamos com aquela cerveja irresistível e uma sardinha assada espetacular que tinha numa barraquinha.
4. Nas cidades pequenas, conseguíamos deixar a Luísa mais à vontade, porque geralmente tem menos tumulto e ela pode ficar mais soltinha. Em Garmish-Partenkirchen (cidade maravilhosa no meio dos Alpes), por exemplo, tem um parque (Kur alguma coisa) lindo, delicioso. Ela ficou horas ali brincando com as pedrinhas, molhando as mãos no riozinho de água gelada. As fontes também são sempre uma diversão à parte pra ela. Em Salzburg, na Áustria (fomos para lá de trem, duas horas de viagem, e deu tudo certo), não vimos nenhum programa específico para crianças, mas também tem grandes espaços pra criançada sair correndo sem se perder. E tem muitos cavalos naquelas carroças que parecem dos tempos medievais. Muito linda a cidade.
5. Ah, para quem tem crianças maiores, tem um parque de diversões da Lego perto do município de Ulm, na Bavária. Deve ficar a uma hora e meia de Munique, mais ou menos. Informações www.legoland.de

2 comentários:

Fe disse...

Você lembra que quando fomos pra Salzburg em.....que ano foi mesmo´? nós preferimos tomar cerveja do que a água porque era mais barato ? rsrsrs....saudades !

Roberta disse...

Nossa viagem foi em janeiro de 1996, não foi isso, Fe? Caramba, olha só, quem diria que eu ia voltar lá casada, com a minha filha.... E você também aí, com a sua Lu no colo... tamo tudo véia. Bom, mas pelo menos desencalhamos!! hahahahaha!!! Bjs