quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tenha vida própria

Vou contar o modelo de horários de mamadas que segui quando a Luísa nasceu, sob orientação da pediatra, e que me permitiu ter vida própria desde a primeira semana do nascimento dela. Evidentemente, isso depende muito do perfil de cada pessoa, mas no meu caso eu estava determinada e funcionou muito.
O esquema é o seguinte: a amamentação acontecia de três em três horas, contadas a partir do início de cada mamada. As variações eram de no máximo meia hora para baixo (se estivesse berrando muito) ou para cima (se estivesse dormindo ou voltando do pediatra). Ou seja, quando o bebê terminou de mamar, você tem pelo menos uma hora para sair para a rua fazer qualquer coisa, por mais guloso que seja seu filho. Se a criança está chorando uma hora depois de ter mamado, não é fome. É fralda suja, ou calor, ou frio, ou cólica, ou qualquer outra coisa. Ou seja, nada que a babá ou sua mãe ou seu marido não possam resolver tanto quanto você.
Quase todos os dias, de manhã ou à tarde, eu deixava a Luísa com a babá logo depois que eu terminava de dar o peito e saía pra fazer alguma coisa na rua: supermercado ou manicure ou correio ou qualquer coisa para sair de casa um pouco e dar uma volta a pé, movimentar o corpo e a cabeça. Muitas amigas minhas, mesmo com babá em casa, ficaram presas ao choro do bebê e davam o peito todas as vezes que ele chorava. A vida virou uma prisão e o desgaste torna-se imenso para a mãe. E esse sentimento não é bom pra ninguém. Se você fica sozinha em casa com a criança a maior parte do tempo, tente combinar com seu marido ou sua mãe para conseguir dar uma volta sozinha pelo menos uma ou duas vezes por semana, nem que seja no sábado ou domingo.
Depois de um mês, comecei a dar caminhadas de uma hora no parque. Isso tudo foi fundamental para minha recuperação física e mental. Nunca fui uma mãe estressada por conta disso.
Achar esse tempinho pra você é fundamental, vai por mim.

domingo, 25 de maio de 2008

Viagem de avião

Luísa fez sua primeira viagem de avião aos 2 meses, para Brasília. E foi muito tranquilo. Apesar do grande receio que eu estava dessa viagem, ela dormiu o vôo todo na ida e na volta e não teve nada de dor de ouvido. A dica do pediatra é dar a chupeta, peito ou mamadeira durante o pouso e decolagem, para aliviar a pressão.
- Uma dica muito boa pra quem vai precisar viajar sozinha com o bebê, que foi o meu caso na ida: solicite, quando chegar ao aeroporto, a ajuda de um funcionário para acompanhá-la. A pessoa vai com você até dentro do avião para ajudar a levar o que for necessário. Depois você pode pedir à comissária de bordo que solicite um funcionário na sua cidade destino para acompanhá-la até a saída do aeroporto ou até o taxi.
- Outra informação importante: você pode ir com o carrinho até o avião. Quando fizer o check in, você deve pedir etiqueta de bagagem para o carrinho, mas ele vai com você até a porta do avião. Você desmonta e um funcionário coloca no bagageiro. Quando o avião pousa, eles trazem o carrinho e deixam na porta do avião pra você. Bem tranquilo.
Na primeira viagem, eu não sabia disso e levei só o bebê-conforto. O problema é que é pesado pra carregar quando a distância é razoável, além do fato que você também tem que levar sua bolsa e a sacola de mão do bebê. Nesse caso, o funcionário do aeroporto levou o bebê-conforto com a Luísa dormindo e eu levei as bolsas. A poltrona ao lado da minha foi vazia e eu encaixei o bebê-conforto na poltrona. Ali o bebê fica mais confortável do que no colo, além de ser mais confortável para a mãe.
- Depois viajamos outras vezes com ela de avião, e nunca teve dor de ouvido. Geralmente ela dorme a maior parte do vôo. Teve apenas um trecho, de uma viagem São Paulo-Recife, em que o vôo atrasou e acabamos passando muito tempo no avião. Aí a Luísa ficou um pouco impaciente, porque queria ver movimento, e a gente dava umas passeadas com ela pelo corredor do avião.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Remédios para bebês

Quando for comprar qualquer remédio para a criança, pergunte na farmácia ou para o médico se há a versão para crianças e bebês. Há alguns que, além da versão "uso adulto e pediátrico", também têm a linha específica para bebês, geralmente mais suave e com equipamentos de aplicação mais adequados. O Tylenol é um exemplo, tem uma versão "Bebês" com aplicador e gosto mais suave. O Rinosoro é outro. Eu tinha comprado o Rinosoro normal (uso adulto e pediátrico) e era um sofrimento colocar aquele monte de soro no narizinho dela com aquele aplicador. Só depois vi na farmácia que tinha uma versão específica para crianças, chamado Rinosoro Infantil, com aplicador e spray mais suave.

Febre

Não deixe para aprender como agir quando seu bebê já estiver com febre e você entrar em total desespero de ver aquele serzinho molinho e super quente. Eu passei por isso e foi um sufoco. Ficamos eu e o meu marido de madrugada acordados, no meio de um feriado que passamos no Rio, sem saber o que fazer.
A febre (acima de 37,8º) é uma reação a algo que está acontecendo no organismo da criança. A orientação é que você primeiro tente baixar a febre. Se não baixar, aí você deve ligar para o pediatra ou levar em um hospital pediátrico para descobrir o que está causando a febre (geralmente é uma virose, ou dentinho, coisas simples).
No caso da Luísa, era uma virose, que passou em três ou quatro dias. Depois ela teve febre de novo sem nenhuma outra reação (corpo mole ou vômito ou diarréia), então vi que era o dentinho que estava nascendo. Tomou o Alivium uma vez só e resolveu. Na terceira vez (com 9 meses) foi uma gripe forte, que evoluiu para bronquiolite (infecção nos pulmões), e aí só resolveu com remédio e inalação. Nada grave também, mas tem que cuidar direitinho pra não evoluir para um início de pneumonia.

Então, a dica: certas coisas devem ser conversadas com o pediatra ANTES de acontecerem. Febre é uma delas. A Luísa teve a primeira com 7 meses, e ainda assim ficamos super preocupados. Depois, na segunda, já tirei de letra. Outra coisa: a pediatra dela fez a gentileza de me mandar agasalhar a Luísa. Depois descobri que quase causei uma desidratação na menina, que suava em bicas debaixo das cobertas. A médica do hospital falou que esse procedimento é super errado e antigo. Você deve deixar a criança com roupas frescas, para que ela perca calor naturalmente depois que toma o remédio. Você só aquece se ela estiver com calafrios. Ah, para registrar: troquei de pediatra.
Quanto aos remédios, eu dava geralmente Tylenol (específico para bebês), mas depois a nova pediatra disse que o remédio mais moderno é o Alivium, que você pode repetir a dose depois de uma hora se a febre não passar. Em casos de febre muito alta, os pediatras geralmente recomendam partir para a Novalgina. Mas siga a orientação do seu pediatra de confiança.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Bebê-conforto

Para quem não está familiarizado com o termo, o bebê-conforto é aquela cestinha de carregar o bebê que se encaixa dentro do carrinho, e é utilizado nos primeiros meses de vida da criança. Os modelos melhores vêm também com um encaixe para colocar no carro, o que faz com que você não precise tirar a criança de dentro se ela estiver dormindo. Você pode levar a "cestinha" na mão, sem o carrinho, quando vai a restaurantes, por exemplo. Também é um excelente lugar para deixar o bebê em ambientes diferentes da casa durante o dia.
Um dia eu estava assistindo ao canal Discovery Home and Health (se você tiver em casa vale a pena, mas não se apavore com aqueles partos naturais horrorosos daquelas mães gordas americanas), e assisti a uma cena muito engraçada: os pais saíram da maternidade com o filho no colo, super emocionados. Mas, quando o pai foi colocar o bebê conforto no carro, para encaixar o bebê, foi um desespero. O pai não sabia mexer naquele negócio e demorou nada menos que 21 minutos no carro tentando encaixar o tal bebê-conforto no suporte. Então vale a dica: aprenda antes a mexer!!!

Faça exercícios na gravidez

Uma das experiências mais legais, além de saudável, que eu tive na gravidez foi a hidroginástica. Escolhi um programa da academia Fórmula, que se chama Mãe Ativa, específico para gestantes, que mescla aulas em solo (alongamento, um pouco de musculação e respiração) e hidroginástica, 45 minutos cada. Não vou dizer que é barato, porque não é, mas se você tiver umas economias e disciplina, vale muito a pena. Além de ajudar na questão da respiração e no preparo físico, especialmente se você pensa em ter um parto normal, um programa como esse específico para gestante promove uma troca muito legal com as outras grávidas. Meu marido falava que eu exercitava mais a língua do que o restante, porque não parava um minuto de falar. Foi muito legal mesmo, fora que fiz amizades que duram até hoje. Há outras academias que promovem programa para gestante, vale dar uma procurada. A yoga também é um exercício super recomendado para grávidas.
Vai te fazer muito bem, anime-se. Eu fiz hidro até a 38ª semana de gestação. Meu marido não acreditava, porque eu sempre odiei ginástica e, na gravidez, acordava às 6h da manhã e ia pra hidro antes de ir para o trabalho. Muuuita determinação...

Ciúmes da babá

Tive sim, confesso. Eu contratei uma babá enquanto ainda estava grávida mas combinei que ela começaria só depois de 15 dias a partir do nascimento da Luísa, quando minha mãe fosse embora. Mas gente, tenho que admitir. Eu não suportava ver a babá carregando a Luísa no colo. Quando a neném chorava e eu corria para atender, ficava louca da vida quando via que a babá já estava lá. Pegava a Luísa na hora. Não sei se é algum tipo de medo que o bebê crie amor por ela igual ao que ele sente por mim, sei lá. O fato é que, por um bom tempo, a babá só cuidava do periférico (roupas, minha comida, quarto) e eu cuidava da Luísa. Ela só cuidava da neném quando eu saía de casa e deixava a Lulu com ela.
Tinha também o fato de meu santo não bater muito com o dela, porque ela emburrava toda hora e eu não suportava aquelas caras feias. Depois troquei de babá e, também por já estar mais segura de tudo, as coisas se normalizaram. Hoje a Luísa (com 8 meses) adora a babá e eu acho ótimo (como eu optei por trabalhar em casa, não corro o risco de a Luísa chamá-la de mãe, então isso também ajuda na questão do ciúme... hehe).

Amigas grávidas e livros

Eu tive muita sorte na gravidez porque naquela época a "água" no meu trabalho estava "contaminada" e várias mulheres ficaram grávidas ao mesmo tempo. Além disso, eu fiz hidroginástica em um programa específico para gestantes, então era uma falação só. Foram trocas riquíssimas que eu pude ter nessa fase, porque todas estavam passando pela mesma situação. É diferente de trocar idéias com quem teve filhos há mais tempo, porque é difícil lembrar de todos os detalhes. Teve gente com gravidez tranquila, outras mais complicadas, algumas com enjôos, outras não, algumas engordaram muito, outras não. Se você complementar as experiências das amigas com a leitura de livros especializados, seguindo as orientações do seu obstetra, vai ver que tudo o que está acontecendo com você é normal.

Amamentação e primeiros 15 dias

Mantenha a calma. Se eu pudesse dar uma única dica para esta fase - que não é bolinho - seria esta. A forma como a mãe encara o turbilhão de novidades dessa etapa, que são os primeiros 15 dias após o nascimento, será determinante para que a vida nesse período seja um inferno ou uma deliciosa bagunça. No meu caso, graças a Deus, só tenho boas lembranças porque me foquei nas coisas boas. Não que tenha sido tudo um conto de fadas - sofri à beça com a amamentação e tive que dormir uma noite no hospital quando a Luísa tinha 3 dias por conta de uma hemorragia. Mas, surpreendentemente, a minha eterna ansiedade da gestação transformou-se em um poço de serenidade após o nascimento da Luísa. E isso eu tenho certeza que passou para a bebê, para o meu marido, e ajudou a fazer com que os problemas passassem bem rapidinho.
Além da calma, outros fatores ajudaram muuito:
- Meu marido foi um super companheiro. Tirou a primeira semana pra ficar com a gente e quis participar de tudo.
- Minha mãe, que passou os primeiros 15 dias com a gente, é uma excelente companhia, um ser evoluído espiritualmente e de super bom-senso. E bom-humor. Ela soube me dar forças e conselhos sem se meter na forma como eu agia com a Luísa e com a casa, soube dar espaço para os momentos do casal e, acima de tudo, ajudou a deixar o astral da casa altíssimo. Nos divertimos à beça nas madrugadas (eu, ela e o Luiz). Mas eu tenho amigas que passaram pelo oposto nessa fase com mães e/ou sogras, porque elas se metiam em tudo e não respeitavam a individualidade do casal, tornando esse período um inferno. Nesses casos em que você precisa da ajuda delas, mas já sabe que vai dar confusão, tente abrir o jogo logo de cara, combinando algumas regras em relação à administração da sua casa e também deixando claro quem é a mãe do bebê na história.
- Se estiver com dificuldades na amamentação na primeira semana (o bico geralmente racha no início e a gente vê estrelas na hora da mamada), procure ficar sozinha com o bebê ou no máximo com uma pessoa da sua extrema liberdade e confiança no momento de amamentar. E tenha paciência que logo passa. E, se o bebê estiver com dificuldades de pegar o peito, uma hora isso também vai passar desde que você mantenha a calma. O nervosismo só atrapalha nessa hora, e pode até fazer secar o leite. Se estiver com dificuldades, procure ajuda. Há vários grupos especializados em aleitamento materno que podem te ajudar. Não desista.
E não se desespere, porque essa parte mais chata da amamentação geralmente ocorre só na primeira semana. Logo você vai tornar esse momento um grande prazer. A Luísa está hoje com quase 9 meses e quem está sofrendo mais com a possibilidade de desmamá-la sou eu. Estou tirando aos poucos, mas já me dá um aperto só de imaginar... Adoooro amamentar, adoro essa relação de extrema intimidade com o bebê.

- Quanto às milhares de dicas e conselhos que você vai receber, aproveite aqueles que acha que vale e ignore o restante. Responda "ah, legal, vou tentar mais tarde" e não dê mais trela. Senão você vai ficar louca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Visitas na maternidade

Prepare-se para um turbilhão e tente levar tudo no bom humor. Como eu tive um parto muito tranqüilo e me senti muito bem logo após o parto, encarei tudo com naturalidade.
Mas vou descrever uma situação para você entender. Tudo ao mesmo tempo: você está deitada na cama ainda com soro porque o bebê acabou de nascer. Daqui a pouco chegam as primeiras visitas no seu quarto, que já se somam à sua família que já estava lá. Mas não para por aí. O telefone celular toca com alguém que quer dar parabéns, o telefone do quarto toca com alguém que quer dar parabéns. Nesse mesmo tempo surge no quarto a enfermeira que vai te dar remédio ou traz a sua comida e, não bastando isso, chega uma funcionária do laboratório pra explicar como funciona o teste do pezinho. Juro que não estou exagerando, aconteceu exatamente isso comigo!!!!
Pra não ficar louca, no segundo dia do hospital conseguimos trocar para um quarto que tem uma ante-sala. É um pouco mais caro, mas se você puder vale a pena cada centavo. Aí funcionava melhor. O meu marido e a minha mãe recepcionavam as visitas na salinha enquanto eu amamentava a Luísa ou quando a enfermeira estava fazendo alguma coisa no meu quarto. Depois, quando tudo estava em ordem, eu abria a porta e circulava com os visitantes.
O que eu fico imaginando é como deve ser esse "terremoto" quando a mulher ficou 14 horas em trabalho de parto e está destruída...
Mas, apesar de tudo, é um momento que você nunca vai se esquecer. Tente aprender as dicas das enfermeiras sobre amamentação e aproveite. Afinal, você sonhou muito com esse momento de apresentar ao mundo seu amado filhotinho, não sonhou?

Roupas da maternidade

Hoje eu olho as minhas fotos de pijamas na maternidade e me sinto uma velha. Mas é difícil evitar, porque você precisa ter roupas que abram facilmente na frente por conta da amamentação. E têm que ser confortáveis.
Se você conseguir encontrar roupas mais moderninhas que permitam esse conforto, vá em frente. Os chinelos que eu comprei foram até de lojas legais, mas hoje lembro deles e vejo que eu realmente parecia uma velha... hehe... Como a Luísa nasceu no inverno, não dava pra usar vestidinhos, então não consegui fugir dos pijamas de seda e penhoares... Mas o ambiente dentro das maternidades costuma ser aquecido por causa dos bebês que circulam por lá, então não precisa comprar roupas muito quentes.
Quando você for visitar a maternidade, dê uma olhada nas mães que estão circulando pelos corredores e imagine-se naquela situação. Aí fica mais fácil escolher o que você quer. Só não se esqueça que as roupas normais não vão te servir porque depois que o bebê nasce você ainda parece estar grávida de 5 meses. Se tiver roupas bem confortáveis que usou durante a gestação e que estejam em ordem, pode ser uma opção.
Afinal, provavelmente será a primeira ocasião na sua vida em que você vai receber dezenas de visitas vestindo pijamas.

Ultrassom

Curta muito. E faça o possível para que seu marido possa te acompanhar em todos. Cada um é diferente do outro, e as emoções são muitas a cada exame. Ouvir o coraçãozinho bater, depois ver um feijãozinho se transformando em um "girininho" e depois em um serzinho com braços, pernas, dedinhos... descobrir o sexo, ver o bebê se mexendo e soluçando...
Enfim, é bom demais.
E, o mais importante, são exames essenciais para checar se está tudo bem com o bebê. Os exames são altamente modernos hoje em dia e detecta-se por eles todo tipo de problema, inclusive muitos que podem ser tratados ainda durante a gestação. Dá um friozinho na barriga sempre, lógico que dá. Mas o alívio de ver que está tudo bem compensa. E, se não estiver, vamos fazer o que for possível pra cuidar e bola pra frente!

Peito

A dor estranha nos seios foi o primeiro sinal que me fez desconfiar da gravidez. Nos três primeiros meses de gestação, doía tanto que não dava nem pra encostar. Depois melhorou. Mesmo sem ainda ter leite (o que só acontece com o estímulo após o nascimento do bebê), os seios tendem a ficar grandes (comparando-se com o tamanho normal), doloridos e mais pesados durante a gestação. Para dar um pouco mais de sustentação, eu usei sutiã direto desde o início da gravidez até mais ou menos 7 meses de vida da Luísa, porque ainda estava amamentando.
Para dormir, uma dica são os sutiãs tipo camiseta, que incomodam bem menos e você quase não os percebe. Depois que o bebê nasce, não dá para escapar dos sutiãs de amamentação, que são mais práticos. Mas também dá pra continuar usando os tipos camiseta, pra variar.
No início, depois do parto, você provavelmente vai ter que usar proteção, porque o leite costuma vazar mesmo. Meu peito ficou tão grande que eu parecia a Cicciolina (eu já tinha bastante antes). Nos primeiros dias, quando acontece a chamada descida do leite, fica duro e parece que vai explodir, e é preciso drenar (ou ordenhar, como dizem os médicos), para que ele não empedre e não cause uma mastite. Minha experiência: o que funcionou no início, como eu tinha muuuito leite e precisava esvaziar um pouco os seios, foram as chamadas "conchas" de amamentação. Elas servem tanto para ajudar a formar o bico como dão vazão ao leite. Só vazam na roupa se você deitar com elas ou se encher muito. Depois que começou a normalizar a produção do leite, passei a usar os absorventes da Johnson's, que funcionaram direitinho.
O que é um saco: ambos marcam a blusa se você estiver usando uma mais colada.

Cursos para gestante

Vale a pena. Eu e meu marido participamos de um curso promovido pela empresa em que eu trabalhava. Foi bem legal. Ali é possível tirar muitas dúvidas na hora com o especialista, além de entender melhor o que está acontecendo com o seu corpo. Fora isso tem a parte divertida da prática, que são as dicas de como dar banho, trocar a roupa do bebê etc. As maternidades e alguns laboratórios (como o Fleury) também oferecem cursinho, mas eu acabei não fazendo porque o oferecido pelo meu trabalho foi de graça (porém com profissionais qualificados).
É muito importante que o marido participe também. É uma forma de ele compreender o que está acontecendo com você e também para saber o que fazer em casos de emergência. Além disso, cria uma cumplicidade importante para o casal nesse momento tão gostoso de curtir.

Roupas na gravidez

Não se vista igual a uma elefanta grávida. Sei que tem horas que é mais confortável usar roupas largas, dá vontade de dar uma desencanada. Mas as roupas largonas deixam a gente gorda, e o charme da gravidez vai pro buraco. Depois você vai se olhar nas fotos e vai querer morrer.
E não é porque você engordou mais do que gostaria que precisa se vestir mal. Dá pra comprar roupas em lojas especializadas (tipo Zazou e Mami Gestante) que são bem bonitas. O problema é que em condições normais as peças custam o olho da cara. Se você conseguir pegar promoção de final de estação, vale a pena. Eu comprei calças sociais de grávida bem bonitas por menos de R$ 100.
A vantagem da moda atual é que as roupas larguinhas estão super na moda, então você consegue passar praticamente a gravidez toda com roupas compradas em lojas comuns. Batinhas e blusinhas largas ficam bem legais e vc pode compor com faixas e outras blusas por baixo. Calça é que fica mais complicado, porque no final da gravidez as calças comuns apertam muito a parte de baixo da barriga. Nesses casos vale usar fusôs e as tais calças de grávida com extensor de barriga.

Decoração do quarto

Cuidado para não sair comprando enfeites de decoração antes de saber qual será o tema do quarto do bebê. Senão você vai correr o risco de encalhar com vários enfeites que não tem nada a ver com a decoração do quarto ou que vão ficar exagerados. A dica é comprar primeiro os itens básicos (móveis, enxoval de berço e papel/decoração de parede). Por último compre os quadrinhos, abajures e outros penduricalhos, porque assim você tem condições de avaliar se ainda "cabem" na decoração ou não. Aí vai a outra dica: evite dar de presente artigos para decoração de quarto de outras crianças, a não ser que você tenha combinado previamente conforme o gosto da mãe.

Se você tiver tempo e disposição, pode comprar os acessórios da decoração do quarto em lugares diferentes, pesquisando melhor os preços. Como eu não tinha tempo e tinha condições financeiras de fazer, optei por comprar tudo em um lugar só. A desvantagem é que sai mais caro. A vantagem é que o quarto fica harmonioso e com tudo combinando. Eu nunca me esqueço do dia em que cheguei do trabalho e o quarto da Luísa, que havia sido montado à tarde, estava prontinho. Até a luz estava acesa, baixinha. Acho que foi uma das maiores emoções que tive durante a gravidez. O quarto da minha filha, modéstia à parte, ficou lindo lindo lindo. Do jeito que eu sempre sonhei.

domingo, 4 de maio de 2008

Fraldas e higiene

Fraldas e cocôs: se você não fizer um "chá de fraldas" e optar por comprar as suas (foi o meu caso porque eu não tinha espaço para guardar), aproveite pra fazer estoque nas promoções. Fique de olho nos anúncios de grandes supermercados e de lojas especializadas (como a Alô Bebê, minha preferida), que fazem excelentes promoções de vez em quando.
Minhas marcas preferidas: quando ela nasceu usei as fraldas tamanho RN (recém-nascido) da Turma da Mônica, e depois passei para a Pampers. Dica a partir da minha experiência: compre a Pampers verde, porque um dia resolvi experimentar a de embalagem vermelha, mais barata, e vazou tudo. Eu diria que este é um item que não compensa comprar pelo preço. Descubra a marca que melhor se adapta ao bebê - provavelmente a melhor não será a mais barata, acredite.
Aliás, enquanto a criança não estiver comendo papinha, o cocô vai dar trabalho mesmo. Tem dia que não há fralda que segure e a coisa vai subir até o pescoço. Então, sempre saia de casa com uma troca de roupa extra. Um dia vazou o cocô da Luísa no sofá da casa de uma amiga minha, quase morri de vergonha.
Depois que começar a comer fruta e papinha, o cocô imediatamente muda daquela pasta mole e meio verde/mostarda para uma consistência mais firme (os primeiros saem bem escuros, quase pretos, e bem duros. Isso também varia de acordo com a alimentação - se comer mamão, fica laranja e mais mole; se comer beterraba, fica vermelha).
PS. Não fique com nojo. Você vai perder essa frescura depois que o bebê nascer, pode ter certeza...

Kit higiene:
O que usei nos primeiros seis meses: shampoo (meu preferido é o da Johnson's que pode lavar corpo e cabeça), lenços umedecidos, pomada para assadura (a de melhor custo-benefício é mesmo a Hypoglós, apesar de haver outras boas no mercado - porém mais caras), cotonetes, algodão, toalha de banho e kit manicure (as unhas precisam ser cortadas toda semana, porque crescem rápido e o bebê acaba se arranhando). Higiapele: a pediatra da minha filha permitia o uso de vez em quando, mas isso varia bastante de pediatra para pediatra. Óleos também são permitidos para massagem tipo shantala.
Lenços umedecidos: você vai usar muito. Nos primeiros três meses, é recomendável usar apenas quando sair de casa, dê preferência pelo algodão com água morna. Mas depois dos três meses eu passei a usar também para fazer aquela primeira "limpeza" do cocô. Porque tem determinados cocôs que são uma coisa inexplicável, difícil imaginar que saem de seres tão pequenos e delicados... hehe... Então eu uso o lenço pra limpar o grosso e depois passo o algodão com água morna ou fria pra limpar. A dica para as compras é a mesma das fraldas: aproveite pra fazer estoque nas promoções, porque são caros. Há várias marcas boas, geralmente compro a que está com preço melhor. A única que eu não gosto porque é fininha demais é a Baby Wipes.

O que eu nunca usei:
-Termômetro de banheira. Eu ganhei um no chá de bebê, mas nunca usei. Como minha mãe passou comigo os primeiros 15 dias após o nascimento da Luísa, eu senti mais segurança e rapidamente aprendi com ela a sentir a temperatura da banheira com o cotovelo e a mão. Mas se você tiver insegurança na hora do banho e não tiver ninguém mais experiente pra te ajudar no início, o termômetro vai te dar mais segurança.
-Toalha fralda: é uma fralda de pano em tamanho maior. Me disseram que era para secar o bebê recém-nascido, mas eu nunca usei. Como eu tinha comprado toalhas de banho que tinham fralda por dentro, sempre usei essas toalhas.
-Trocador da banheira: a banheira da Luísa tinha trocador, mas eu sempre troquei no trocador do quarto dela. Se você não vai usar, aquilo acaba virando meio trambolho porque dá mais trabalho pra abrir e fechar se estiver com a criança no colo.

Achei que nunca ia usar mas é importante: o aspirador nasal. Você só vai saber que é útil no dia em que seu filho tiver o primeiro resfriado.

Só depois de 6 meses: perfume, protetor solar, hidratante e outros cremes. Cuidado com alergias, prefira os produtos sem álcool.

Orelhinha das meninas

Há diversas correntes a esse respeito. Tem pediatra que fala pra furar só quando a criança tiver 9 meses, tem gente que espera a menina crescer pra ela furar quando tiver (e se tiver) vontade. Eu sou da opinião de que quanto antes, melhor. Furei a orelha da Luísa quando ela tinha uma semana de vida. Foi tão rapidinho que eu nem sabia se ela estava chorando de fome ou de dor. Depois que a criança cresce, você já sabe exatamente quando o choro é de dor, e além disso eles ficam bem mais manhosos, e aí você vai morrer de dó. O importante é fazer com um profissional de confiança e com uma peça de ouro. Uma enfermeira da maternidade São Luiz (onde a Luísa nasceu) veio em casa e furou a orelhinha dela de acordo com os pontos certos da acupuntura. Não inflamou nadinha. Único cuidado é passar o álcool 70º por uma semana. E também não compre brincos que tenham o pininho muito comprido pra não machucar o pescoço quando a criança estiver de lado ou mamando. Há brincos específicos pra recém-nascidos. E é bom deixar pelo menos dois meses sem tirar o primeiro brinco antes de trocar por outro (dica da enfermeira).

Babá eletrônica

Outra dúvida cruel: compro ou não compro? Minha experiência: uma amiga comprou pra ela e, como não usava, me emprestou a dela para que eu fizesse o teste.
A questão é a seguinte: se você colocar a babá eletrônica no seu quarto, enquanto o bebê dorme no quarto dele, você não vai conseguir ter qualidade nem nas duas horas de sono que você tem no intervalo entre as mamadas. Você e seu marido vão acabar ficando loucos porque vão acordar a cada mexidinha do bebê - e eles costumam se mexer bem à noite. No meu caso, como o quarto da Luísa é próximo ao meu e os choros dela são realmente altos, preferi ter meu ouvido como babá eletrônica. E sempre funcionou. Sempre ouvi os choros e aí ia pro quarto dela.

Quando a babá eletrônica funciona: de dia, quando você deixa o bebê no quarto e está no escritório ou na cozinha lavando a louça, por exemplo. De dia há mais barulhos na rua e na sua própria casa, então se você está longe do bebê pode ser que você não escute. O mesmo serve para a babá (a de verdade). Se ela está sozinha com o bebê em casa e está no quarto dela ou lavando a roupa do bebê, vale deixar a babá eletrônica ligada pra ela ouvir quando a criança acorda.

Carrinho de bebê

Eis um item que deve ser escolhido depois de muita pesquisa. Há vários modelos disponíveis nas lojas e você terá muitas dúvidas sobre essa compra. Há modelos que são confortáveis para os pais, porque ocupam menos espaço no porta-malas do carro, e há aqueles que são confortáveis para a criança. Eu, particularmente, fiquei com a segunda opção e não me arrependo. Fico até com dó de ver aqueles carrinhos pequenos de passeio em que a criança fica praticamente na diagonal, pendurada pelo cinto de segurança. Se tirar o cinto, ela escorrega direto para o chão. Esses carrinhos também não costumam deitar muito, então a criança fica toda torta quando cai no sono.

Minha experiência: um amigo nosso trouxe dos EUA um carrinho da Chicco - parênteses: pagamos quase R$ 1.000 a menos do que custa no Brasil. Se você tiver a oportunidade de viajar ou puder encomendar para alguma pessoa de maior intimidade (afinal é uma encomenda "trambolho'), vale muuuuito a pena. Voltando, compramos o carrinho com o bebê-conforto, daquele modelo maior que não fecha igual guarda-chuva. Confesso que ele é mesmo um trambolho que ocupa a maior parte do porta-malas, mas é muito leve para empurrar e o bebê fica muito confortável nele. Quando a Luísa cai no sono no meio do passeio, o encosto deita todo pra trás e ela dorme até de lado. O bebê-conforto também é item indispensável para os primeiros meses. A Luísa ficava nele a maior parte do dia, no comecinho. Ficava mais confortável e "encaixadinha" ali do que no próprio berço. Dica: é importante que o bebê-conforto venha com o encaixe do carro, porque assim você só vai precisar comprar cadeirinha de carro depois que a criança tiver uns 9 quilos.

- Se quiser comprar o carrinho modelo "guarda-chuva", aquele que tem duas alças separadas, experimente fazer o teste com o carrinho de algum conhecido. Eu, particularmente, experimentei o de uma amiga (era da Peg Perégo) e não gostei (empurrei na rua com a filha dela dentro, o que é diferente de testar o carrinho vazio na loja). Eu achei que ele trepida mais que o outro nas calçadas e é mais chato de empurrar, porque você tem que segurar com as duas mãos.
- De qualquer forma, é bom testar, antes de comprar, se o carrinho cabe no porta-malas.

Feiras do Bebê

É uma ótima dica para o começo da gravidez para você começar a se familiarizar com os termos desse mundo novo (bebê conforto, body, cueiro, fralda de boca...) e também ter noção de coisas que você vai querer comprar mais para frente - e preços também. Mas aguarde a próxima feira para fazer o enxoval (em São Paulo elas acontecem a cada trimestre mais ou menos, o que significa que acontecerão pelo menos três enquanto você estiver grávida).
Dicas:
- Há coisa boa mas há também porcaria nas feiras. O que é barato e vale a pena: roupinhas básicas (body, macacão, "mijãozinho" (que é aquela calça com pezinho), meias. Como são peças que a criança não vai usar por muito tempo, porque cresce rápido, não vale gastar muito dinheiro com elas. Não se preocupe porque você vai ganhar muita coisa de boa qualidade, então evite gastar todo o seu dinheiro com roupas para os primeiros três meses.
- O que vale a pena pagar um pouco mais caro: fraldas de pano e de boca, conjunto de lençol para o berço e toalha de banho. São itens que não variam de tamanho e você usa muito. Se comprar coisa porcaria, as primeiras lavadas na máquina tratarão de destruir tudo. Há lojas nessas feiras que vendem produtos a preço de atacado e são de qualidade melhor. Vale procurar.
- Carrinhos, bebê-conforto, brinquedos de marca: em geral os preços são iguais ao das lojas de varejo, então vale pesquisar bastante antes de comprar.

Compras

Antes de mais nada, evite sair correndo às compras assim que der positivo no teste de gravidez. Os três primeiros meses são delicados e não custa ter um pouquinho de calma. É lógico que é difícil evitar de comprar uma roupinha ou um brinquedinho. Mas vá com calma. Você terá bastante tempo pra fazer as compras, montar o quarto... Além do mais, fica muito mais gostoso sair às compras depois que você sabe o sexo da criança.
Com quatro meses vale começar a escolher a decoração do quarto, porque são produtos feitos por encomenda e demoram pra chegar. O restante você vai comprando aos poucos a partir daí. O recomendável é que o quarto esteja pronto entre o sétimo e o oitavo mês, porque se o pequenino resolver chegar antes da hora, você já está tranquila.
Por isso também vale a dica de não deixar tudo para o final. Tenho várias amigas que no último mês de gravidez estavam fazendo mudança no apartamento. Eu mesma estava terminando reforma em casa, fazendo pós-graduação, trabalhando... Isso torna a vida da gente uma loucura, porque no finalzinho a barriga cansa muito e você já não tem mais o mesmo pique - e nem pode se esforçar demais. Algumas mulheres, inclusive, precisam ficar de repouso nessa fase final e, se as coisas não estiverem prontas, a ansiedade e o nervosismo vão triplicar.
Quanto às roupas, tenha certeza que você vai ganhar muita coisa, inclusive no primeiro mês de vida da criança. O que eu acho que vale comprar do seu gosto: as roupinhas que o bebê vai usar na maternidade. Eu fiz e refiz a mala da Luísa umas 30 vezes.