terça-feira, 3 de março de 2009

Quem ama, educa

Uma amiga tem um filho de três anos que anda dando um trabalho danado. Ele sempre foi um bebê muito bonzinho, super carismático, mas nos últimos tempos deu pra bater em outras crianças, fica muito agitado, quer chamar a atenção quando tem muita gente em volta (especialmente quando a mãe está junto), não para quieto um segundo. A psicóloga disse pra ela que o problema é puramente educação (mimo) e que ela teria que agir rápido. Recomendou que ela lesse o livro "Quem ama, Educa", do Içami Tiba. Eu tinha esse livro em casa mas não tinha lido ainda. Resolvi dar uma olhada e garimpei dali questões realmente interessantes no que diz respeito à educação dos filhos. Logo já me deparei com atitudes erradas que ando tendo em relação à Luísa (o lance de deixar ela brincar com a comida, por exemplo). A questão é que as crianças vão nos envolvendo, envolvendo, e quando percebemos elas já nos dominaram.
Essa minha amiga vive aquele dilema de culpa por criar o filho sozinha e acabava dando tudo o que ele queria. Achava que, dando todo esse carinho, ela estava dando o que ele mais precisava. E, quando falou com a psicóloga, ela caiu na real de que o que ela pode dar de melhor para o filho é a educação, que envolve disciplina e especialmente limites.
Uma das coisas que leio muito é que não se deve prometer à criança algo que não vamos cumprir. Se você disser "se você fizer isso de novo, não vai mais brincar com esse brinquedo" e ele repetir o que estava fazendo, NÃO deixe mais ele brincar com o brinquedo naquele momento. Mesmo que ele chore e esperneie. Porque, por mais novas que sejam, as crianças sabem muito bem como usar e chantagear os pais. Se nós cedermos, pronto. Ele ganhou.
Uma das coisas mais interessantes desse livro do Içami Tiba é que ele dá exemplos de situações reais e de como deveríamos agir. Vale a pena.

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