segunda-feira, 29 de junho de 2009

Papelão, hein, dona TAM

Vejam só a situação. Voo da TAM, São Paulo-Rio, sexta-feira às 18h.
Luísa ainda pode viajar como bebê de colo até completar dois anos, então como o voo era curto até o Rio, não compramos passagem pra ela e ela viajou no meu colo. Ok, estava indo tudo muito bem.
Depois da decolagem, a Luísa deu uma cochilada no meu colo. Mas como eles estavam servindo como lanchinho um cachorro-quente gostosinho, pedi para que a comissária de bordo (Nívea, o nome da fulaninha) deixasse um pra Luísa também, porque ela provavelmente já iria acordar.
Eis que a tal mulher SE RECUSOU a deixar um lanche para a bebê porque ela não estava pagando passagem!!! Eu não acreditava naquilo que estava vendo. Na mesquinharia que significava aquele ato. Num grãozinho de areia que acabava de arruinar com a imagem da TAM perante dois clientes. Se o sanduíche era contado exatamente de acordo com o número de passageiros pagantes, que a comissária fosse no mínimo preparada para dar uma explicação educada!! Ou que se esforçasse para trazer um lanche rapidinho assim que um passageiro recusasse! Que v... (preciso me conter aqui no blog, mas na hora eu xinguei muuuuito para o meu marido). Ela somente disse que, depois que passasse todo o serviço (nós estávamos na segunda fileira), se sobrasse, ela traria um para a bebê. Ainda assim, nada... Somente quando o avião apagou as luzes internas pra pousar no Santos Dumont, a simpática apareceu com uma caixinha pra me dar. Lóoogico que eu falei que não precisava mais (até porque eu não comi o meu pra deixar pra Luísa) e quase fiz ela engolir aquela salsicha.
Eu não dependia daquele lanche para alimentar a minha filha, porque tinha bolachinhas e suquinhos na sacola. O problema foi essa pequenês, a falta de atitude.
Gente, vocês não tem noção de como o meu sangue de mãe italiana entalou no pescoço. Eu queria voar na garganta daquela mulher. Ainda bem que eu tenho esse blog pra manifestar um pouco da minha indignação.
Na volta, ontem à noite, eu iria fazer o mesmo teste pra ver se o problema era a atendente ou o procedimento mesquinho da companhia aérea. Mas eles serviram uma sopa pronta horrorosa que nem eu tive coragem de experimentar.
PS. Só uma observação posterior: quando eu disse que quase fiz a moça engolir a salsicha, me referi à minha vontade. Eu não armei nenhum barraco no avião, viu?

6 comentários:

Isabella Estanislau disse...

OI ROBERTA!
MEU NOME É ISABELLA GALINDO. MORO EM SÃO PAULO E SOU UMA LEITORA ASSÍDUA DO SEU BLOG. EU TAMBÉM TIVE UMA PÉSSIMA EXPERIÊNCIA VIAJANDO COM A MINHA BEBÊ DE 10 MESES PELA TAM. EM UM VÔO DE RECIFE PARA SÃO PAULO EU PEDI EDUCADAMENTE PARA A COMISSÁRIA COLOCAR UM POUCO DE ÁGUA MORNA PARA PREPARAR A MAMADEIRA DA MINHA FILHA, COMO JÁ TINHA FEITO MILHARES DE VEZES. ELA ME OLHOU DE CIMA A BAIXO COM UMA CARA SUPER ARROGANTE E DISSE QUE NÃO PODIA TOCAR NA MAMADEIRA DO BEBÊ. QUE EU ME LEVANTASSE E FOSSE ATÉ A COPA COLOCAR EU MESMA. O CÚMULO DA FALTA DE CORTESIA OU EDUCAÇÃO MESMO.
UM ABRAÇO

Roberta disse...

Oi, Isabella, que bom que você deixou seu comentário aqui. Os blogs são espaços restritos, quase caseiros, mas não podem ser ignorados, não é mesmo? E muitas empresas já estão se dando conta disso. Eu vou fazer uma reclamação formal para a TAM, e vou mencionar o seu caso também, ok? O problema não são as regras e procedimentos em si, mas a falta de educação e preparo de alguns comissários em lidar com esse tipo de situação. Uma coisa eu digo: essas que nos atenderam não devem ter filhos, senão não fariam isso.

Cissa disse...

Ro, não é pelo fato delas não terem filhos, é por serem sem noção mesmo. Pelo jeito que eu imagino que aconteceu, é como se essas pessoas achasses que pelo bebê não pagar, não estivesse no avião, não fosse cliente. Olha, nessas horas que eu até prefiro as companhias que cobram pelo lanche. Pelo menos a gente não se irrita com essas coisas (pessoas). Se quiser, compra e pronto. Se não valer a pena, não compra e belezura.

Roberta disse...

Exatamente, Cissa. Ela agiu como se estivesse fazendo um favor pra mim em separar um lanchinho se sobrasse. Como se eu estivesse tentando tirar alguma vantagem de algo. A Luísa não entrou escondida. Ela tinha uma passagem emitida como "infant". Ou seja, eles sabiam muito bem que ela estava no avião. E deveria ser tratada como qualquer outro cliente.
Mas não vou generalizar, porque essa, felizmente, não é a regra nas companhias aéreas, e sim a exceção. Em geral, a Luísa sempre foi muito bem tratada.

conversapramae disse...

Mas que absurdo ler uma coisa dessas. Com certeza a comissária não é mãe e nem tem preparo para tratar com o público. No mínimo deveria ter educação para explicar a situação de uma forma mais elegante. E sinceramente ela faz a companhia toda perder clientes tratando pais dessa forma. Qual mãe e pai não ficaria indignado com um ato desses. Nossos filhos sempre vem em primeiro lugar. Agora eu armaria o maior barraco no avião, sem dó nem piedade. Só pra moça ficar com vergonha de fazer uma coisa dessas. Eu acho que você deve apresentar uma reclamação formal sim. Eu faria se tivesse acontecido comigo.

Roberta disse...

Pois é, fiquei sem reação na hora. Mas sabe que fiquei pensando, em alguns momentos, que deveria ter me indignado num tom um pouco mais alto quando ela se recusou a dar a comida. Assim as pessoas iriam olhar muuuuito feio pra ela e a moça ia ficar bem constrangida. Quem sabe até alguém mais enfesado tomasse as dores, ou todos ao meu redor, em solidariedade, me dessem seus lanches... hahaha... até que seria uma boa história pra contar.