terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Birras

Luísa entrou na fase das birras. Às vezes ela reage a um “não” como se estivesse prestes a tomar uma surra. Se joga pra trás, ajoelha no chão, joga no chão o prato de comida ou outra coisa que estiver pela frente... Situação dificílima de lidar. Um dia cheguei a ter uma conversa séria com o meu marido pra tentarmos entender como agir nesse momento. Sabemos que as birras são normais e fazem parte do desenvolvimento das crianças, e a pediatra já havia me alertado sobre isso várias vezes. Mas nada como viver na pele essa situação. Dá vontade de chorar ou até mesmo de dar uns tapas. É horrível falar isso, mas tem horas em que é preciso sair de perto de tanta raiva que dá.

OK, as birras fazem parte do aprendizado e da auto-afirmação das crianças de 1 a 3 ou 4 anos, da sua procura pela autonomia e teste dos próprios limites. Mas como devemos agir, o que fazer nessas situações? Comecei a ler sobre isso nos livros e na internet e vi que as estes são momentos importantes de nós, pais, colocarmos em prática algumas regrinhas de educação que acreditamos ser importantes. A maior dificuldade é conseguir o equilíbrio entre a firmeza e a compreensão.

O que eu li é que é possível, sim, praticar a disciplina sem ignorar os gostos da criança. Não precisamos nos tornar generais, mas ter razões para dizer determinados “nãos” e nos mantermos firmes na decisão. Agora, como fazê-lo parar de dar escândalo?
Em primeiro lugar, recomenda-se que os pais não se oponham se não tiverem a certeza que serão capazes de ir até ao fim. Se decidirem enfrentar a birra, terão de lidar com ela com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, e sim aliar firmeza à suavidade.
Se ele continuar berrando mesmo após as suas explicações e seus carinhos, tente ignorá-lo ou distraí-lo com alguma outra coisa. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. “É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará”, diz um especialista.

Se a birra ocorrer durante a refeição, a recomendação é não insistir ou valorizar demais a situação. Quando a criança tiver fome, vai comer certamente. Não caia em tentação em dar outro alimento mais atraente, pois assim ela terá vencido a batalha.
Para os especialistas, os pais têm de ser firmes e fazerem respeitar as suas regras. As crianças assim aprendem que tudo tem limites, e aprendem a viver em sociedade. “Ficar firme diante da pirraça, sem perder a cabeça nem revogar os limites combinados exige uma enorme paciência. Mas os resultados valem a pena: essa fase acaba, e seu filho sai dela mais independente, consciente e comportado.”

Um comentário:

Adriana disse...

Da uma olhada nesse DVD: "The happiest toddler on the block", do pediatra americano Harvey Karp. Ele ensina tecnicas de como diminuir os "tantrums".