segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A fase do "só quero a minha mãe"

A Luísa teve uma fase difícil no aspecto sociabilização. Entre os 9 e os 12 meses, mais ou menos, foi uma fase em que eu parecia ser a única pessoa ao redor. Ela ficava muito grudada em mim, nem mesmo com o pai queria ficar direito. Com outras pessoas também não tinha muita aproximação, a exceção da minha mãe. Com homens, então, sempre foi um problema, não sei se por causa do tom de voz. Coitado do meu irmão, que adora crianças, e ficava super chateado porque a Luísa tinha medo dele.
Mas essa fase mudou bastante depois que ela completou um ano. Agora ela já se joga no colo de algumas pessoas (às vezes dentro de um supermercado ou uma loja, por exemplo) de um jeito que nem eu consigo tirar. Agora ela já vai bem com o meu irmão e outras pessoas também. Isso me deixou bem mais feliz, porque antes eu me sentia um pouco envergonhada ou chateada com ela por ser tão anti-social, ficava tentando arrumar explicações - "ah, não liga, ela está com sono ou com fome ou o dente está nascendo..."
Mas outro dia li algo bem interessante sobre esse assunto em um livro sobre bebês. Ali explicava que esta fase da criança é bastante normal, e que nós adultos tendemos a não respeitar. Ou melhor, que nós ficamos chateados pensando no adulto que foi "ignorado", mas não nos preocupamos com o bebê e seu direito de não querer ir ao colo de alguém estranho ou quando não está a fim. Me senti até um pouco culpada e enchi a Luísa de beijos depois de ler isso.

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