quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mudanças de tempo e doenças

Liguei para o consultório da pediatra da Luísa esta semana para marcar uma consulta de rotina, aproveitando o fato de que ela anda com uma tosse seca já faz um tempinho e não sara. A secretária me disse que a médica me retornaria a ligação. Como não era nada tão urgente, até esqueci. Quando eram 22h30, eu já na cama, o telefone tocou e era a doutora. Ela me disse que, além de atender no consultório das 8h às 21h, ela estava naquela hora retornando as 52 ligações que havia recebido ao longo do dia de mães preocupadas com seus filhos. A grande razão dessa criançada doente são essas loucas mudanças de tempo, que resultam em gripes, febre, alergias respiratórias, tosses e viroses. Uma loucura.

Abaixo reproduzo uma parte da matéria da revista Crescer deste mês que fala sobre viroses.
- Por que o primeiro diagnóstico dos médicos é sempre virose?
R: É mesmo difícil aceitar que todo mal-estar, febre, vômito, diarreia, coriza e dores no corpo seja virose. Mas os médicos têm razão. Há milhões de vírus espalhados pelo ar que causam infecções. Os mais conhecidos são a gripe e o rotavírus, mas não é possível conhecer e denominar todos que existem. Ao examinar a criança, o médico é capaz de perceber o estado geral e identificar se há sinais de doenças mais complicadas. Quando essa possibilidade é descartada, ela constata que se trata de uma virose, já que a possibilidade de se contaminar pelo ar é grande.
- Os exames laboratoriais são dispensados, em geral, porque o organismo da criança costuma se livrar do vírus em poucos dias, em geral antes de os resultados ficarem prontos.
- Para os vírus mais comuns (gripe, catapora, sarampo, hepatite A e B e rotavírus) existem vacinas, mas para a maioria ainda não existe.
- Como agir assim que se apresentarem os primeiros sintomas?
R: Antes de mais nada, converse com o pediatra. Os primeiros cuidados variam conforme a idade. Se a criança já tem 1 ano, o ideal é observá-la por 48 horas antes de levá-la ao consultório.
O tratamento pode incluir desde a adoção de um antitérmico até lavar o nariz com soro fisiológico e fazer inalação. Ofereça bastante água. Evite levar a criança correndo ao pronto-socorro sem antes consultar o pediatra, porque o ar dos hospitais está cheio de vírus e, com o sistema imunológico mais fraco, seu filho pode piorar. Agora, se a criança tiver menos de um ano, não dá para esperar. Como eles não expressam a dor e o mal-estar com clareza, é melhor consultar o pediatra logo e, se não conseguir, levar a um pronto-socorro pediátrico.
- As viroses duram, em média, entre quatro e sete dias. No segundo dia, a febre costuma baixar.
- Dos 6 meses aos 2 anos de vida, é comum ter até seis viroses por ano. Bebês não sofrem tanto porque são protegidos pelos anticorpos que recebem da mãe na placenta e pelo leite materno. Crianças que ficam em creche podem ter viroses com mais frequência.

Nenhum comentário: