quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tenha vida própria

Vou contar o modelo de horários de mamadas que segui quando a Luísa nasceu, sob orientação da pediatra, e que me permitiu ter vida própria desde a primeira semana do nascimento dela. Evidentemente, isso depende muito do perfil de cada pessoa, mas no meu caso eu estava determinada e funcionou muito.
O esquema é o seguinte: a amamentação acontecia de três em três horas, contadas a partir do início de cada mamada. As variações eram de no máximo meia hora para baixo (se estivesse berrando muito) ou para cima (se estivesse dormindo ou voltando do pediatra). Ou seja, quando o bebê terminou de mamar, você tem pelo menos uma hora para sair para a rua fazer qualquer coisa, por mais guloso que seja seu filho. Se a criança está chorando uma hora depois de ter mamado, não é fome. É fralda suja, ou calor, ou frio, ou cólica, ou qualquer outra coisa. Ou seja, nada que a babá ou sua mãe ou seu marido não possam resolver tanto quanto você.
Quase todos os dias, de manhã ou à tarde, eu deixava a Luísa com a babá logo depois que eu terminava de dar o peito e saía pra fazer alguma coisa na rua: supermercado ou manicure ou correio ou qualquer coisa para sair de casa um pouco e dar uma volta a pé, movimentar o corpo e a cabeça. Muitas amigas minhas, mesmo com babá em casa, ficaram presas ao choro do bebê e davam o peito todas as vezes que ele chorava. A vida virou uma prisão e o desgaste torna-se imenso para a mãe. E esse sentimento não é bom pra ninguém. Se você fica sozinha em casa com a criança a maior parte do tempo, tente combinar com seu marido ou sua mãe para conseguir dar uma volta sozinha pelo menos uma ou duas vezes por semana, nem que seja no sábado ou domingo.
Depois de um mês, comecei a dar caminhadas de uma hora no parque. Isso tudo foi fundamental para minha recuperação física e mental. Nunca fui uma mãe estressada por conta disso.
Achar esse tempinho pra você é fundamental, vai por mim.

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