quinta-feira, 21 de maio de 2009

Como eu contei que estava grávida

A pedido de algumas amigas, vou registrar aqui como contei para o meu marido que estava grávida. Bom, eu havia parado de tomar pílula fazia mais ou menos um ano. No início desse período, estava bem relaxada, deixando rolar. Depois de uns seis meses, comecei a ficar mais atenta a essas questões de período fértil etc. Nada neurótico.
Mas chega uma hora em que a coisa começa mesmo a pegar. E eu comecei a ficar um pouco preocupada. Cheguei a pedir exames para a ginecologista, pra ver se havia algo de errado comigo ou com o meu marido. Ficava com raiva, até.
Pois bem, decidi que ia comprar um cachorro. E então naquele mês, em que as chances de eu engravidar eram quase zero porque a frequência tinha sido mínima e desencanada, eu comecei a sentir algo estranho. Os seios doíam muito, estavam mais pesados do que um período menstrual qualquer. Incentivada por uma amiga do trabalho, que também estava grávida, fui fazer o exame de farmácia. Não comentei nada com o Luiz porque não queria criar expectativas. E não é que eu estava mesmo grávida? Justo naquele mês mais xexelento?
Contive a explosão porque queria preparar o momento com calma. Só contei pra minha mãe e corri, no fim do dia, depois do trabalho, pra fazer o exame de sangue. Meu marido estava em Brasília e só chegaria no dia seguinte.
Naquele dia de manhã, comecinho de dezembro de 2006, eu peguei o exame no laboratório só para confirmar e, logicamente, deu positivo. Teste de farmácia, se dá positivo, não tem erro. Na hora do almoço, saí do trabalho e fui pro shopping. Comprei uma caixa de presentes com um laço de fita vermelho, um par de sapatinhos de lã e um cartão.
Á noite, eu coloquei dentro da caixa o cartão, os sapatinhos e o resultado do exame. Como a árvore de Natal já estava montada, coloquei a caixa debaixo da árvore e deixei ali.
Quando o Luiz chegou em casa, eu o peguei pelo braço e o levei até perto da árvore. Falei que tinha um presente de Natal pra ele, mas que era pra abrir já. Entreguei o pacote e, como eu não tinha dado nenhuma pista, ele nem sonhava o que era. Quando abriu a caixa e viu o sapatinho, ele nem prestou mais atenção no resto. Me olhou, já todo trêmulo, e perguntou: "você está... grávida?" Eu disse que sim, os olhos dele se encheram de lágrima e ele me abraçou. E chorou feito uma criança, como eu nunca tinha visto ele chorar na vida.
Depois dessa notícia, adiamos o projeto do cachorro. No dia 10 de agosto de 2007, nasceu a Luísa.

3 comentários:

Cissa disse...

Adoro essa história!

Carol disse...

liiiiiiiiiiindo!

ai, me arrepiei de emocao!

Mônica disse...

Que lindo Rô.. Emocionei aqui.. bjs