quarta-feira, 22 de abril de 2009

Viajando sem ela pela primeira vez

Eu bem que já desconfiava que eu sofreria muito mais do que ela. Dito e feito. Sofri a semana toda antes da viagem. No dia anterior e no dia D, o nó ficou na garganta o tempo todo. Me preocupava menos a questão prática, porque deixei tudo super organizado, com todos os telefones úteis, carteirinha de convênio, supermercado feito, dinheiro para extras etc. E, além de tudo, ela ficaria com a minha mãe (melhor impossível) e com a babá (que daria todo o apoio). O difícil mesmo é a saudade, a ruptura, o efeito psicológico.
Antes de ir, quando eu falava que iria viajar e que ela ficaria com a vovó, ela choramingava e falava "não, mamãe". E eu me acabava por dentro. Mas, na despedida, ela falou um simples "tchau, mamãe" e fechou a porta. E eu entrei no elevador me acabando de chorar. Mas foi só naquela hora, porque depois de um tempo eu me recuperei e não chorei mais.
Foram quatro dias inteiros fora, e que correram super bem por aqui. Ela não sofreu, não ficou chorando e me chamando, nada. Falava, sim, de mim e do papai, e minha mãe dizia que estávamos viajando de avião. Ela achava graça e imitava o avião. E eu também consegui relaxar e aproveitar. Lógico que tem horas que dá muita saudade, vontade de abraçar, beijar. Mas nada incontrolável (se bem que a viagem de volta parece que é eterna).
Enfim, tudo correu nos conformes. E hoje, quando cheguei, ganhei um beijo e um abraço maravilhosos. Ela também ganhou muitos beijos e muitos presentes. Delícia.

Nenhum comentário: