segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Babá dormindo em casa

Semana passada minha amiga Cris, grávida do Pedrão, me perguntou como foi meu esquema com babá quando a Luísa nasceu. Vou copiar aqui o que escrevi pra ela, porque pode ser útil para outras pessoas.
Bom, essa história de babá é uma novela. Eu sempre tive babá dormindo em casa, desde o começo. No início, tinha uma empregada diária também, depois fiquei só com uma faxineira duas vezes por semana (a babá dava uma geral na casa nos outros dias) e agora estou com empregada diária de novo. Olha, cada caso é mesmo um caso, porque depende muito de como é a mãe e como é o bebê. No começo, você não sabe nem o que você espera da babá, porque vc não tem experiência com nada. Depois é que vc vai pegando as manhas. Em casa, a babá veio qdo a Luísa tinha 15 dias, porque minha mãe ficou comigo nos primeiros 15.
Algumas considerações:
- Quando a Luísa nasceu, eu tinha muito ciúme da babá e não gostava que ela ficasse pegando muito. Como eu amamentei bastante tempo, também não precisava que ela preparasse mamadeira, essas coisas. Como era tudo começo, eu também gostava de dar banho, trocar... enfim, a gente revezava um pouco.
No que ajudava muito ter babá: - ela cuidava de tudo o que era periférico: roupas da Luísa estavam sempre limpinhas, fraldas, algodão, água morna, tudo sempre reposto
- quando eu queria dar uma saída pra qualquer coisa, deixava a Luísa com ela e saía
- qdo eu estava grávida, uma amiga me dizia que o bom de ter babá dormindo em casa é que você pode dar mamá pro nenem e deixar a babá pra fazer arrotar. Eu falava isso pro meu marido e ele dizia que era frescura. Só que, naqueles dias em que seu bebê emenda uma mamada na outra (ou seja, fica três a quatro horas acordado direto de madrugada, chorando ou querendo colo), vc não tem idéia de como é bom ter alguém pra ficar lá enquanto vc descansa um pouco. Às vezes você está um caco e só o que você quer é dar o peito e voltar pra cama.
Nem sempre eu acordava a babá de madrugada, mas quando eu estava cansada, eu a chamava. Sempre quem levantava primeiro era eu (porque eu pulava da cama na hora e saía correndo, não adiantava). Como os maridos trabalham no dia seguinte (a não ser aqueles que têm horário flexível), acaba sobrando sempre pra mãe, especialmente nos primeiros meses.
- a babá dormia no quarto dela, não no da Luísa. Preferimos assim pra não perdermos a liberdade, especialmente o Luiz. Mas conheço várias pessoas que preferem que a babá durma no quarto do bebê. Quando a gente está amamentando, não tem jeito, a gente tem que levantar mesmo, então a babá não consegue resolver as coisas sozinha (a não ser que não seja horário das mamadas). Eu não coloquei babá eletrônica, porque eu ouvia qualquer chorinho do quarto e levantava. Mas em geral a Luísa só levantava quando era hora de mamar, mesmo, então tinha que ser eu. Graças a Deus ela teve muito pouca cólica.
- eu tinha muito receio dessa coisa de ter uma pessoa estranha dormindo, vivendo na minha casa. Mas é o preço que depois você precisa pesar na balança. Essa parte ruim é compensada pelo fato de que nós conseguimos manter a nossa vida de casal com menos cansaço. Tenho uma amiga que não tem babá e nem empregada diariamente, e dá conta sozinha (só que não faz absolutamente nada pra ela). Mas ela tem sogra e mãe na cidade, então ela tem com quem deixar o filho quando vai sair. Eu, como não tenho ninguém pra contar, não tive muita alternativa (e, lógico, graças a Deus tinha condições de pagar uma babá). Com a babá, a gente saía pra jantar de vez em quando, dávamos as nossas voltinhas. Eu dava a última mamada da noite (às 22h, mais ou menos) e saíamos depois disso, porque aí ela só acordava umas 3 ou 4 da manhã.
- A gente também achava que não queria babá em casa aos finais de semana, porque perderíamos a liberdade em casa, de novo a mesma história. Mas isso foi só na primeira semana que ficamos sozinhos. Mudamos de idéia. Não é pelo trabalho que o bebê dá (porque nos primeiros meses ele mama e dorme, o trabalho é trocar, amamentar e dar banho), mas o problema é por ficarmos presos sem podermos ir a um cinema, jantar fora, sair com os amigos, essas coisas. Contratar folguista acaba saindo mais caro.
Mas, de novo, cada casal tem seu ritmo. De repente você vê que não precisa ter ninguém aos finais de semana, só vai saber testando.

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