segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A fase do "só quero a minha mãe"

A Luísa teve uma fase difícil no aspecto sociabilização. Entre os 9 e os 12 meses, mais ou menos, foi uma fase em que eu parecia ser a única pessoa ao redor. Ela ficava muito grudada em mim, nem mesmo com o pai queria ficar direito. Com outras pessoas também não tinha muita aproximação, a exceção da minha mãe. Com homens, então, sempre foi um problema, não sei se por causa do tom de voz. Coitado do meu irmão, que adora crianças, e ficava super chateado porque a Luísa tinha medo dele.
Mas essa fase mudou bastante depois que ela completou um ano. Agora ela já se joga no colo de algumas pessoas (às vezes dentro de um supermercado ou uma loja, por exemplo) de um jeito que nem eu consigo tirar. Agora ela já vai bem com o meu irmão e outras pessoas também. Isso me deixou bem mais feliz, porque antes eu me sentia um pouco envergonhada ou chateada com ela por ser tão anti-social, ficava tentando arrumar explicações - "ah, não liga, ela está com sono ou com fome ou o dente está nascendo..."
Mas outro dia li algo bem interessante sobre esse assunto em um livro sobre bebês. Ali explicava que esta fase da criança é bastante normal, e que nós adultos tendemos a não respeitar. Ou melhor, que nós ficamos chateados pensando no adulto que foi "ignorado", mas não nos preocupamos com o bebê e seu direito de não querer ir ao colo de alguém estranho ou quando não está a fim. Me senti até um pouco culpada e enchi a Luísa de beijos depois de ler isso.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Teatro e cineminha

Os eventos infantis geralmente são recomendados para crianças maiores de dois anos, mas mesmo assim eu arrisquei levar a Luísa para ver o teatro do Cocoricó. Foi recomendado por uma outra mãe, que tem uma bebê da idade da Luísa e que havia levado a filha - e tinha dado tudo certo. E realmente foi um barato. A Luísa não deu trabalho algum. Conseguimos ingressos na segunda fila, então não tinha muito foco de dispersão (lá no fundo tinha mais barulheira de criançada em albuns momentos). Ela ficou sentadinha o espetáculo todo, bem atenta. Algumas crianças ficaram com medo no comecinho, porque tem uns barulhos mais fortes, mas ela não chorou não. O engraçado foi que, nos últimos cinco ou dez minutos, ela dormiu no meu colo. A peça acabou, todos aplaudiram e fechou a cortina. De repente a Luísa despertou no meu colo e começou a bater palmas. Do nada. Morremos de rir.
Uma semana depois tivemos outra experiência que também deu certo. Fomos ao Aquário de São Paulo, no Ipiranga (belo programa para a criançada) e ali tem um filminho/desenho em 3D que dura 20 minutos. Não coloquei os óculos 3D nela, porque eram grandes (e acho que ela não deixaria também), mas assistiu mesmo assim, até o fim, sem dar trabalho.
Recomendo muito os dois programas!!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Desenhos, músicas e DVDs

O que Luísa mais gosta, desde pequena:

- Desenhos do Discovery Kids. Assiste desde uns dois meses de idade, quando ficava quietinha na minha cama assistindo. São desenhos bonitinhos, coloridos, educativos e sem violência, bem próprios para crianças bem pequenas. Os MEUS preferidos: Charlie e Lola, Pinky Dinky Doo e Backyardigans.
- DVDs bem legais:
Cocoricó: são imbatíveis. Divertidos, só com músicas, Luísa ama. "Cocoricó" virou palavra mágica pra babá conseguir tirar a Luísa de mim, para ter uma idéia. Ela para em frente à TV e fica vidrada, dançando. Eu é que peguei trauma. Às vezes acordo de madrugada cantando: "Está na hora do Cocoricó, está na hora da Turma do Júlio..."
Palavra Cantada: valem a pena tanto os CDs como os DVDs de Sandra Peres e Paulo Tatit. As composições são ótimas, arranjos musicais excelentes, a voz deles uma delícia, e sempre cantam com crianças convidadas. O CD Cantigas de Roda remete a músicas da nossa infância, sensacional pra cantarmos junto com eles.
Lendas Brasileiras: bonecos representam histórias cantadas por Ana Carolina, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Alceu Valença, Zé Ramalho entre outros. Bem legal.
Xuxa Só Para Baixinhos: confesso que eu tinha um certo preconceito (meu marido tem até hoje), até porque a qualidade musical deixa bem a desejar. Mas os DVDs que a Xuxa fez para crianças são legais, sim, até porque as crianças gostam de assistir quando há outras crianças no vídeo. E, nesta fase até um ano e pouco, elas preferem assistir a vídeos com música do que histórias. Há vários clipes educativos e a Luísa já imita coisas do "tipo mão na cabeça", "mãos para baixo" etc.

Músicas: Desde que a Luísa nasceu, eu colocava no quarto dela músicas clássicas de CDs especiais para bebês, e ela sempre gostou. Depois comprei o do Palavra Cantada e outro que eu adoro que é o Adriana Partinpim, da Adriana Calcanhoto. Entre outras, tem aquela "Fico assim sem você", linda versão da música do Claudinho e Bochecha.

100 promessas

Quando eu estava grávida, ganhei de uma amiga o livro "100 promessas para o meu bebê" (ed. Sextante), de Mallika Chopra (filha de Deepak Chopra, guru indiano da administração). Com mensagens muito positivas, o livro provoca uma reflexão sobre a importância dos vínculos afetivos e espirituais entre pais e filhos, a partir da história pessoal dela com as filhas. Um belo presente.
Eu gosto dessa parte:
Prometo ajudar você a saber que estaremos sempre unidas.
Haverá momentos em que você se sentirá assustada, sozinha, triste, e eu não estarei por perto para abraçá-la. Não poderei niná-la nem secar suas lágrimas, cantar uma canção ou cobri-la de beijos para fazê-la voltar a sorrir.
Haverá momentos em que alguém dirá coisas que irão magoá-la, e eu não estarei ao seu lado para confortá-la, dizendo que muitas vezes as pessoas descarregam nos outros suas inseguranças e frustrações.
E também haverá momentos em que não serei capaz de identificar suas carências apenas olhando-a ou ouvindo o tom do seu choro.
Mas saiba que você nunca estará só e que sempre estarei presente. Quando precisar de mim e não estivermos fisicamente próximas, concentre-se no seu coração, e você sentirá minha presença ao seu lado. E se lembrará do calor do meu abraço, do som da minha voz, e saberá o quanto eu a amo.
Estamos ligadas para sempre e nunca mais nos sentiremos verdadeiramente sós.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dicas para comer melhor

A revista Crescer de novembro/2008, em uma edição especial de 15 anos, traz algumas dicas interessantes para o dia-a-dia com o bebê, desde como fazer seu filho comer sem sofrimento, como viver bem com os avós, como lidar com o choro, sono, babás etc. Vale dar uma olhada.
Eu vou reproduzir aqui as 10 dicas em relação à alimentação para depois que o bebê começa a comer comidinha, ou seja, depois dos seis meses:
1. Respeite os horários das refeições. Nem sempre é fácil cumprir o cronograma, mas é importante manter uma rotina. A criança deve se alimentar seis vezes por dia (café-da-manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, lanche). Quanto mais ela estiver acostumada a essa rotina, melhor ela irá comer.
2. Dê o exemplo. Não pense que vai criar um filho fã de frutas e verduras se você só come no fast food.
3. Não faça malabarismos. a driançada precisa aprender que comer é importante e gostoso. Ela precisa experimentar e sentir o sabor dos alimentos. Aviõezinhos, brinquedos e televisão acabam distraindo a criança daquilo que ela deveria fazer. Segundo pesquisas, esse é um passo grande para a obesidade.
4. Desenvolva o gosto de sentar-se à mesa. Quando a família estiver em casa, aposte em refeições coletivas. Seu filho vai associar a hora de comer à satisgação da convivência com a família, e ainda vai aprender a se comportar à mesa.
5. Comer = prazer. A hora da refeição deve ser séria, mas não rígida. Tudo bem deixar seu filho comer na sala uma vez ou outra.
6. Não transforme guloseimas em prêmio. Aquela famosa frase "se você comer tudo, ganha a sobremesa!" deve ser riscada do seu repertório. Caso contrário, a criança associa o que está comendo a um sacrifício.
7. Inclua-o na preparação da refeição. Peça a seu filho qeu ajude a separar os ingredientes e colocá-los dentro da panela, arrumar a mesa etc. Ele vai ficar ansioso para provar as delícias que fez.
8. Um cardápio para todos. Depois que seu filho passar da fase da papinha, pode comer a mesma comida da família, com o tempero da casa.
9. Considere a diferença entre lanche e refeição. Café-da-manhã, almoço e jantar são as refeições maiores e não devem ser substituídas por lanches, a não ser em dias especiais.
10. Faça uma horta. Plante tudo que o tamanho do seu quintal permitir ou use vasinhos de tempero. Seu filho vai adorar regar a planta, vê-la crescer, colher e, claro, comer tudo!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

As bagunças

A Luísa está em uma fase incrível. Estamos enlouquecidos por ela, cada dia mais. Impressionante como um serzinho pode mudar tanto em tão pouco tempo. Nos dois últimos meses (ela vai fazer 1 ano e 3 meses no dia 10 de novembro), o desenvolvimento foi absurdo.
É muito surpreendente a capacidade de entendimento de uma criança nessa idade. Para quem acabou de nascer, vê-la me imitando digitando no computador e mexendo no mouse parece coisa de outro mundo (pelo amor de Deus, não comparem a Luísa com a Maísa, aquela adultinha encarnada em uma criança). A Luísa pede o DVD que quer assistir, muda a TV de canal com o controle remoto e depois vem me trazer pra consertar as besteiras que ela sabe que fez. Pega meu celular e mexe tanto nas teclas que acaba ligando pra todo mundo. Coitada da Adriana, a primeira da lista, que recebe ligações todos os dias. Meu irmão também entrou no msn outro dia e perguntou: "Rô, a Luísa estava com o seu celular hoje de novo?" rsrs. Ela imita a empregada e fica passando pano no chão e nas paredes. Hoje também foi engraçado: entrei no lavabo e ela tinha picotado metade do rolo de papel higiênico e, o interessante, tinha jogado todos os papeizinhos picados no lixinho do banheiro.
Essa fase é aquela do mundo encantado dos armários e gavetas. Abre tudo, joga tudo no chão, esconde as coisas nos lugares mais inusitados. Tira todos os livros da estante e joga no chão.
Mas eu rezo todos os dias pra essa fase demorar a passar. É bom demais, é insano esse sentimento. O único conselho que vale é: curtir muito cada momento e registrá-los, porque daqui a pouco chegam outras novidades e a gente já esquece das bagunças do dia anterior.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Babá dormindo em casa

Semana passada minha amiga Cris, grávida do Pedrão, me perguntou como foi meu esquema com babá quando a Luísa nasceu. Vou copiar aqui o que escrevi pra ela, porque pode ser útil para outras pessoas.
Bom, essa história de babá é uma novela. Eu sempre tive babá dormindo em casa, desde o começo. No início, tinha uma empregada diária também, depois fiquei só com uma faxineira duas vezes por semana (a babá dava uma geral na casa nos outros dias) e agora estou com empregada diária de novo. Olha, cada caso é mesmo um caso, porque depende muito de como é a mãe e como é o bebê. No começo, você não sabe nem o que você espera da babá, porque vc não tem experiência com nada. Depois é que vc vai pegando as manhas. Em casa, a babá veio qdo a Luísa tinha 15 dias, porque minha mãe ficou comigo nos primeiros 15.
Algumas considerações:
- Quando a Luísa nasceu, eu tinha muito ciúme da babá e não gostava que ela ficasse pegando muito. Como eu amamentei bastante tempo, também não precisava que ela preparasse mamadeira, essas coisas. Como era tudo começo, eu também gostava de dar banho, trocar... enfim, a gente revezava um pouco.
No que ajudava muito ter babá: - ela cuidava de tudo o que era periférico: roupas da Luísa estavam sempre limpinhas, fraldas, algodão, água morna, tudo sempre reposto
- quando eu queria dar uma saída pra qualquer coisa, deixava a Luísa com ela e saía
- qdo eu estava grávida, uma amiga me dizia que o bom de ter babá dormindo em casa é que você pode dar mamá pro nenem e deixar a babá pra fazer arrotar. Eu falava isso pro meu marido e ele dizia que era frescura. Só que, naqueles dias em que seu bebê emenda uma mamada na outra (ou seja, fica três a quatro horas acordado direto de madrugada, chorando ou querendo colo), vc não tem idéia de como é bom ter alguém pra ficar lá enquanto vc descansa um pouco. Às vezes você está um caco e só o que você quer é dar o peito e voltar pra cama.
Nem sempre eu acordava a babá de madrugada, mas quando eu estava cansada, eu a chamava. Sempre quem levantava primeiro era eu (porque eu pulava da cama na hora e saía correndo, não adiantava). Como os maridos trabalham no dia seguinte (a não ser aqueles que têm horário flexível), acaba sobrando sempre pra mãe, especialmente nos primeiros meses.
- a babá dormia no quarto dela, não no da Luísa. Preferimos assim pra não perdermos a liberdade, especialmente o Luiz. Mas conheço várias pessoas que preferem que a babá durma no quarto do bebê. Quando a gente está amamentando, não tem jeito, a gente tem que levantar mesmo, então a babá não consegue resolver as coisas sozinha (a não ser que não seja horário das mamadas). Eu não coloquei babá eletrônica, porque eu ouvia qualquer chorinho do quarto e levantava. Mas em geral a Luísa só levantava quando era hora de mamar, mesmo, então tinha que ser eu. Graças a Deus ela teve muito pouca cólica.
- eu tinha muito receio dessa coisa de ter uma pessoa estranha dormindo, vivendo na minha casa. Mas é o preço que depois você precisa pesar na balança. Essa parte ruim é compensada pelo fato de que nós conseguimos manter a nossa vida de casal com menos cansaço. Tenho uma amiga que não tem babá e nem empregada diariamente, e dá conta sozinha (só que não faz absolutamente nada pra ela). Mas ela tem sogra e mãe na cidade, então ela tem com quem deixar o filho quando vai sair. Eu, como não tenho ninguém pra contar, não tive muita alternativa (e, lógico, graças a Deus tinha condições de pagar uma babá). Com a babá, a gente saía pra jantar de vez em quando, dávamos as nossas voltinhas. Eu dava a última mamada da noite (às 22h, mais ou menos) e saíamos depois disso, porque aí ela só acordava umas 3 ou 4 da manhã.
- A gente também achava que não queria babá em casa aos finais de semana, porque perderíamos a liberdade em casa, de novo a mesma história. Mas isso foi só na primeira semana que ficamos sozinhos. Mudamos de idéia. Não é pelo trabalho que o bebê dá (porque nos primeiros meses ele mama e dorme, o trabalho é trocar, amamentar e dar banho), mas o problema é por ficarmos presos sem podermos ir a um cinema, jantar fora, sair com os amigos, essas coisas. Contratar folguista acaba saindo mais caro.
Mas, de novo, cada casal tem seu ritmo. De repente você vê que não precisa ter ninguém aos finais de semana, só vai saber testando.

Noites mal dormidas...

Apesar de a Luísa ser uma criança calma e super bacana, o sono dela (ou o nosso) sempre foi uma questão que nos deu um pouco de trabalho. Sempre acordou à noite, e em algumas fases (por volta dos 8, 9, meses até 1 ano) ela só queria dormir no meu quarto. Se ela acordasse de madrugada e eu aparecesse no quarto dela, pronto. Ou eu acabava levando pra dormir no meu quarto, depois de todas as tentativas de fazê-la dormir, ou deitava junto com ela na cama no quarto dela. Essa fase foi bem desgastante, e eu fiquei muito cansada porque não conseguia achar uma solução. A pediatra sempre recomendou: NUNCA leve para o seu quarto e evite dar mamadeira de madrugada. Mas, vou dizer, por mais que eu tente fazer tudo certinho, respeitar horários, etc, chegou uma fase em que eu me rendi.
Quando percebi que estava ficando demais essa manha, voltei a dar os "choques" de deixá-la chorando no quarto sozinha até dormir de novo. Não é nada fácil para os pais, porque um minuto de choro parece que são 20. Mas depois de alguns dias ela de fato desistiu e começou a dormir sozinha de novo.
Não sei se foram esses "choques" ou se é questão de fase, mas faz mais ou menos um mês - agora ela está com 1 ano e 2 meses - que tudo começou a ficar mais calmo. Duas coisas mudaram bem no ritmo dela: 1) ela começou a dormir mais tarde, por volta de 9h30 da noite (antes capotava umas 20h); 2) eu já consigo dar a mamadeira nesse horário, em vez de dar mamadeira entre 22h30 e 23h ,como eu fazia até pouco tempo. Mesmo mamando mais cedo, ela começou a dormir até de manhã. Ela tem dormido a noite toda e acorda sempre no mesmo horário, às 6h30 da manhã. Daí dou a mamadeira e geralmente ela dorme de novo até umas 9h, quando dou o café da manhã. Ou seja, tudo tem reinado em paz e as noites têm sido bem mais tranquilas. Rezo para que continuem assim!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Um bebê em Buenos Aires 4

O real está muito valorizado frente ao peso argentino, então Buenos Aires está uma maravilha para compras. E há lojas de roupas de bebê muito bacanas que, comparadas aos preços das lojas de marca no Brasil, estão baratésimas. Recomendo Mimo & Co, Cheeky - ambas são bem moderninhas, com cores diferentes e estão em vários shoppings. Também faço questão de registrar duas lojinhas que eu descobri em Palermo Soho: a Pitocatalán (r. Armenia, 1806) - peguei essa loja em final de liquidação de inverno, quase surtei -, e a Zuppa. Aliás, nessa região de Palermo Soho há várias outras lojas de roupas infantis super legais feitas por estilistas locais.
Tem também um quiosque muito fofo no shopping Buenos Aires Design, na Recoleta, que se chama Gato Tomás, com roupas de malha bordadas em estampa exclusiva da marca.
Essas lojas mais exclusivas não são baratas para os argentinos, mas em comparação com o Brasil ainda assim valem a pena. Se pegar época de liquidação, então, prepare-se para enlouquecer.

Um bebê em Buenos Aires 3

Um ponto que eu me esqueci de comentar: a comida da neném. Levei de SP uns quatro ou cinco potinhos de comidinha da Nestlé para garantir as primeiras refeições da Luísa. Deixei o restante para comprar por lá, já que tinha certeza que encontraria facilmente nos supermercados. Pois é, caí do cavalo. Não encontrei papinha da Nestlé em lugar nenhum em BAs. Em um dos supermercados, o Coto, me disseram que não tinham esse produto há uns 2 anos.
A minha sorte é que a Luísa é boa de garfo e que, com 1 ano, já está liberada para comer de tudo, então conseguimos nos virar bem. Comeu arroz chinês (que vem presunto, ovo e ervilha), nuggets do Mc Donalds, pão com hamburguer, batata frita e até risoto de camarão. Nos lanchinhos ia de Danoninho, pão de queijo, sucos, outros pães, enroladinho de presunto e queijo e o que tivesse à mão. Deu tudo certo. À noite pedíamos para o pessoal do hotel preparar uma sopinha de legumes com carne ou frango.
Creio que para um bebê de 7 ou 8 meses, que ainda não está liberado para comer de tudo, essa questão na viagem seja um pouco mais complicada. E detalhe: uma moça que viajou com a gente no avião, que estava com uma bebê de 8 meses, disse que não permitiram que ela levasse potinhos da Nestlé na bagagem, teve que deixar tudo na alfândega. Eu passei sem problemas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um bebê em Buenos Aires 2

Passeios - o que eu não poderia deixar de registrar:
- Eu tinha lido em um site que em Buenos Aires as calçadas não eram muito receptivas a carrinhos de bebê, mas, para quem vive em São Paulo, achei tudo uma maravilha. Há rampas em praticamente todas as esquinas (levamos o carrinho dela aqui do Brasil, o grande mesmo, que acho mais confortável para ela dormir durante os passeios do que aqueles carrinhos modelo guarda-chuva que são práticos para a mãe mas que deixam a criança toda pendurada).
- Na primeira vez que eu fui a Buenos Aires, com uma amiga, não havia reparado que havia tantos bebês por lá. E desta vez descobri que os argentinos de uma forma geral gostam muito de crianças. A Luísa fazia sucesso por onde passava: lojas, restaurantes, parques, sempre havia gente parando pra brincar com ela. E em nenhum restaurante recebemos cara feia pelo fato de a Luísa fazer aquela imundície de comida debaixo da mesa. Muito pelo contrário, eles diziam que não precisávamos nos preocupar.
- Há muitos parques e praças em Buenos Aires, então é uma delícia parar no meio de um passeio e deixar a criança ficar se divertindo com os muitos cachorros grandes e pombos que existem por lá. Como a Luísa já está andando, foi ainda mais legal, porque pudemos deixá-la no chão com menos preocupações do que quando ela só engatinhava.
- O zoológico de BAs fica no meio da cidade, no bairro de Palermo, e vale super a pena. A bebê adorou, ficou louca com os bichos. Eu nunca a havia levado em um zoológico, e foi a nossa diversão ver as reações dela no parque.
- Próximo ao zoológico ficam outros parques muito legais pra passear, como o Jardim Japonês (é lindo, não deixe de visitar), o Jardim Botânico e o Rosedal.
- Fomos até para a feirinha de San Telmo com a Luísa e o carrinho. Ali, no domingo, como é tumultuado de gente, é meio trampo pra passar com o carrinho. Mas é um passeio tão divertido, e quando fomos fazia um dia tão lindo, que nem nos preocupamos. A Luísa dançou loucamente com os músicos e dançarinos de tango que fazem shows por ali.
- Um dia de chuva nos fez descobrir um espaço incrível para crianças: o Abasto Shopping. São dois andares de um parque de diversões maravilhoso, como eu nunca tinha visto. Além dos brinquedos, há também nesse shopping o Museo de los niños, que não tivemos tempo de visitar mas dizem que é um passeio muito legal para crianças também, especialmente as maiores. Porque o museu simula um mundo em miniatura, em que as crianças passeiam por supermercados do tamanho delas, podem mexer nas coisas, desenhar, etc.
- No bairro de Palermo Soho (uma Vila Madalena mais chique, imperdível), há dois programas muito legais: perto de uma região cheia de bares e lojas há uma pracinha que fica lotada de crianças e bebês no final do dia. São pessoas locais, praticamente não vi turistas por ali. É uma delícia. E a outra descoberta incrível aconteceu por acaso, passando em frente. É uma loja que se chama Recursos Infantiles (Borges, 1766). É um lugar pequenininho, que vende brinquedos pedagógicos, muita coisa feita de madeira, e também algumas roupinhas de estilistas locais. Mas o lance legal é que a loja mais parece uma escolinha, porque as crianças podem mexer em tudo. Enquanto isso, os pais podem tomar um café e comer um docinho - tudo ali no mesmo lugar. Quando entramos estava lotado de pais com crianças que tinham acabado de sair da escola e estavam ali brincando um pouco. Sensacional. E não tem nada a ver com os espaços das grandes livrarias, parece o momento do recreio de uma pré-escola, daquelas da minha infância.

ATUALIZAÇÃO: Infelizmente, a Recursos Infantiles fechou.

Um bebê em Buenos Aires

Uma semana de férias apenas e aquela dúvida cruel: para onde irmos com nossa bebê de um ano? Depois de chegar à conclusão que eu queria tirar férias dos resorts, destino de todas as nossas últimas paradas, achamos que Buenos Aires poderia ser uma boa. Viagem curta, barata, uma cidade só, lugares bacanas para visitar. Enfim, fechamos com a capital argentina - porém com aquele medinho de como seria nossa primeira viagem internacional com a Luísa.
Pois bem, o que tenho a dizer é que foi maravilhoso. Buenos Aires é uma cidade totalmente friendly para bebês, e nos sentimos muito queridos por lá.
Luísa se divertiu às pampas e nós também. Tenho que registrar que o fato de minha mãe ter ido junto ajudou muito, porque além de ser uma excelente companhia, ela ajudou bastante a dividir os cuidados com a neném. Creio que, se tivéssemos ido apenas eu e o Luiz com ela, talvez tivéssemos alguns momentos de estresse. Luísa dormia no quarto com a minha mãe, então conseguimos dormir uma semana tranquilos, e também pudemos sair alguns dias à noite só nós dois pra namorar um pouco.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Festinha de aniversário 2

Alguns momentos pré-festa valem o registro:
- Uma mulher queria que eu vestisse a Luísa de Minie na hora dos parabéns, já que o tema da festa era o quarto da Minie. Fiquei me imaginando expondo a coitada a isso com 1 ano de idade... Tudo bem que, mais pra frente, eu sei que ela vai querer ir até na padaria vestida de princesa, mas aí é escolha dela, tudo bem. Eu é que não vou fazer isso por minha conta.
- Fiquei um tempão pensando sobre o que dar de lembrancinha. Passei no buffet um dia e as "lembrancinhas" de uma outra festa eram quase um presente de aniversário. Um treco enorme, com bola e um monte de brinquedos. Eu fiquei achando que iria passar vergonha com a lembrancinha que eu tinha feito pra Luísa.
Optei por uma coisa beeeem mais singela... um tubinho de ensaio cheio de mini-confetes, fechadinho com um paninho xadrex de rosa e lilás, amarrado com uma fitinha de palha. Uma amiga tinha feito isso de lembrancinha de maternidade e eu adorei. Colei uma fotinho da Luísa com a data do aniversário. Mas no final não me arrependi. Ficou uma gracinha, eu achei, e era legal pra adultos também porque gostam do chocolatinho.
- O que eu fiz de diferente foi comprar óculos de plástico e tiarinhas da Minie para distribuir pras crianças na hora do parabéns. Eles adoraram.

Festinha de aniversário

Primeiro aniversário é realmente uma data marcante. Eu resolvi fazer a festa no buffet porque não tinha salão de festas no prédio, mas no final achei que foi ótimo. Eu, que sou bastante ansiosa, consegui ficar relaxada porque não estava tudo nas minhas costas. Curti a tarde, cheguei na festinha em cima da hora de começar (17h30 de um sábado, horário ótimo), e não precisei me preocupar com nada, só em aproveitar.
O que foi muito legal na primeira festinha da Luísa:
- O local escolhido. Fizemos a festinha em um buffet aqui em São Paulo (Peekaboo), perto de casa. Gostei muito do lugar. Aconchegante, não é daqueles espaços imensos em que as pessoas mal se cruzam, e nem tampouco espremido. Tinha brinquedos pra bebês e também para crianças maiores e até adultos (como boliche, cesta de basquete, essas coisas), então todos se divertiram muito. Os monitores eram bem animados e o atendimento ótimo. Salgadinhos e doces idem.
- Eu descobri que eu tinha mais amigas e amigos com filhos pequenos do que imaginava. Foram quase todos, adorei. As crianças se divertiram muito. Então a festinha de 1 ano da Luísa não foi festa de adultos, como é comum.
- Fiz um DVD com a retrospectiva do primeiro ano da Luísa - na verdade desde quando fiquei grávida, e foi bem emocionante. Passei na TV do buffet pra todo mundo e depois deixei rodando as fotos em looping sem som.

O que não foi legal:
- O momento dos parabéns. Lição aprendida para a próxima. Parece que vários buffets são assim. Na hora dos parabéns, eles fazem a maior festa, colocam música alta, apagam as luzes e os monitores ficam fazendo bagunça. Fiquei estressada e a Luísa mais ainda. Eles deveriam maneirar um pouco mais em festas de bebê de 1 ano. Se eu soubesse que era aquela zona toda, teria pedido pra não fazer. Se bem que uma amiga que estava na festa disse que adorou, achou diferente do parabéns tradicional. Então a dica: se você prefere uma coisa mais calma, combine com o buffet pra não fazerem muita zona no parabéns.
- O tema que eu escolhi era o quarto da Minnie. O quarto era realmente lindinho, foge do padrão da mesa de bolo porque tinha elementos espalhados pelo chão bem legais. Mas achei os bonecos de pelúcia bem feios. Foi indicação de fornecedor do buffet e paguei a mais por essa mesa, mas as pelúcias realmente deixaram muito a desejar. Então, se você tiver a chance, peça para o buffet ou para o fornecedor te chamarem quando tiver uma festa com o mesmo tema, assim você não corre o risco de se decepcionar na hora.
- Contratei fotógrafo e filmagem para a festa. Espero que depois que ficar tudo pronto eu goste do trabalho, já que esta é a lembrança que fica. E, afinal, a gente não consegue dar conta de filmar por conta própria, não adianta. Mas durante a festa tenho que dizer que é um saco. Os caras grudam na criança o tempo todo. E como era noite, aquela câmera filmadora ficava com uma luz forte acesa em cima da gente. Eu tocava os caras toda hora porque me estressava, hehe. Na hora do parabéns, então, que eu já estava irritada com a zona, aquela luz nos olhos da Luísa (o salão tinha sido apagado) me deixaram p. da vida. Queria esganar o mocinho.

Um ano

Parece que foi ontem que ela nasceu. Mas já faz 1 ano. Ontem, dia 10 de agosto, a Luísa completou seu primeiro aniversário.
Foi o ano mais intenso da minha vida, sem dúvida alguma. É tanta experiência nova, tantos sentimentos e emoções novos que fazem realmente o tempo passar num instante.
Mas o que eu tenho a dizer é que não existe experiência mais linda e fantástica nesse mundo. Ser mãe é descobrir o amor incondicional, é ser capaz de dar a sua vida por essa outra vida. É descobrir que o seu coração bate em outro corpo.
Que a Luísa tenha muita saúde nessa vida, porque amor... ah... isso não vai faltar enquanto eu e o pai dela estivermos vivos.
Parabéns, minha filha querida. Que Deus te ilumine.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dentista

A pediatra recomendou que eu levasse a Luísa ao dentista desde já (está com 10 meses). Ela indicou uma odontopediatra que trabalha em parceria com ela (a primeira consulta era de graça) e, como nasceram recentemente os dois primeiros dentinhos, achei que era hora de ir.
Algumas coisas interessantes que a odontopediatra me falou que vou dividir aqui:

- Quando você começa a cuidar dos dentes desde bebê, de forma preventiva, a chance de ter cáries no futuro diminui drasticamente. Para se ter uma idéia, essa dentista me disse que trata no máximo 5 casos de cárie por ano no consultório, justamente porque ela atua de forma preventiva. Ela recomenda que eu leve a Luísa lá 3 vezes por ano.
- Chupeta e mamadeira: ela disse que se preocupa mais com a mamadeira do que com a chupeta em relação aos dentes e cáries. O problema da mamadeira, disse ela, é que o leite fica armazenado por mais tempo na boca, o que ajuda as bactérias a se proliferarem. Sucos e vitaminas, por exemplo, deve-se evitar dar na mamadeira. É importante passar o quanto antes para o copo. Já a chupeta, se for utilizada com bom senso (apenas para acalmar a criança quando estiver com sono, por exemplo, e não fazer a chupeta de "rolha" - hehehe, eu faço isso de vez em quando pra Luísa ficar quieta...), não há muito problema.
- Escovação: deve começar assim que nascem os dentes. Tanto ela como a minha dentista recomendaram usar pasta dental infantil sem flúor. E tem que ser desse tipo até que a criança seja capaz de cuspir toda a pasta sem engolir. Ela indicou uma pasta da Welleda. É carinha, paguei por volta de R$ 18, mas dura bastante porque a quantidade usada por dia é muito pequena (equivalente a um grão de arroz a cada escovação). Pode ser encontrada em grandes drogarias e também na própria Welleda, que tem lojas próprias e serviço de delivery para algumas regiões - o tel. da loja do Itaim é 3079-8046.
Os modelos de escova recomendados são bem variados. É importante que tenham a cabeça pequena e sejam recomendadas para a idade - e de preferência de uma marca boa. O ideal é escovar três vezes ao dia, depois das principais refeições.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Campanhas de vacinação

Neste último final de semana teve campanha de vacinação contra poliomelite (paralisia infantil). Como eu sabia que a Luísa já tinha tomado três doses dessa vacina desde o nascimento, estava tranqüila em casa. Da última vez que fui à clínica de vacinação, fui informada pelo médico que a próxima vacina dela seria apenas quando completasse um ano. A pediatra também havia confirmado isso.
Então, nem me preocupei. Meu marido é que me perguntou algumas vezes se a gente não precisaria levar a Luísa no dia da campanha. Eu, segura, tinha certeza que ela já estava coberta porque a pediatra disse que a próxima seria só em agosto. Mas resolvemos ligar por desencargo de consciência, no sábado de manhã. E aí que veio meu ódio: a pediatra falou para levarmos a Luísa vacinar. Disse que ela já havia tomado o vírus morto, mas que na campanha eles dão o vírus vivo. Desliguei o telefone p. da vida, pensando se eu não sou uma mãe desencanada demais.
Levei a neném pra vacinar, o que realmente não me custou nada. Foi rapidinho e não tinha nem fila no posto de saúde. Agora, o que eu fiquei louca da vida é: por que nem a pediatra e nem o médico da clínica (particular, nem posto público era) me instruíram sobre campanhas de vacinação? Tudo bem que a obrigação de mãe é perguntar tudo o tempo todo. Se eu tivesse outros filhos, já saberia como é. Mas, honestamente, nesse caso eu estava certa de que estava bem orientada. Será que não seria obrigação deles me informarem sobre isso?

Mamadeiras e hotéis

Pela primeira vez eu tive a experiência de ter de esquentar a mamadeira da Luísa no hotel. Como eu amamentei no peito até os 9 meses, não havia problemas. E, da última vez que havíamos viajado, ficamos em um hotel tipo flat, que tinha uma mini-cozinha com pia e microondas - melhor coisa, porque eu esquentava a mamadeira e comidinhas ali a qualquer hora. Neste final de semana, porém, ficamos em um quarto de hotel normal. De dia, não há problemas. Os hotéis preparados para receber crianças geralmente têm uma cozinha com microondas, geladeira, pia e, em alguns casos, frutas e cereais para as crianças. À noite, eu pedi por telefone e eles me entregaram água mineral morna no quarto. O problema foi a primeira mamada da manhã, pouco antes das 6h. Para pedir ao serviço de governança para trazer a água morna seria um trampo danado àquela hora, com a Luísa berrando de fome e o marido dormindo. Tentei dar leite frio, mas como a Luísa não está acostumada, ela não pegou quase nada.
O que eu aprendi com essa lição é que da próxima vez vou levar uma garrafinha térmica. Assim posso pedir água quente à noite e, quando ela acordar pela manhã, ainda tem água morna pra fazer a mamadeira.
Então vale a dica: se você puder se hospedar em um hotel que tenha microondas e pia no quarto, é o ideal. Se não der, e seu filho não estiver habituado a tomar leite frio, leve uma garrafinha térmica na bagagem (ou, se o hotel fornecer, melhor ainda). Agora, se seu filho não acorda a noite e vai direto até as 9h ou 10h da manhã, parabéns, você está no paraíso!!!

domingo, 1 de junho de 2008

Enjôos

Caramba, como eu enjoei na gravidez da Luísa. Demorou um pouquinho pra começar, acho que eu estava de umas 7 ou 8 semanas. Era sempre de manhã, logo depois que eu acordava e às vezes depois do café. Meu médico achava até engraçado, porque ele nunca tinha visto alguém vomitar depois de passar cotonetes no ouvido. Pois é, mas eu passava o cotonete e batata, vomitava. O spray do desodorante que subia para o meu nariz também me enjoava. Cheguei a dormir com um pacote de bolacha água e sal na cabeceira da cama pra comer antes de me levantar. Ajuda um pouco, mas na verdade não tem muito o que fazer. É horrível vomitar sem ter comido nada, mas são coisas da vida. A boa notícia é que geralmente não dura mais que dois meses essa fase (se bem que já ouvi histórias de mulher que enjoou a gravidez toda... e outras nunca tiveram enjôos). Por volta do 4º mês geralmente melhora bastante, e foi o que aconteceu no meu caso.
Ainda bem que eu não tinha muito dessas coisas durante o dia. Quer dizer, tinha apenas uma situação: eu ficava loucamente enjoada com o cheiro de um desinfetante que o pessoal da limpeza usava no banheiro da empresa onde eu trabalhava. Entrava lá e embrulhava tudo.
Teve um dia que foi até engraçado - é meio nojento, mas eu vou contar: no dia do aniversário do Luiz nós fomos ver um show e depois fomos jantar. Tomei um creme de cenoura maravilhoso, mas eu "devolvi" tudo no banheiro do próprio restaurante logo depois. Eu queria perguntar pro garçom se devolvendo a comida teria desconto, mas o meu marido não deixou...
O que me aliviava muito os enjôos: sorvete de limão (ganhei 4 palitos premiados da Kibon na época, pra se ter uma idéia de quanto eu tomava), melancia gelada e sucos bem azedos, tipo maracujá sem açúcar.

Cremes para estrias

Hoje uma amiga que acabou de saber que está grávida me perguntou sobre cremes para estrias, então resolvi aproveitar o que escrevi pra ela para colocar aqui.
Eu passava duas coisas (na barriga e no seio, que é importante também): óleo de amêndoas (daquele puro mesmo) e um hidratante da Payot, que chama Maternité. Ele custava, no ano passado, por volta de R$ 40, que eu me lembre. Me disseram que o da Lygia Kogos (ambos vendem em drogarias) também é bom, e tem preço semelhante ao da Payot, mas eu não testei esse. Depois, quando eu já estava no meio da gravidez, uma amiga comentou sobre um creme importado específico para estrias da gravidez, da Biotherm, que se chama Biovergetures - stretch marks prevention & reduction cream gel. Como o meu marido viajou e pôde trazer de fora, já que esses cremes importados são caros aqui, eu pedi pra ele trazer. Acho que ele pagou por volta de R$ 60 ou R$ 70 na época, no freeshop, enquanto aqui custa quase R$ 200. A recomendação dos médicos é que os cremes devem ser utilizados a partir do quarto mês, enquanto o óleo de amêndoas pode ser usado desde o comecinho.

Um detalhe em relação a cremes: pode ser que algum cheiro te deixe enjoada (hoje eu nem posso sentir mais o cheiro do creme da Payot!!), faça o teste antes de comprar. Se o enjôo surgir depois de um tempo de uso, teste outro. O importante é manter a pele bem hidratada, porque no final estica muuuito, parece que vai explodir!!
Acho que se passar só o óleo de amêndoas já ajuda muito, mas como ele fica muito oleoso para passar e colocar a roupa por cima, é bom ter um desses outros cremes pra alternar. Eu geralmente passava o creme pela manhã e o óleo de amêndoas antes de dormir, todos os dias.
É lógico que tem um pouco da questão genética também, caso você já tenha tendência a ter estrias. Outro fator determinante é o ganho de peso na gestação. Quanto mais se engorda além do limite recomendado (mais de 15 quilos para gestação única), maiores as chances delas aparecerem.
Ah, eu não tive nenhuma, graças a Deus.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tenha vida própria

Vou contar o modelo de horários de mamadas que segui quando a Luísa nasceu, sob orientação da pediatra, e que me permitiu ter vida própria desde a primeira semana do nascimento dela. Evidentemente, isso depende muito do perfil de cada pessoa, mas no meu caso eu estava determinada e funcionou muito.
O esquema é o seguinte: a amamentação acontecia de três em três horas, contadas a partir do início de cada mamada. As variações eram de no máximo meia hora para baixo (se estivesse berrando muito) ou para cima (se estivesse dormindo ou voltando do pediatra). Ou seja, quando o bebê terminou de mamar, você tem pelo menos uma hora para sair para a rua fazer qualquer coisa, por mais guloso que seja seu filho. Se a criança está chorando uma hora depois de ter mamado, não é fome. É fralda suja, ou calor, ou frio, ou cólica, ou qualquer outra coisa. Ou seja, nada que a babá ou sua mãe ou seu marido não possam resolver tanto quanto você.
Quase todos os dias, de manhã ou à tarde, eu deixava a Luísa com a babá logo depois que eu terminava de dar o peito e saía pra fazer alguma coisa na rua: supermercado ou manicure ou correio ou qualquer coisa para sair de casa um pouco e dar uma volta a pé, movimentar o corpo e a cabeça. Muitas amigas minhas, mesmo com babá em casa, ficaram presas ao choro do bebê e davam o peito todas as vezes que ele chorava. A vida virou uma prisão e o desgaste torna-se imenso para a mãe. E esse sentimento não é bom pra ninguém. Se você fica sozinha em casa com a criança a maior parte do tempo, tente combinar com seu marido ou sua mãe para conseguir dar uma volta sozinha pelo menos uma ou duas vezes por semana, nem que seja no sábado ou domingo.
Depois de um mês, comecei a dar caminhadas de uma hora no parque. Isso tudo foi fundamental para minha recuperação física e mental. Nunca fui uma mãe estressada por conta disso.
Achar esse tempinho pra você é fundamental, vai por mim.

domingo, 25 de maio de 2008

Viagem de avião

Luísa fez sua primeira viagem de avião aos 2 meses, para Brasília. E foi muito tranquilo. Apesar do grande receio que eu estava dessa viagem, ela dormiu o vôo todo na ida e na volta e não teve nada de dor de ouvido. A dica do pediatra é dar a chupeta, peito ou mamadeira durante o pouso e decolagem, para aliviar a pressão.
- Uma dica muito boa pra quem vai precisar viajar sozinha com o bebê, que foi o meu caso na ida: solicite, quando chegar ao aeroporto, a ajuda de um funcionário para acompanhá-la. A pessoa vai com você até dentro do avião para ajudar a levar o que for necessário. Depois você pode pedir à comissária de bordo que solicite um funcionário na sua cidade destino para acompanhá-la até a saída do aeroporto ou até o taxi.
- Outra informação importante: você pode ir com o carrinho até o avião. Quando fizer o check in, você deve pedir etiqueta de bagagem para o carrinho, mas ele vai com você até a porta do avião. Você desmonta e um funcionário coloca no bagageiro. Quando o avião pousa, eles trazem o carrinho e deixam na porta do avião pra você. Bem tranquilo.
Na primeira viagem, eu não sabia disso e levei só o bebê-conforto. O problema é que é pesado pra carregar quando a distância é razoável, além do fato que você também tem que levar sua bolsa e a sacola de mão do bebê. Nesse caso, o funcionário do aeroporto levou o bebê-conforto com a Luísa dormindo e eu levei as bolsas. A poltrona ao lado da minha foi vazia e eu encaixei o bebê-conforto na poltrona. Ali o bebê fica mais confortável do que no colo, além de ser mais confortável para a mãe.
- Depois viajamos outras vezes com ela de avião, e nunca teve dor de ouvido. Geralmente ela dorme a maior parte do vôo. Teve apenas um trecho, de uma viagem São Paulo-Recife, em que o vôo atrasou e acabamos passando muito tempo no avião. Aí a Luísa ficou um pouco impaciente, porque queria ver movimento, e a gente dava umas passeadas com ela pelo corredor do avião.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Remédios para bebês

Quando for comprar qualquer remédio para a criança, pergunte na farmácia ou para o médico se há a versão para crianças e bebês. Há alguns que, além da versão "uso adulto e pediátrico", também têm a linha específica para bebês, geralmente mais suave e com equipamentos de aplicação mais adequados. O Tylenol é um exemplo, tem uma versão "Bebês" com aplicador e gosto mais suave. O Rinosoro é outro. Eu tinha comprado o Rinosoro normal (uso adulto e pediátrico) e era um sofrimento colocar aquele monte de soro no narizinho dela com aquele aplicador. Só depois vi na farmácia que tinha uma versão específica para crianças, chamado Rinosoro Infantil, com aplicador e spray mais suave.

Febre

Não deixe para aprender como agir quando seu bebê já estiver com febre e você entrar em total desespero de ver aquele serzinho molinho e super quente. Eu passei por isso e foi um sufoco. Ficamos eu e o meu marido de madrugada acordados, no meio de um feriado que passamos no Rio, sem saber o que fazer.
A febre (acima de 37,8º) é uma reação a algo que está acontecendo no organismo da criança. A orientação é que você primeiro tente baixar a febre. Se não baixar, aí você deve ligar para o pediatra ou levar em um hospital pediátrico para descobrir o que está causando a febre (geralmente é uma virose, ou dentinho, coisas simples).
No caso da Luísa, era uma virose, que passou em três ou quatro dias. Depois ela teve febre de novo sem nenhuma outra reação (corpo mole ou vômito ou diarréia), então vi que era o dentinho que estava nascendo. Tomou o Alivium uma vez só e resolveu. Na terceira vez (com 9 meses) foi uma gripe forte, que evoluiu para bronquiolite (infecção nos pulmões), e aí só resolveu com remédio e inalação. Nada grave também, mas tem que cuidar direitinho pra não evoluir para um início de pneumonia.

Então, a dica: certas coisas devem ser conversadas com o pediatra ANTES de acontecerem. Febre é uma delas. A Luísa teve a primeira com 7 meses, e ainda assim ficamos super preocupados. Depois, na segunda, já tirei de letra. Outra coisa: a pediatra dela fez a gentileza de me mandar agasalhar a Luísa. Depois descobri que quase causei uma desidratação na menina, que suava em bicas debaixo das cobertas. A médica do hospital falou que esse procedimento é super errado e antigo. Você deve deixar a criança com roupas frescas, para que ela perca calor naturalmente depois que toma o remédio. Você só aquece se ela estiver com calafrios. Ah, para registrar: troquei de pediatra.
Quanto aos remédios, eu dava geralmente Tylenol (específico para bebês), mas depois a nova pediatra disse que o remédio mais moderno é o Alivium, que você pode repetir a dose depois de uma hora se a febre não passar. Em casos de febre muito alta, os pediatras geralmente recomendam partir para a Novalgina. Mas siga a orientação do seu pediatra de confiança.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Bebê-conforto

Para quem não está familiarizado com o termo, o bebê-conforto é aquela cestinha de carregar o bebê que se encaixa dentro do carrinho, e é utilizado nos primeiros meses de vida da criança. Os modelos melhores vêm também com um encaixe para colocar no carro, o que faz com que você não precise tirar a criança de dentro se ela estiver dormindo. Você pode levar a "cestinha" na mão, sem o carrinho, quando vai a restaurantes, por exemplo. Também é um excelente lugar para deixar o bebê em ambientes diferentes da casa durante o dia.
Um dia eu estava assistindo ao canal Discovery Home and Health (se você tiver em casa vale a pena, mas não se apavore com aqueles partos naturais horrorosos daquelas mães gordas americanas), e assisti a uma cena muito engraçada: os pais saíram da maternidade com o filho no colo, super emocionados. Mas, quando o pai foi colocar o bebê conforto no carro, para encaixar o bebê, foi um desespero. O pai não sabia mexer naquele negócio e demorou nada menos que 21 minutos no carro tentando encaixar o tal bebê-conforto no suporte. Então vale a dica: aprenda antes a mexer!!!

Faça exercícios na gravidez

Uma das experiências mais legais, além de saudável, que eu tive na gravidez foi a hidroginástica. Escolhi um programa da academia Fórmula, que se chama Mãe Ativa, específico para gestantes, que mescla aulas em solo (alongamento, um pouco de musculação e respiração) e hidroginástica, 45 minutos cada. Não vou dizer que é barato, porque não é, mas se você tiver umas economias e disciplina, vale muito a pena. Além de ajudar na questão da respiração e no preparo físico, especialmente se você pensa em ter um parto normal, um programa como esse específico para gestante promove uma troca muito legal com as outras grávidas. Meu marido falava que eu exercitava mais a língua do que o restante, porque não parava um minuto de falar. Foi muito legal mesmo, fora que fiz amizades que duram até hoje. Há outras academias que promovem programa para gestante, vale dar uma procurada. A yoga também é um exercício super recomendado para grávidas.
Vai te fazer muito bem, anime-se. Eu fiz hidro até a 38ª semana de gestação. Meu marido não acreditava, porque eu sempre odiei ginástica e, na gravidez, acordava às 6h da manhã e ia pra hidro antes de ir para o trabalho. Muuuita determinação...

Ciúmes da babá

Tive sim, confesso. Eu contratei uma babá enquanto ainda estava grávida mas combinei que ela começaria só depois de 15 dias a partir do nascimento da Luísa, quando minha mãe fosse embora. Mas gente, tenho que admitir. Eu não suportava ver a babá carregando a Luísa no colo. Quando a neném chorava e eu corria para atender, ficava louca da vida quando via que a babá já estava lá. Pegava a Luísa na hora. Não sei se é algum tipo de medo que o bebê crie amor por ela igual ao que ele sente por mim, sei lá. O fato é que, por um bom tempo, a babá só cuidava do periférico (roupas, minha comida, quarto) e eu cuidava da Luísa. Ela só cuidava da neném quando eu saía de casa e deixava a Lulu com ela.
Tinha também o fato de meu santo não bater muito com o dela, porque ela emburrava toda hora e eu não suportava aquelas caras feias. Depois troquei de babá e, também por já estar mais segura de tudo, as coisas se normalizaram. Hoje a Luísa (com 8 meses) adora a babá e eu acho ótimo (como eu optei por trabalhar em casa, não corro o risco de a Luísa chamá-la de mãe, então isso também ajuda na questão do ciúme... hehe).

Amigas grávidas e livros

Eu tive muita sorte na gravidez porque naquela época a "água" no meu trabalho estava "contaminada" e várias mulheres ficaram grávidas ao mesmo tempo. Além disso, eu fiz hidroginástica em um programa específico para gestantes, então era uma falação só. Foram trocas riquíssimas que eu pude ter nessa fase, porque todas estavam passando pela mesma situação. É diferente de trocar idéias com quem teve filhos há mais tempo, porque é difícil lembrar de todos os detalhes. Teve gente com gravidez tranquila, outras mais complicadas, algumas com enjôos, outras não, algumas engordaram muito, outras não. Se você complementar as experiências das amigas com a leitura de livros especializados, seguindo as orientações do seu obstetra, vai ver que tudo o que está acontecendo com você é normal.

Amamentação e primeiros 15 dias

Mantenha a calma. Se eu pudesse dar uma única dica para esta fase - que não é bolinho - seria esta. A forma como a mãe encara o turbilhão de novidades dessa etapa, que são os primeiros 15 dias após o nascimento, será determinante para que a vida nesse período seja um inferno ou uma deliciosa bagunça. No meu caso, graças a Deus, só tenho boas lembranças porque me foquei nas coisas boas. Não que tenha sido tudo um conto de fadas - sofri à beça com a amamentação e tive que dormir uma noite no hospital quando a Luísa tinha 3 dias por conta de uma hemorragia. Mas, surpreendentemente, a minha eterna ansiedade da gestação transformou-se em um poço de serenidade após o nascimento da Luísa. E isso eu tenho certeza que passou para a bebê, para o meu marido, e ajudou a fazer com que os problemas passassem bem rapidinho.
Além da calma, outros fatores ajudaram muuito:
- Meu marido foi um super companheiro. Tirou a primeira semana pra ficar com a gente e quis participar de tudo.
- Minha mãe, que passou os primeiros 15 dias com a gente, é uma excelente companhia, um ser evoluído espiritualmente e de super bom-senso. E bom-humor. Ela soube me dar forças e conselhos sem se meter na forma como eu agia com a Luísa e com a casa, soube dar espaço para os momentos do casal e, acima de tudo, ajudou a deixar o astral da casa altíssimo. Nos divertimos à beça nas madrugadas (eu, ela e o Luiz). Mas eu tenho amigas que passaram pelo oposto nessa fase com mães e/ou sogras, porque elas se metiam em tudo e não respeitavam a individualidade do casal, tornando esse período um inferno. Nesses casos em que você precisa da ajuda delas, mas já sabe que vai dar confusão, tente abrir o jogo logo de cara, combinando algumas regras em relação à administração da sua casa e também deixando claro quem é a mãe do bebê na história.
- Se estiver com dificuldades na amamentação na primeira semana (o bico geralmente racha no início e a gente vê estrelas na hora da mamada), procure ficar sozinha com o bebê ou no máximo com uma pessoa da sua extrema liberdade e confiança no momento de amamentar. E tenha paciência que logo passa. E, se o bebê estiver com dificuldades de pegar o peito, uma hora isso também vai passar desde que você mantenha a calma. O nervosismo só atrapalha nessa hora, e pode até fazer secar o leite. Se estiver com dificuldades, procure ajuda. Há vários grupos especializados em aleitamento materno que podem te ajudar. Não desista.
E não se desespere, porque essa parte mais chata da amamentação geralmente ocorre só na primeira semana. Logo você vai tornar esse momento um grande prazer. A Luísa está hoje com quase 9 meses e quem está sofrendo mais com a possibilidade de desmamá-la sou eu. Estou tirando aos poucos, mas já me dá um aperto só de imaginar... Adoooro amamentar, adoro essa relação de extrema intimidade com o bebê.

- Quanto às milhares de dicas e conselhos que você vai receber, aproveite aqueles que acha que vale e ignore o restante. Responda "ah, legal, vou tentar mais tarde" e não dê mais trela. Senão você vai ficar louca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Visitas na maternidade

Prepare-se para um turbilhão e tente levar tudo no bom humor. Como eu tive um parto muito tranqüilo e me senti muito bem logo após o parto, encarei tudo com naturalidade.
Mas vou descrever uma situação para você entender. Tudo ao mesmo tempo: você está deitada na cama ainda com soro porque o bebê acabou de nascer. Daqui a pouco chegam as primeiras visitas no seu quarto, que já se somam à sua família que já estava lá. Mas não para por aí. O telefone celular toca com alguém que quer dar parabéns, o telefone do quarto toca com alguém que quer dar parabéns. Nesse mesmo tempo surge no quarto a enfermeira que vai te dar remédio ou traz a sua comida e, não bastando isso, chega uma funcionária do laboratório pra explicar como funciona o teste do pezinho. Juro que não estou exagerando, aconteceu exatamente isso comigo!!!!
Pra não ficar louca, no segundo dia do hospital conseguimos trocar para um quarto que tem uma ante-sala. É um pouco mais caro, mas se você puder vale a pena cada centavo. Aí funcionava melhor. O meu marido e a minha mãe recepcionavam as visitas na salinha enquanto eu amamentava a Luísa ou quando a enfermeira estava fazendo alguma coisa no meu quarto. Depois, quando tudo estava em ordem, eu abria a porta e circulava com os visitantes.
O que eu fico imaginando é como deve ser esse "terremoto" quando a mulher ficou 14 horas em trabalho de parto e está destruída...
Mas, apesar de tudo, é um momento que você nunca vai se esquecer. Tente aprender as dicas das enfermeiras sobre amamentação e aproveite. Afinal, você sonhou muito com esse momento de apresentar ao mundo seu amado filhotinho, não sonhou?

Roupas da maternidade

Hoje eu olho as minhas fotos de pijamas na maternidade e me sinto uma velha. Mas é difícil evitar, porque você precisa ter roupas que abram facilmente na frente por conta da amamentação. E têm que ser confortáveis.
Se você conseguir encontrar roupas mais moderninhas que permitam esse conforto, vá em frente. Os chinelos que eu comprei foram até de lojas legais, mas hoje lembro deles e vejo que eu realmente parecia uma velha... hehe... Como a Luísa nasceu no inverno, não dava pra usar vestidinhos, então não consegui fugir dos pijamas de seda e penhoares... Mas o ambiente dentro das maternidades costuma ser aquecido por causa dos bebês que circulam por lá, então não precisa comprar roupas muito quentes.
Quando você for visitar a maternidade, dê uma olhada nas mães que estão circulando pelos corredores e imagine-se naquela situação. Aí fica mais fácil escolher o que você quer. Só não se esqueça que as roupas normais não vão te servir porque depois que o bebê nasce você ainda parece estar grávida de 5 meses. Se tiver roupas bem confortáveis que usou durante a gestação e que estejam em ordem, pode ser uma opção.
Afinal, provavelmente será a primeira ocasião na sua vida em que você vai receber dezenas de visitas vestindo pijamas.

Ultrassom

Curta muito. E faça o possível para que seu marido possa te acompanhar em todos. Cada um é diferente do outro, e as emoções são muitas a cada exame. Ouvir o coraçãozinho bater, depois ver um feijãozinho se transformando em um "girininho" e depois em um serzinho com braços, pernas, dedinhos... descobrir o sexo, ver o bebê se mexendo e soluçando...
Enfim, é bom demais.
E, o mais importante, são exames essenciais para checar se está tudo bem com o bebê. Os exames são altamente modernos hoje em dia e detecta-se por eles todo tipo de problema, inclusive muitos que podem ser tratados ainda durante a gestação. Dá um friozinho na barriga sempre, lógico que dá. Mas o alívio de ver que está tudo bem compensa. E, se não estiver, vamos fazer o que for possível pra cuidar e bola pra frente!

Peito

A dor estranha nos seios foi o primeiro sinal que me fez desconfiar da gravidez. Nos três primeiros meses de gestação, doía tanto que não dava nem pra encostar. Depois melhorou. Mesmo sem ainda ter leite (o que só acontece com o estímulo após o nascimento do bebê), os seios tendem a ficar grandes (comparando-se com o tamanho normal), doloridos e mais pesados durante a gestação. Para dar um pouco mais de sustentação, eu usei sutiã direto desde o início da gravidez até mais ou menos 7 meses de vida da Luísa, porque ainda estava amamentando.
Para dormir, uma dica são os sutiãs tipo camiseta, que incomodam bem menos e você quase não os percebe. Depois que o bebê nasce, não dá para escapar dos sutiãs de amamentação, que são mais práticos. Mas também dá pra continuar usando os tipos camiseta, pra variar.
No início, depois do parto, você provavelmente vai ter que usar proteção, porque o leite costuma vazar mesmo. Meu peito ficou tão grande que eu parecia a Cicciolina (eu já tinha bastante antes). Nos primeiros dias, quando acontece a chamada descida do leite, fica duro e parece que vai explodir, e é preciso drenar (ou ordenhar, como dizem os médicos), para que ele não empedre e não cause uma mastite. Minha experiência: o que funcionou no início, como eu tinha muuuito leite e precisava esvaziar um pouco os seios, foram as chamadas "conchas" de amamentação. Elas servem tanto para ajudar a formar o bico como dão vazão ao leite. Só vazam na roupa se você deitar com elas ou se encher muito. Depois que começou a normalizar a produção do leite, passei a usar os absorventes da Johnson's, que funcionaram direitinho.
O que é um saco: ambos marcam a blusa se você estiver usando uma mais colada.

Cursos para gestante

Vale a pena. Eu e meu marido participamos de um curso promovido pela empresa em que eu trabalhava. Foi bem legal. Ali é possível tirar muitas dúvidas na hora com o especialista, além de entender melhor o que está acontecendo com o seu corpo. Fora isso tem a parte divertida da prática, que são as dicas de como dar banho, trocar a roupa do bebê etc. As maternidades e alguns laboratórios (como o Fleury) também oferecem cursinho, mas eu acabei não fazendo porque o oferecido pelo meu trabalho foi de graça (porém com profissionais qualificados).
É muito importante que o marido participe também. É uma forma de ele compreender o que está acontecendo com você e também para saber o que fazer em casos de emergência. Além disso, cria uma cumplicidade importante para o casal nesse momento tão gostoso de curtir.

Roupas na gravidez

Não se vista igual a uma elefanta grávida. Sei que tem horas que é mais confortável usar roupas largas, dá vontade de dar uma desencanada. Mas as roupas largonas deixam a gente gorda, e o charme da gravidez vai pro buraco. Depois você vai se olhar nas fotos e vai querer morrer.
E não é porque você engordou mais do que gostaria que precisa se vestir mal. Dá pra comprar roupas em lojas especializadas (tipo Zazou e Mami Gestante) que são bem bonitas. O problema é que em condições normais as peças custam o olho da cara. Se você conseguir pegar promoção de final de estação, vale a pena. Eu comprei calças sociais de grávida bem bonitas por menos de R$ 100.
A vantagem da moda atual é que as roupas larguinhas estão super na moda, então você consegue passar praticamente a gravidez toda com roupas compradas em lojas comuns. Batinhas e blusinhas largas ficam bem legais e vc pode compor com faixas e outras blusas por baixo. Calça é que fica mais complicado, porque no final da gravidez as calças comuns apertam muito a parte de baixo da barriga. Nesses casos vale usar fusôs e as tais calças de grávida com extensor de barriga.

Decoração do quarto

Cuidado para não sair comprando enfeites de decoração antes de saber qual será o tema do quarto do bebê. Senão você vai correr o risco de encalhar com vários enfeites que não tem nada a ver com a decoração do quarto ou que vão ficar exagerados. A dica é comprar primeiro os itens básicos (móveis, enxoval de berço e papel/decoração de parede). Por último compre os quadrinhos, abajures e outros penduricalhos, porque assim você tem condições de avaliar se ainda "cabem" na decoração ou não. Aí vai a outra dica: evite dar de presente artigos para decoração de quarto de outras crianças, a não ser que você tenha combinado previamente conforme o gosto da mãe.

Se você tiver tempo e disposição, pode comprar os acessórios da decoração do quarto em lugares diferentes, pesquisando melhor os preços. Como eu não tinha tempo e tinha condições financeiras de fazer, optei por comprar tudo em um lugar só. A desvantagem é que sai mais caro. A vantagem é que o quarto fica harmonioso e com tudo combinando. Eu nunca me esqueço do dia em que cheguei do trabalho e o quarto da Luísa, que havia sido montado à tarde, estava prontinho. Até a luz estava acesa, baixinha. Acho que foi uma das maiores emoções que tive durante a gravidez. O quarto da minha filha, modéstia à parte, ficou lindo lindo lindo. Do jeito que eu sempre sonhei.

domingo, 4 de maio de 2008

Fraldas e higiene

Fraldas e cocôs: se você não fizer um "chá de fraldas" e optar por comprar as suas (foi o meu caso porque eu não tinha espaço para guardar), aproveite pra fazer estoque nas promoções. Fique de olho nos anúncios de grandes supermercados e de lojas especializadas (como a Alô Bebê, minha preferida), que fazem excelentes promoções de vez em quando.
Minhas marcas preferidas: quando ela nasceu usei as fraldas tamanho RN (recém-nascido) da Turma da Mônica, e depois passei para a Pampers. Dica a partir da minha experiência: compre a Pampers verde, porque um dia resolvi experimentar a de embalagem vermelha, mais barata, e vazou tudo. Eu diria que este é um item que não compensa comprar pelo preço. Descubra a marca que melhor se adapta ao bebê - provavelmente a melhor não será a mais barata, acredite.
Aliás, enquanto a criança não estiver comendo papinha, o cocô vai dar trabalho mesmo. Tem dia que não há fralda que segure e a coisa vai subir até o pescoço. Então, sempre saia de casa com uma troca de roupa extra. Um dia vazou o cocô da Luísa no sofá da casa de uma amiga minha, quase morri de vergonha.
Depois que começar a comer fruta e papinha, o cocô imediatamente muda daquela pasta mole e meio verde/mostarda para uma consistência mais firme (os primeiros saem bem escuros, quase pretos, e bem duros. Isso também varia de acordo com a alimentação - se comer mamão, fica laranja e mais mole; se comer beterraba, fica vermelha).
PS. Não fique com nojo. Você vai perder essa frescura depois que o bebê nascer, pode ter certeza...

Kit higiene:
O que usei nos primeiros seis meses: shampoo (meu preferido é o da Johnson's que pode lavar corpo e cabeça), lenços umedecidos, pomada para assadura (a de melhor custo-benefício é mesmo a Hypoglós, apesar de haver outras boas no mercado - porém mais caras), cotonetes, algodão, toalha de banho e kit manicure (as unhas precisam ser cortadas toda semana, porque crescem rápido e o bebê acaba se arranhando). Higiapele: a pediatra da minha filha permitia o uso de vez em quando, mas isso varia bastante de pediatra para pediatra. Óleos também são permitidos para massagem tipo shantala.
Lenços umedecidos: você vai usar muito. Nos primeiros três meses, é recomendável usar apenas quando sair de casa, dê preferência pelo algodão com água morna. Mas depois dos três meses eu passei a usar também para fazer aquela primeira "limpeza" do cocô. Porque tem determinados cocôs que são uma coisa inexplicável, difícil imaginar que saem de seres tão pequenos e delicados... hehe... Então eu uso o lenço pra limpar o grosso e depois passo o algodão com água morna ou fria pra limpar. A dica para as compras é a mesma das fraldas: aproveite pra fazer estoque nas promoções, porque são caros. Há várias marcas boas, geralmente compro a que está com preço melhor. A única que eu não gosto porque é fininha demais é a Baby Wipes.

O que eu nunca usei:
-Termômetro de banheira. Eu ganhei um no chá de bebê, mas nunca usei. Como minha mãe passou comigo os primeiros 15 dias após o nascimento da Luísa, eu senti mais segurança e rapidamente aprendi com ela a sentir a temperatura da banheira com o cotovelo e a mão. Mas se você tiver insegurança na hora do banho e não tiver ninguém mais experiente pra te ajudar no início, o termômetro vai te dar mais segurança.
-Toalha fralda: é uma fralda de pano em tamanho maior. Me disseram que era para secar o bebê recém-nascido, mas eu nunca usei. Como eu tinha comprado toalhas de banho que tinham fralda por dentro, sempre usei essas toalhas.
-Trocador da banheira: a banheira da Luísa tinha trocador, mas eu sempre troquei no trocador do quarto dela. Se você não vai usar, aquilo acaba virando meio trambolho porque dá mais trabalho pra abrir e fechar se estiver com a criança no colo.

Achei que nunca ia usar mas é importante: o aspirador nasal. Você só vai saber que é útil no dia em que seu filho tiver o primeiro resfriado.

Só depois de 6 meses: perfume, protetor solar, hidratante e outros cremes. Cuidado com alergias, prefira os produtos sem álcool.

Orelhinha das meninas

Há diversas correntes a esse respeito. Tem pediatra que fala pra furar só quando a criança tiver 9 meses, tem gente que espera a menina crescer pra ela furar quando tiver (e se tiver) vontade. Eu sou da opinião de que quanto antes, melhor. Furei a orelha da Luísa quando ela tinha uma semana de vida. Foi tão rapidinho que eu nem sabia se ela estava chorando de fome ou de dor. Depois que a criança cresce, você já sabe exatamente quando o choro é de dor, e além disso eles ficam bem mais manhosos, e aí você vai morrer de dó. O importante é fazer com um profissional de confiança e com uma peça de ouro. Uma enfermeira da maternidade São Luiz (onde a Luísa nasceu) veio em casa e furou a orelhinha dela de acordo com os pontos certos da acupuntura. Não inflamou nadinha. Único cuidado é passar o álcool 70º por uma semana. E também não compre brincos que tenham o pininho muito comprido pra não machucar o pescoço quando a criança estiver de lado ou mamando. Há brincos específicos pra recém-nascidos. E é bom deixar pelo menos dois meses sem tirar o primeiro brinco antes de trocar por outro (dica da enfermeira).

Babá eletrônica

Outra dúvida cruel: compro ou não compro? Minha experiência: uma amiga comprou pra ela e, como não usava, me emprestou a dela para que eu fizesse o teste.
A questão é a seguinte: se você colocar a babá eletrônica no seu quarto, enquanto o bebê dorme no quarto dele, você não vai conseguir ter qualidade nem nas duas horas de sono que você tem no intervalo entre as mamadas. Você e seu marido vão acabar ficando loucos porque vão acordar a cada mexidinha do bebê - e eles costumam se mexer bem à noite. No meu caso, como o quarto da Luísa é próximo ao meu e os choros dela são realmente altos, preferi ter meu ouvido como babá eletrônica. E sempre funcionou. Sempre ouvi os choros e aí ia pro quarto dela.

Quando a babá eletrônica funciona: de dia, quando você deixa o bebê no quarto e está no escritório ou na cozinha lavando a louça, por exemplo. De dia há mais barulhos na rua e na sua própria casa, então se você está longe do bebê pode ser que você não escute. O mesmo serve para a babá (a de verdade). Se ela está sozinha com o bebê em casa e está no quarto dela ou lavando a roupa do bebê, vale deixar a babá eletrônica ligada pra ela ouvir quando a criança acorda.

Carrinho de bebê

Eis um item que deve ser escolhido depois de muita pesquisa. Há vários modelos disponíveis nas lojas e você terá muitas dúvidas sobre essa compra. Há modelos que são confortáveis para os pais, porque ocupam menos espaço no porta-malas do carro, e há aqueles que são confortáveis para a criança. Eu, particularmente, fiquei com a segunda opção e não me arrependo. Fico até com dó de ver aqueles carrinhos pequenos de passeio em que a criança fica praticamente na diagonal, pendurada pelo cinto de segurança. Se tirar o cinto, ela escorrega direto para o chão. Esses carrinhos também não costumam deitar muito, então a criança fica toda torta quando cai no sono.

Minha experiência: um amigo nosso trouxe dos EUA um carrinho da Chicco - parênteses: pagamos quase R$ 1.000 a menos do que custa no Brasil. Se você tiver a oportunidade de viajar ou puder encomendar para alguma pessoa de maior intimidade (afinal é uma encomenda "trambolho'), vale muuuuito a pena. Voltando, compramos o carrinho com o bebê-conforto, daquele modelo maior que não fecha igual guarda-chuva. Confesso que ele é mesmo um trambolho que ocupa a maior parte do porta-malas, mas é muito leve para empurrar e o bebê fica muito confortável nele. Quando a Luísa cai no sono no meio do passeio, o encosto deita todo pra trás e ela dorme até de lado. O bebê-conforto também é item indispensável para os primeiros meses. A Luísa ficava nele a maior parte do dia, no comecinho. Ficava mais confortável e "encaixadinha" ali do que no próprio berço. Dica: é importante que o bebê-conforto venha com o encaixe do carro, porque assim você só vai precisar comprar cadeirinha de carro depois que a criança tiver uns 9 quilos.

- Se quiser comprar o carrinho modelo "guarda-chuva", aquele que tem duas alças separadas, experimente fazer o teste com o carrinho de algum conhecido. Eu, particularmente, experimentei o de uma amiga (era da Peg Perégo) e não gostei (empurrei na rua com a filha dela dentro, o que é diferente de testar o carrinho vazio na loja). Eu achei que ele trepida mais que o outro nas calçadas e é mais chato de empurrar, porque você tem que segurar com as duas mãos.
- De qualquer forma, é bom testar, antes de comprar, se o carrinho cabe no porta-malas.

Feiras do Bebê

É uma ótima dica para o começo da gravidez para você começar a se familiarizar com os termos desse mundo novo (bebê conforto, body, cueiro, fralda de boca...) e também ter noção de coisas que você vai querer comprar mais para frente - e preços também. Mas aguarde a próxima feira para fazer o enxoval (em São Paulo elas acontecem a cada trimestre mais ou menos, o que significa que acontecerão pelo menos três enquanto você estiver grávida).
Dicas:
- Há coisa boa mas há também porcaria nas feiras. O que é barato e vale a pena: roupinhas básicas (body, macacão, "mijãozinho" (que é aquela calça com pezinho), meias. Como são peças que a criança não vai usar por muito tempo, porque cresce rápido, não vale gastar muito dinheiro com elas. Não se preocupe porque você vai ganhar muita coisa de boa qualidade, então evite gastar todo o seu dinheiro com roupas para os primeiros três meses.
- O que vale a pena pagar um pouco mais caro: fraldas de pano e de boca, conjunto de lençol para o berço e toalha de banho. São itens que não variam de tamanho e você usa muito. Se comprar coisa porcaria, as primeiras lavadas na máquina tratarão de destruir tudo. Há lojas nessas feiras que vendem produtos a preço de atacado e são de qualidade melhor. Vale procurar.
- Carrinhos, bebê-conforto, brinquedos de marca: em geral os preços são iguais ao das lojas de varejo, então vale pesquisar bastante antes de comprar.

Compras

Antes de mais nada, evite sair correndo às compras assim que der positivo no teste de gravidez. Os três primeiros meses são delicados e não custa ter um pouquinho de calma. É lógico que é difícil evitar de comprar uma roupinha ou um brinquedinho. Mas vá com calma. Você terá bastante tempo pra fazer as compras, montar o quarto... Além do mais, fica muito mais gostoso sair às compras depois que você sabe o sexo da criança.
Com quatro meses vale começar a escolher a decoração do quarto, porque são produtos feitos por encomenda e demoram pra chegar. O restante você vai comprando aos poucos a partir daí. O recomendável é que o quarto esteja pronto entre o sétimo e o oitavo mês, porque se o pequenino resolver chegar antes da hora, você já está tranquila.
Por isso também vale a dica de não deixar tudo para o final. Tenho várias amigas que no último mês de gravidez estavam fazendo mudança no apartamento. Eu mesma estava terminando reforma em casa, fazendo pós-graduação, trabalhando... Isso torna a vida da gente uma loucura, porque no finalzinho a barriga cansa muito e você já não tem mais o mesmo pique - e nem pode se esforçar demais. Algumas mulheres, inclusive, precisam ficar de repouso nessa fase final e, se as coisas não estiverem prontas, a ansiedade e o nervosismo vão triplicar.
Quanto às roupas, tenha certeza que você vai ganhar muita coisa, inclusive no primeiro mês de vida da criança. O que eu acho que vale comprar do seu gosto: as roupinhas que o bebê vai usar na maternidade. Eu fiz e refiz a mala da Luísa umas 30 vezes.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Tom e a minha Luísa

Nunca me esqueço daquela frase que martelou minha cabeça na infância, geralmente quando eu contestava alguma atitude da minha mãe: "Quando você for mãe você vai entender..."
Hoje eu sou mãe de Luísa, que parafraseando Jobim "é o meu brilhante que partindo a luz explode em sete cores".... A dele é Luiza com z, a minha é com s. Mas antes mesmo de saber se era menino ou menina, já chorava quando ouvia essa música tão delicada e de uma sensibilidade ímpar.
Voltando à frase da minha mãe, hoje eu entendo o que é ser mãe. Descobri o que tanto se falava sobre amor incondicional e sobre o sentimento absurdo de proteção que sentimos por um filho. Dá um pavor imenso de pensar em qualquer mal que possa atingir essa criaturinha. Como eu sei muito bem que a gravidez é um poço de dúvidas que se estende por toda a vida, resolvi colocar aqui no blog dicas que funcionaram comigo, e outras que encontrei nos livros e que me foram realmente válidas.
Inauguro meu blog dizendo que me sinto feliz demais com a vida que escolhi. Com o marido que eu amo e com a filha que chegou pra completar as nossas vidas e tornar tudo mais lindo, completo e, ao mesmo tempo, simples.