terça-feira, 2 de setembro de 2008

Um bebê em Buenos Aires 4

O real está muito valorizado frente ao peso argentino, então Buenos Aires está uma maravilha para compras. E há lojas de roupas de bebê muito bacanas que, comparadas aos preços das lojas de marca no Brasil, estão baratésimas. Recomendo Mimo & Co, Cheeky - ambas são bem moderninhas, com cores diferentes e estão em vários shoppings. Também faço questão de registrar duas lojinhas que eu descobri em Palermo Soho: a Pitocatalán (r. Armenia, 1806) - peguei essa loja em final de liquidação de inverno, quase surtei -, e a Zuppa. Aliás, nessa região de Palermo Soho há várias outras lojas de roupas infantis super legais feitas por estilistas locais.
Tem também um quiosque muito fofo no shopping Buenos Aires Design, na Recoleta, que se chama Gato Tomás, com roupas de malha bordadas em estampa exclusiva da marca.
Essas lojas mais exclusivas não são baratas para os argentinos, mas em comparação com o Brasil ainda assim valem a pena. Se pegar época de liquidação, então, prepare-se para enlouquecer.

Um bebê em Buenos Aires 3

Um ponto que eu me esqueci de comentar: a comida da neném. Levei de SP uns quatro ou cinco potinhos de comidinha da Nestlé para garantir as primeiras refeições da Luísa. Deixei o restante para comprar por lá, já que tinha certeza que encontraria facilmente nos supermercados. Pois é, caí do cavalo. Não encontrei papinha da Nestlé em lugar nenhum em BAs. Em um dos supermercados, o Coto, me disseram que não tinham esse produto há uns 2 anos.
A minha sorte é que a Luísa é boa de garfo e que, com 1 ano, já está liberada para comer de tudo, então conseguimos nos virar bem. Comeu arroz chinês (que vem presunto, ovo e ervilha), nuggets do Mc Donalds, pão com hamburguer, batata frita e até risoto de camarão. Nos lanchinhos ia de Danoninho, pão de queijo, sucos, outros pães, enroladinho de presunto e queijo e o que tivesse à mão. Deu tudo certo. À noite pedíamos para o pessoal do hotel preparar uma sopinha de legumes com carne ou frango.
Creio que para um bebê de 7 ou 8 meses, que ainda não está liberado para comer de tudo, essa questão na viagem seja um pouco mais complicada. E detalhe: uma moça que viajou com a gente no avião, que estava com uma bebê de 8 meses, disse que não permitiram que ela levasse potinhos da Nestlé na bagagem, teve que deixar tudo na alfândega. Eu passei sem problemas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um bebê em Buenos Aires 2

Passeios - o que eu não poderia deixar de registrar:
- Eu tinha lido em um site que em Buenos Aires as calçadas não eram muito receptivas a carrinhos de bebê, mas, para quem vive em São Paulo, achei tudo uma maravilha. Há rampas em praticamente todas as esquinas (levamos o carrinho dela aqui do Brasil, o grande mesmo, que acho mais confortável para ela dormir durante os passeios do que aqueles carrinhos modelo guarda-chuva que são práticos para a mãe mas que deixam a criança toda pendurada).
- Na primeira vez que eu fui a Buenos Aires, com uma amiga, não havia reparado que havia tantos bebês por lá. E desta vez descobri que os argentinos de uma forma geral gostam muito de crianças. A Luísa fazia sucesso por onde passava: lojas, restaurantes, parques, sempre havia gente parando pra brincar com ela. E em nenhum restaurante recebemos cara feia pelo fato de a Luísa fazer aquela imundície de comida debaixo da mesa. Muito pelo contrário, eles diziam que não precisávamos nos preocupar.
- Há muitos parques e praças em Buenos Aires, então é uma delícia parar no meio de um passeio e deixar a criança ficar se divertindo com os muitos cachorros grandes e pombos que existem por lá. Como a Luísa já está andando, foi ainda mais legal, porque pudemos deixá-la no chão com menos preocupações do que quando ela só engatinhava.
- O zoológico de BAs fica no meio da cidade, no bairro de Palermo, e vale super a pena. A bebê adorou, ficou louca com os bichos. Eu nunca a havia levado em um zoológico, e foi a nossa diversão ver as reações dela no parque.
- Próximo ao zoológico ficam outros parques muito legais pra passear, como o Jardim Japonês (é lindo, não deixe de visitar), o Jardim Botânico e o Rosedal.
- Fomos até para a feirinha de San Telmo com a Luísa e o carrinho. Ali, no domingo, como é tumultuado de gente, é meio trampo pra passar com o carrinho. Mas é um passeio tão divertido, e quando fomos fazia um dia tão lindo, que nem nos preocupamos. A Luísa dançou loucamente com os músicos e dançarinos de tango que fazem shows por ali.
- Um dia de chuva nos fez descobrir um espaço incrível para crianças: o Abasto Shopping. São dois andares de um parque de diversões maravilhoso, como eu nunca tinha visto. Além dos brinquedos, há também nesse shopping o Museo de los niños, que não tivemos tempo de visitar mas dizem que é um passeio muito legal para crianças também, especialmente as maiores. Porque o museu simula um mundo em miniatura, em que as crianças passeiam por supermercados do tamanho delas, podem mexer nas coisas, desenhar, etc.
- No bairro de Palermo Soho (uma Vila Madalena mais chique, imperdível), há dois programas muito legais: perto de uma região cheia de bares e lojas há uma pracinha que fica lotada de crianças e bebês no final do dia. São pessoas locais, praticamente não vi turistas por ali. É uma delícia. E a outra descoberta incrível aconteceu por acaso, passando em frente. É uma loja que se chama Recursos Infantiles (Borges, 1766). É um lugar pequenininho, que vende brinquedos pedagógicos, muita coisa feita de madeira, e também algumas roupinhas de estilistas locais. Mas o lance legal é que a loja mais parece uma escolinha, porque as crianças podem mexer em tudo. Enquanto isso, os pais podem tomar um café e comer um docinho - tudo ali no mesmo lugar. Quando entramos estava lotado de pais com crianças que tinham acabado de sair da escola e estavam ali brincando um pouco. Sensacional. E não tem nada a ver com os espaços das grandes livrarias, parece o momento do recreio de uma pré-escola, daquelas da minha infância.

ATUALIZAÇÃO: Infelizmente, a Recursos Infantiles fechou.

Um bebê em Buenos Aires

Uma semana de férias apenas e aquela dúvida cruel: para onde irmos com nossa bebê de um ano? Depois de chegar à conclusão que eu queria tirar férias dos resorts, destino de todas as nossas últimas paradas, achamos que Buenos Aires poderia ser uma boa. Viagem curta, barata, uma cidade só, lugares bacanas para visitar. Enfim, fechamos com a capital argentina - porém com aquele medinho de como seria nossa primeira viagem internacional com a Luísa.
Pois bem, o que tenho a dizer é que foi maravilhoso. Buenos Aires é uma cidade totalmente friendly para bebês, e nos sentimos muito queridos por lá.
Luísa se divertiu às pampas e nós também. Tenho que registrar que o fato de minha mãe ter ido junto ajudou muito, porque além de ser uma excelente companhia, ela ajudou bastante a dividir os cuidados com a neném. Creio que, se tivéssemos ido apenas eu e o Luiz com ela, talvez tivéssemos alguns momentos de estresse. Luísa dormia no quarto com a minha mãe, então conseguimos dormir uma semana tranquilos, e também pudemos sair alguns dias à noite só nós dois pra namorar um pouco.